Lírio entre espinhos

Uma família católica buscando a santidade

Author: Gabriel Zago (page 1 of 4)

Trintena a São José

Tempo de leitura: 3 minutos

Ó amabilíssimo patriarca São José! Desde o abismo da minha pequenez e miséria contemplo-Vos com emoção e alegria da minha alma em Vosso trono do céu, como glória e gozo dos bem-aventurados, mas também como pai dos órfãos na terra, consolador dos tristes, amparador dos desvalidos, auxiliador dos anjos e santos diante do trono de Deus, de Vosso Jesus e de vossa Santa Esposa.

Por isso, eu, pobre, desvalido, triste e necessitado, a Vós dirijo hoje e sempre minhas lágrimas e penas, minhas súplicas e clamores da alma, meus arrependimentos e minhas esperanças ; e especialmente hoje, trago-Vos diante do Vosso altar e da Vossa imagem uma pena que consoleis, um mal que remedieis, uma desgraça que impeçais, uma necessidade que socorrais, uma graça que obtenhais para mim e para meus seres queridos.

E para comover-Vos e obrigar-Vos a ouvir-me e obter-me estas graças, Vo-las pedirei e demandarei durante trinta dias contínuos, em reverência aos trinta anos que vivestes na terra com Jesus e Maria e o farei urgente e confiantemente, invocando todos os títulos que tendes para compadecer-Vos de mim e de todos os motivos que tenho para esperar que não dilatareis ao ouvir minha súplica e remediar minha necessidade sendo tão certa minha fé em Vossa bondade e poder, que ao senti-la, Vos sentireis também obrigado a obter e dar-me ainda mais do que Vos peço e desejo.

* Peço-Vos pela bondade divina que obrigou ao Verbo Eterno a encarnar-se e nascer na pobre natureza humana, como Filho de Deus, Deus homem e Deus dos homens.

* Suplico-Vos por vossa ansiedade imensa ao sentir-Vos obrigado a abandonar a Vossa Santa Esposa.

* Rogo-Vos por Vossa resignação dolorosíssima para buscar um estábulo e um presépio para palácio e manjedoura de Deus nascido entre os homens.

* Imploro-Vos pela dolorosa e humilhante circuncisão de Vosso Jesus; e pelo Santo, Glorioso e Dulcíssimo nome que lhe impusestes por ordem do Pai Celeste.

* Demando-Vos por Vosso sobressalto ao ouvir do anjo a morte decretada contra Vosso Filho Deus; Por Vossa obedientíssima fuga ao Egito, pelas penalidades e perigos do caminho, pela pobreza extrema do desterro e por Vossas ansiedades ao voltar do Egito a Nazaré.

* Peço-Vos por Vossa aflição dolorosíssima de três dias, ao perder Vosso Filho e por Vossa consolação suavíssima ao encontrá-lo no templo; por Vossa felicidade inefável dos trinta anos que tivestes em Nazaré com Jesus e Maria sujeitos à Vossa autoridade e providência.

* Rogo-Vos e espero pelo heroico sacrifício com que oferecestes a vítima de Vosso Jesus ao Deus Eterno, para a cruz e para a morte, pelos nossos pecados e nossa redenção.

* Demando-Vos pela dolorosa previsão que fazíeis todos os dias ao contemplar aquelas mãos infantis perfuradas depois na Cruz por pregos agudos; aquela cabeça que se reclinava dulcissimamente sobre Vosso peito, coroada de espinhos; aquele divino corpo que apertáveis contra o Vosso coração, despido, ensanguentado e estendido sobre os braços da Cruz naquele último momento que lhe víeis expirar e morrer.

* Peço-vos por Vossa dulcíssima passagem desta vida nos braços de Jesus e Maria, Vossa entrada no limbo dos Justos e ao fim nos céus.

* Suplico-Vos por Vosso gozo e Vossa glória, quando contemplastes a Ressurreição do Vosso Jesus, sua subida e entrada nos céus, seu trono de Rei imortal dos séculos.

* Demando-Vos por Vosso inefável júbilo, quando vistes sair do sepulcro a Vossa Santíssima Esposa ressuscitada, e ser assunta ao céu pelos anjos, coroada pelo Eterno e entronizada num sólio junto ao Vosso.

* Peço-Vos e rogo-Vos confiantemente pelos Vossos trabalhos, penalidades e sacrifícios na terra e por Vossos triunfos, glórias e feliz bem-aventurança nos céus, com Vosso Filho Jesus e Vossa esposa Santa Maria.

Ó meu bom patriarca São José! Eu, inspirado nos ensinamentos da Santa Igreja, de seus Doutores e Teólogos, e no sentido universal do povo cristão, sinto em mim uma força misteriosa, que me alenta e obriga a pedir-Vos e suplicar-Vos e esperar que me obtenhais de Deus a grande e extraordinária graça que vou por diante da Vossa imagem e do Vosso trono de bondade e poder nos céus:

(Aqui se faz o pedido)

Obtende-me também para os meus e para os que pediram que rogue por eles, tudo quanto desejam e lhes é conveniente. – Rogai por nós, ó glorioso patriarca São José. – Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS: Ó Deus, que em vossa inefável Providência escolhestes São José para esposo de Maria, Mãe do Vosso Filho, fazei que, venerando-o na terra como protetor, mereçamos tê-lo como intercessor nos céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Gabriel é esposo da Rayhanne e pai do Bento e da Maria Isabel! Além disso, é membro da Terceira Ordem da Família do Verbo Encarnado e diretor do Centro Anchieta. Trabalha como professor.

Verso L´Alto – Beato Pier Giorgio Frassati

O Valor das Dificuldades

Tempo de leitura: 5 minutos

 

Conheço muita gente que vive reclamando das dificuldades da vida. Eu mesmo o faço com muito mais frequência do que gostaria de admitir (me livrar disto é, inclusive, um dos meus propósitos de ano novo). Para nos livrarmos deste vício devemos pensar um pouco sobre este assunto e se realmente convém que as dificuldades de nossa vida desapareçam.

O que são dificuldades?

Uma definição de dificuldade que muitos concordariam é:

‘Dificuldade é aquilo que surge como obstáculo para o nosso bem’.

Se avaliarmos cuidadosamente a definição acima perceberemos que as dificuldades nem sempre surgem “do nada” (afinal é comum que fiquemos doentes, percamos oportunidades de emprego ou mesmo que esteja muito quente este ano) e não são obstáculos para o nosso verdadeiro Bem, mas para um objetivo que queremos alcançar (não sofrer, termos boas condições financeiras ou simplesmente ficar num ambiente com boa temperatura). Para nós, cristãos,

“o bem- a verdadeira realização de si mesmo – não é satisfação do egoísmo, mas aquilo que a doutrina católica denomina com precisão, o bem da virtude.” (Francisco Faus)

Logo, é o amadurecimento das virtudes que nos leva ao verdadeiro bem, que gera em nós uma felicidade profunda e plena. Tendo agora uma melhor noção do que é o verdadeiro bem, será que as supostas dificuldades podem nos afastar de alguma virtude sem nossa cumplicidade? Será que algum acontecimento pode nos tornar menos pacientes, menos corajosos, menos fiéis ou menos caridosos? Certamente que não, diz o autor:

A mesma dificuldade que arrasa o egoísta fortalece o santo!

Mas se as dificuldades nos levam ao bem, por que nos aborrecem tanto? Justamente porque nos exigem a bondade, a virtude, nos obrigando a sair do comodismo em que vivemos, o que nos mostra o que realmente somos: egoístas.

Os tipos de dificuldades

Há dois tipos de dificuldades, as subjetivas e as objetivas. As dificuldades subjetivas são aquelas que não são geradas por circunstâncias mas por nossa pouca (ou nenhuma) caridade. Bons exemplos são o pai de família que reclama de ter que brincar com os filhos ao fim de um dia de trabalho ou uma mãe que reclama que o bebê chora demais. São exigências do amor normais do dia-a-dia familiar e não causadas por um infortúnio.

Já as dificuldades objetivas são as trazidas por circunstâncias externas, sejam acidentes, doenças, desemprego e etc. Estas ocasiões nos chamam a fortalecer nossas virtudes e subirmos os degraus rumo à santidade.

A meta errada

Santo Agostinho já resume muito bem o erro que nos faz tão impacientes:

“É melhor capengar pelo caminho do que avançar a grandes passos fora dele. Pois quem capenga no caminho, ainda que avance pouco, atem-se à meta, enquanto quem vai fora dele, quanto mais corre, mais se afasta.” (Santo Agostinho)

Se temos ideais materialistas e hedonistas, as maiores dificuldades são aquelas que se opõem aos nossos próprios vícios. Por outro lado, se nossa meta é a santidade, todos os acontecimentos são oportunidades de crescermos em virtude, assemelhando-nos assim a Nosso Senhor!

Além deste caso da meta errada, a maioria de nós, cristãos, sofre também por aspirarmos metas baixas. Veja o exemplo da virtude da generosidade: os católicos costumam (ou ao menos costumavam) ter muitos filhos, justamente por amarmos a Deus e, como Ele, querermos transmitir o Amor aos filhos. Pois bem, ao conversar sobre este assunto com muitas famílias que cometem o erro da contracepção ouve-se frases como “dois está bom pra nós” ou mesmo “os tempos são outros, hoje é tudo mais difícil” indicando que filhos seriam algum tipo de dificuldade para alcançar alguma meta. É claro que os filhos dão trabalho, mas não apenas isso! Eles também nos obrigam a deixarmos o egoísmo e alçarmos metas cada vez mais altas de generosidade para com Deus além de nos fazerem praticar as obras de misericórdia como dar de comer a que tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar pousada aos peregrinos, vestir os nus… Eles são uma escada para o céu!

Os bens das dificuldades

Procuremos ver, como nos ensina São Paulo quando diz “todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus (Rom 8, 28)”, que as dificuldades são, na verdade, degraus rumo à perfeição.

As dificuldades nos firmam no bem

Cada dificuldade que surge no caminho dos nossos bons propósitos e nos põe à prova, é um teste! E é só através dos testes que conseguimos observar o nível de nossas virtudes. Uma pessoa que se julga avançada na virtude da fortaleza só pode percebê-lo ao sofrer perseguições e provações da vida. Assim como outra que acha que venceu o vício da ira só vai ter certeza ao passar por situações irritantes do dia-a-dia como sofrer uma fechada no trânsito, perder um compromisso por culpa de outra pessoa e etc…

Além de ótimos “sensores” de virtude, as dificuldades também servem como treinamento para a consolidação das virtudes. Um estudante de álgebra, por exemplo, deve fazer dezenas de exercícios para fixar os conceitos aprendidos em sua mente. Um corredor de maratonas, deve praticar a corrida frequentemente para que seus músculos estejam preparados para a prova. Da mesma forma, é enfrentando e superando uma dificuldade colocada no caminho de uma virtude que a mesma virtude se consolida e se torna forte!

As dificuldades nos fazem crescer

Este bem causado pelas dificuldades já é bastante óbvio neste ponto do texto, mas é importante frisá-lo e ir mais a fundo. Há uma velha frase cristã que diz “na vida espiritual quem não avança retrocede”, ela também pode ser aplicada às virtudes. Quantos de nós não começa relaxando “só hoje” nas orações e termina por entrar num grande deserto espiritual? Ou deixa de confessar-se “apenas desta vez” e acaba ficando meses sem o sacramento da penitência e também da Santíssima Eucaristia? São justamente as vitórias sobre as pequenas dificuldades apresentadas que nos fazem crescer na virtude. Outro ponto importante que aqui pode ser tratado é a superação da dificuldade que mais nos custa. Um pessoa que sofre com grande tendência à impaciência deve fazer um forte propósito de ser muito paciente, só assim conseguirá avançar nesta virtude.

As dificuldades nos purificam

Mesmo as nossas melhores qualidades são misturadas com impurezas. Às vezes obras com ótimas intenções também apresentam vestígios de orgulho, vanglória. Ou até mesmo amizades despretensiosas podem ser manchadas pelo orgulho e vaidade. Neste caso, as dificuldades são como clarões que iluminam as rachaduras numa estrutura para, assim, repará-las! Exemplos comuns podem ser vistos mesmo dentro da vida comunitária quando, nalguma obra ou pastoral, por simples discordância de ideias, o orgulho termina por afastar pessoas que antes eram próximas.

 

Sob a ótica cristã, portanto, as dificuldades são degraus que levam à perfeição e, portanto, sempre que nos depararmos com alguma podemos dizer, confiantes: obrigado, Senhor, por mais esta oportunidade de vos imitar!


Referências

O valor das dificuldades – Francisco Faus

Gabriel é esposo da Rayhanne e pai do Bento e da Maria Isabel! Além disso, é membro da Terceira Ordem da Família do Verbo Encarnado e diretor do Centro Anchieta. Trabalha como professor.

Verso L´Alto – Beato Pier Giorgio Frassati

Por que falhamos em sermos santos?

Tempo de leitura: 5 minutos

A vocação universal à santidade foi revelada por nosso Senhor no sermão da montanha quando disse “Sedes perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”(Mt 5, 48). Ele não falava apenas para seus apóstolos e, portanto, bispos da Igreja, mas a todos que lhe ouviam, logo, todos nós. Também o Concílio Vaticano II, na constituição dogmática Lumen gentium nos dá as razões do chamado universal à santidade:

  1. Exigências do batismo – temos o dever de desenvolver a graça recebida.
  2. O primeiro mandamento – que nos obriga a “amar a Deus com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças” (Mc 12, 28-30), que, se cumprido fielmente, consiste precisamente na santidade.
  3. Devido ao mandamento de nosso Senhor no sermão da montanha.

É claro que este dever é da busca sincera da santidade (que é o trabalho de uma vida!) e não sermos santos aqui e agora. Contudo, observando a realidade de nosso tempo, vemos que, mesmo dentro da Igreja, é difícil encontrar pessoas detentoras de virtudes heroicas. Segundo o padre Antonio Royo Marín, a principal razão é que nós não empregamos os meios necessários para alcançar a santidade.

Estes meios podem ser divididos em dois grupos:

  1. Naturais
    1. Falta de energia de caráter.
  2. Sobrenaturais
    1. Falta do verdadeiro desejo de santidade.
    2. Falta ou deficiência de direcionamento espiritual.

Falta de energia de caráter

A Graça divina pode encontrar obstáculos naturais para agir em nós e é nosso dever acabar com estes obstáculos naturais (de ordem psicológica, emocional ou mesmo física) para recebermos as graças que Deus nos tem reservado. O principal obstáculo de ordem natural para alçar vôos mais altos na vida espiritual é justamente a falta de energia de caráter. Vivemos em uma geração de homens e mulheres incapazes de se esforçar minimamente para alcançar qualquer objetivo que seja um pouco penoso.

Isso se vê claramente em vários aspectos das pessoas da nossa geração, dentre tantos:

  • Incapacidade de tomar decisões sérias e permanentes: muitos acabam pulando de curso em curso, presos numa eterna adolescência em que, sustentados pelos pais, esperam em suas camas confortáveis por um emprego que cairá do céu ou por um cargo público que seja digno dele.
  • Busca incessante pelo prazer: o que também se mostra na incapacidade de sofrer, mesmo que minimamente. Vemos mulheres que desmaiam só de pensar num parto normal (mesmo que seja muito melhor para ela e para o filhos) e homens que não querem nem saber de serem pais (ainda mais depois de descobrirem que precisam ficar acordados à noite e que fraldas não se trocam automaticamente).

Devemos, como nos exorta Santa Teresa, buscar a fonte de água viva com determinada determinação! Só assim a Graça divina poderá agir em nós.

Falta do verdadeiro desejo de santidade

Este motivo se relaciona bastante com o anterior, mas enquanto aquele é natural, este é sobrenatural. O verdadeiro desejo de santidade tem algumas características fundamentais e é bom citá-las para que possamos fazer uma reflexão sobre nossa caminhada espiritual.

O verdadeiro desejo de santidade é sobrenatural, ou seja, provém de Deus e tem por objetivo Sua maior glória e a salvação das almas e, por isso, deve ser profundamente humilde, sabendo que tudo provém de Deus e que, se dependêssemos somente de nossas forças seríamos os mais desprezíveis pecadores.

Uma característica do verdadeiro desejo de santidade que muito nos falta é a confiança completa em Deus, é esta característica que nos fará seguir crescendo espiritualmente mesmo diante das grandes dificuldades que certamente surgirão. É aqui que muitos de nós falhamos em nos conformarmos em Cristo.

Muitas vezes Deus nos pede provas de nosso amor por Ele, como fez com Abraão ao pedir-lhe o sacrifício de seu amado filho (Gen 22). Abraão teve de mostrar que seu amor a Deus era maior até mesmo que seu amor pela vida de seu filho. Reparem que esta prova vai muito além de deixar de pecar: devemos colocar em prática a completude do primeiro mandamento desejando a santidade acima de todas as coisas!

Na vida espiritual, quem não avança regride. Logo, nada de descansar! Quem dá desculpa de tirar férias da vida espiritual acaba por deixar a vontade fraca e, por conta disso, tem maiores dificuldades para retornar ao ponto em que estava. Portanto, sempre em frente, ou, como diria meu amigo Pier Giorgio Frassati,Verso l`alto!

A falta de regularidade também é um grande inimigo da busca pela santidade, muitas pessoas, ao saírem de retiros ou exercícios espirituais, tem grandes intuitos e propósitos que acabam sendo deixados de lado às primeiras dificuldades. É importantíssimo ter constância na vida espiritual!

A última característica do verdadeiro desejo de santidade é que ele deve ser prático e eficaz. Deve-se dispor de todos os meios aqui e agora para ser santo! Muitas vezes vamos deixando pra depois, para depois das férias, para depois da faculdade, para depois de curada minha doença. De adiamento em adiamento a vida passa e acabaremos por nos apresentar a Deus de mãos vazias das graças que não quisemos receber.

Falta ou deficiência de direcionamento espiritual

Quando observamos a vida dos grandes santos de nossa amada Igreja percebemos que, a grande maioria deles, contava com um diretor espiritual de grandes virtudes!

As características de um bom diretor espiritual já foram tratadas num excelente texto do nosso pai espiritual. Resumidamente, ele deve ser um sacerdote sábio, discreto, experiente, ciente de teologia, intensamente piedoso, humilde e, claro, zeloso pela santificação das almas! Sei que não é fácil encontrar sacerdotes assim, infelizmente (foi por este motivo que nos mudamos de cidade quando nos casamos). São João da Cruz afirma que:

“Para este caminho, ao menos para o que nele há de mais elevado, e ainda mesmo para o mediano, dificilmente se achará um guia cabal que tenha todos os requisitos necessários.”

Deve-se pedir, suplicar a Deus que lhe envie um santo diretor espiritual para ajudar na salvação de sua alma, que é a missão mais importante de nossas vidas!

Vejamos alguns santos que tiveram diretores espirituais também santos: Santa Joana de Chantal teve como diretor espiritual São Francisco de Sales e depois São Vicente de Paulo.  São Vicente de Paulo foi também diretor de S. Luisa de Marillac. Santa Gema teve um diretor santo: o Padre Germano é Venerável e está a caminho dos altares. São Paulo da Cruz foi diretor da Venerável Madre Crucifixa – cofundadora das passionistas e da Venerável Lucia Burlini que era leiga. O Beato Miguel Sopocko foi diretor de Santa Maria Faustina Kowalska. São Cláudio de la Colombiere foi diretor de Santa Margarida Maria Alacoque. No início da sua vida espiritual, Santa Teresa foi muito ajudada por S. Pedro de Alcântara. O Servo de Deus Padre Arintero foi diretor da Ven. Madre Maria Amparo e da Ven. Madre Madalena. E não podemos nos esquecer do grande São João Bosco que teve por diretor espiritual São José Cafasso!

Portanto, é de suma importância que se tenha direcionamento espiritual adequado. Hoje em dia as tecnologias de telecomunicações ajudam bastante visto que a direção espiritual pode ser feita à distância.

Espero que este texto tenha sido de ajuda para reconhecer em que estamos errando na busca pela perfeição cristã, para que, corrigindo, possamos alcançar o fim de nossa vida que é nos assemelharmos a Cristo Nosso Senhor!


Referências

Gabriel é esposo da Rayhanne e pai do Bento e da Maria Isabel! Além disso, é membro da Terceira Ordem da Família do Verbo Encarnado e diretor do Centro Anchieta. Trabalha como professor.

Verso L´Alto – Beato Pier Giorgio Frassati

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