Lírio entre espinhos

Uma família católica buscando a santidade

Author: Lírio entre espinhos

O período do namoro

Tempo de leitura: 3 minutos

Graças ao bom Deus há muitos casais que desejam ardentemente viver a radicalidade do Evangelho e fazer de suas famílias verdadeiras Igrejas Domésticas. O post de hoje é um texto escrito por um desses casais, o qual temos a graça de serem grandes amigos nossos, o Leonardo e a Priscila. Eles são nossos vizinhos, participam da nossa paróquia (São José de Anchieta, Serra- ES) e são pais do João Paulo.


Para começar um namoro santo, deve-se escolher a pessoa certa: aquela que tenha o mesmo desejo de santificação que nós temos.

Primeiramente, devemos entender que o amor verdadeiro só existe em Deus, ou seja, amar a Deus acima de todas as coisas. Somente assim é possível ver com os olhos da fé e sem interesse pessoal, a pessoa amada reservada por Deus. Quando amamos a Deus, desejamos que todos vivam este amor, principalmente as pessoas mais próximas.

“Oh, eterna verdade e verdadeiro amor e amorosa eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e noite. E quando te conheci pela primeira vez, tu pegaste em mim, para que visse que existe aquilo que via e que eu não era ainda de molde a poder ver.” (Santo Agostinho, Confissões, VII)

É certo dizer que não existe uma “receita de bolo” para um namoro perfeito, pois cada relacionamento amoroso tem os seus desafios. De fato, a união de duas pessoas que se amam só poderá dar frutos duradouros se houver desde o início uma reta intenção de fazer o outro feliz, além de um desejo de se santificar e suportar os defeitos e limitações da pessoa amada. Contudo, não podemos negar os princípios básicos de uma relação sadia e santa que provêm da oração, do sacrifício, da humildade e da caridade. Afinal, o que seria do amor sem a caridade?

De nada vale se não tivermos a caridade. Tudo é palha, nada é verdadeiro e sem ela tudo é interesse. Mas quem a possui “não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor” (I Coríntios 13,3). Ter caridade é alcançar o grau mais alto da fé, porém, para chegar a este nível é necessário possuir uma “determinada determinação” de lutar contra o orgulho, a arrogância, a inveja, os próprios interesses e pôr fim a concupiscência da carne. Os que desejam ter um relacionamento santo e duradouro devem se afastar com todas as forças desses males que tanto destroem os casais de nosso tempo.

Na oração, somos iluminados por Deus para elevarmos o namoro a perfeição e suportar todas as dificuldades. É impossível manter um relacionamento vivo e estabilizado sem ter a prática da oração diária, que se intensifica no matrimônio. Isso deve ser para nós cristãos, um fato consumado. A oração nos aproxima de Deus, abre nossos ouvidos a voz do Espírito Santo que ilumina nossa razão e nos santifica. Com efeito, nosso Senhor Jesus Cristo torna-se o centro do relacionamento.

“A oração reforça a estabilidade e a solidez espiritual da família, ajudando a fazer com que esta participe da fortaleza de Deus. ” (São João Paulo II, Carta às famílias, 1994)

 

O início do nosso namoro foi de muita oração e intercessão de Nossa Senhora da Penha, mas com o passar do tempo, deixamos nossas orações de lado e tudo que construímos veio a ruir, todas as programações para o casamento davam errado. Somente nove anos depois, percebemos que estávamos longe de Deus e que era necessário voltar ao “princípio”, onde Deus era o centro de nossa relação.

Retomamos as nossas orações, participação ativa nas Santas Missas, confissões frequentes e sempre buscamos aprender sobre nossa fé, nossa Santa Igreja e conhecer os santos que tantos exemplos e ensinamentos deixaram para que a nossa vontade de sermos santos também não se aplacasse por coisa alguma. Assim, Deus, na sua infinita misericórdia, nos fortificou com Seu Espírito e abençoou nossa relação nos dando um lindo casamento e um anjo como filho. A caminhada não é fácil, sabemos e sentimos isso na alma, mas a felicidade e a paz só se têm em Deus.

 

A santificação das famílias – Convite à Novena

Tempo de leitura: 4 minutos

“A vontade de Deus é a vossa santificação” ( 1Ts 4,3a). Quando ouvimos ou falamos em santidade nos parece algo inalcançável, distante ou que não é para nós. Mas, muito pelo contrário, a santidade é exatamente para nós, alcançável e precisa ser o nosso objetivo.

O lar é o lugar propício para que a santificação aconteça e bem por isso é chamado de ‘Igreja Doméstica’.  Como disse Paulo VI: “Que Nazaré nos ensine o que é família, sua comunhão de amor, sua beleza austera e simples, seu caráter sagrado e inviolável (…). ” Ao contrário do que se pensa, a santidade não é apenas para os religiosos, ela deve e precisa ser vivida com verdadeira intensidade em nosso seio familiar. Precisa ser cultivada dentro de nossas casas diariamente em uma comunhão de amor com aqueles que vivem conosco, em busca de uma vida reta e santa e também em uma comunhão íntima com Nosso Senhor.

Vivemos em um tempo onde o sentido de ser família tem sido pervertido, como se não tivesse valor. Nossas famílias precisam voltar a ter Deus em seu seio, precisam ter Deus como o seu centro. Cristo, nascendo e vivendo numa família, redimiu e santificou todas as famílias.

Atualmente, há muitos que atentam contra os valores sagrados da família: indissolubilidade do matrimônio, fidelidade conjugal, defesa da vida. Lutam contra Deus e contra a família os que pregam a defesa do aborto, da eutanásia, do divórcio, dos casamentos homossexuais, das experiências com embriões, da concepção in-vitro [bebê de proveta], da limitação da natalidade por quaisquer meios.

Por ser a família, a própria imagem da Trindade na terra, o Concílio Vaticano II a denominou ‘igreja doméstica’ e o Papa João Paulo II a chamou de ‘santuário da vida’. É no seio de cada família que a vida é gerada, cuidada, amada e engrandecida. É no seio da família que o ser humano é construído. Foi no seio da família de Nazaré que o Menino Jesus foi preparado para a grande missão de Salvador dos homens. Portanto, a família é a grande escola da vida, é o educandário do amor, da fé, da justiça, da paz e da santidade.

“É antes de tudo a Igreja Mãe que gera, educa, edifica a família cristã, operando em seu favor a missão de salvação que recebeu do Senhor. Com o anúncio da Palavra de Deus, a Igreja revela à família cristã a sua verdadeira identidade, o que ela é e deve ser segundo o desígnio do Senhor; com a celebração dos sacramentos, a Igreja enriquece e corrobora a família cristã com a graça de Cristo em ordem à sua santificação para a glória do Pai; com a renovada proclamação do mandamento novo da caridade, a Igreja anima e guia a família cristã ao serviço do amor, a fim de que imite e reviva o mesmo amor de doação e sacrifício, que o Senhor Jesus nutre pela humanidade inteira.” (Familiaris Consortio, 49)

A educação dos filhos começa pelo exemplo dos pais. É importante que nossos filhos nos vejam rezar. A pedagogia mais eficaz para os filhos é assistir a Santa Missa ao lado de seus pais.

“Peço-lhes para irem com seus filhos à Igreja participar da Santa Missa. Verá que não é perder tempo; ao contrário, é o que mantém verdadeiramente unida a família, dando-lhe seu centro”. Papa Bento XVI

Estes ataques à família são, na verdade, imagens reais da grande batalha espiritual que estamos vivendo! Nossas armas, como nos ensinou a Virgem de Fátima, são a oração e a penitência.
O Brasil já teve homens e mulheres cuja vida inteira foi de intensa oração e penitência, dentre eles podemos destacar o grande São José de Anchieta.
São José de Anchieta foi um homem extraordinário, dentre seus atos memoráveis temos:

  • A criação do primeiro dicionário do idioma Tupi,
  • A escrita do maior poema em latim à Virgem Santíssima (fez isso na areia da praia enquanto era mantido prisioneiro),
  • A salvação de muitas almas através do batismo,
  • A coragem sobrenatural de pregar em meio a índios hostis, muitos deles canibais,
  • Ser capaz de eventos místicos como levitar enquanto rezava, dar ordem aos animais, submergir por longos minutos sem se afogar.

Se ele foi capaz de tudo isso em vida, imagina agora vendo a Deus face-a-face!
Hoje começa a novena do nosso padroeiro, São José de Anchieta, santo que, infelizmente, ainda não recebe a devida devoção no país pelo qual entregou sua vida.

Gostaríamos de convidar a todos a unirmo-nos em oração pela santificação das famílias brasileiras e rezar a novena nesta intenção (a novena está no final do post). Aos que moram aqui pertinho (Grande Vitória, ES), venham rezar conosco em nossa paróquia. Tragam seus cônjuges, filhos, pais, amigos, namorados, noivos, vizinhos! Não percam essa ocasião maravilhosa de crescimento espiritual e bênçãos.

O mundo de hoje precisa de famílias santas. Se queremos um mundo melhor, mais justo e correto, se queremos homens e mulheres que tenham e vivam os valores cristãos, precisamos cultivar sem medir esforços uma vida de santidade dentro de nossas casas. O mundo pode nos perseguir, “Porém eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js. 24,15) .

Tríduo Pascal em família – como viver bem?

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A Semana Santa é uma boa ocasião para incutir na família, especialmente nos filhos, o espírito de piedade cristã hoje tão em falta nas famílias. Por ser uma Semana Santa que toca de maneira forte a nossa sensibilidade, pois é a semana da Paixão de Cristo, torna-se uma ocasião oportuna para fazer de algum modo um retiro espiritual em família. Esse retiro pode ser realizado a partir de atitudes como:

1. Confessar-se

Para quem ainda não teve oportunidade ou protelou, ainda é tempo de fazer uma boa confissão e se possível, uma confissão geral.

2. Ter a consciência da importância de participar das cerimônias da Igreja

A Semana Santa é o ápice da vida cristã. Nós pais precisamos não só viver mas também envolver ao máximo nossos filhos nas celebrações litúrgicas. Uma das formas de se viver o Evangelho em família é justamente comprometer-nos nestes momentos fortes da nossa Igreja.
Crianças pequenas não são pensadores abstratos. Para aprender, eles precisam ver. Por isso é importante desenvolver atividades práticas com as crianças e levá-las às celebrações para que vejam e participem concretamente:

  • Na quinta-feira, da Missa de Lava Pés ou In coena Domini, da Ceia do Senhor; seguindo de um tempo de adoração a Nosso Senhor;
  • Na sexta-feira, na Via Sacra, Celebração da Paixão, Procissão do Senhor Morto (a depender da programação de cada paróquia);
  • No sábado, da Vigília Pascal;
  • No domingo, da Assembleia Pascal (a depender da programação de cada paróquia).

3. Manter um verdadeiro espírito de recolhimento e oração

Algumas atividades simples ajudam a tornar o ambiente da casa mais propício ao tempo da Semana Santa:

Cobrir as imagens sacras

Assim como em nossas igrejas, devemos cobrir ou guardar (caso não se tenha o tecido roxo) as imagens sacras desde o V Domingo da Quaresma.
Ao velar o crucifixo (até a Sexta-feira Santa) e as imagens dos santos (até a Vigília Pascal) a Igreja antecipa o luto pela morte de seu Senhor, incutindo nos fiéis uma mortificação à sua visão. Além disso, em casa, essa atitude visual auxilia principalmente as crianças a perceberem que ‘algo diferente’ está acontecendo.

Meditar a Paixão de Cristo

Deve ser dada maior ênfase em meditações da paixão. Aqui usamos o “A paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, de Santo Afonso. Como o Bento ainda tem 7 meses, não desenvolvemos uma atividade específica para ele, além das atividades que normalmente já participamos em nossa paróquia.

Manter um clima de silêncio

Apesar das atividades rotineiras, podemos, contudo, diminuir a nossa agitação, as nossas atividades em casa, o uso de meios de comunicação e dedicar mais tempo a uma leitura piedosa do Evangelho da Paixão e outros livros como o livro II da Imitação de Cristo, especialmente capítulos 11 e 12.

O clima da casa deve ser de recolhimento, evitando-se todo barulho ou atividade supérflua, mantendo o espírito de silêncio, através da moderação de palavras, festas e tudo que dissipe o espírito em divagações supérfluas.

De quarta feira até depois da Páscoa nenhuma atividade desnecessária será feita em nossa casa. Esses dias são reservados para Nosso Senhor.

Intensificar a oração e as penitências

Aproveitemos esse tempo de silêncio e sobriedade, intensifiquemos a nossa vida de penitência e meditemos sobre o infinito amor do Senhor, o qual, “amando os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1). Além disso, são oportunas as orações e penitências em família definidas em comum acordo entre pais e filhos.

Aqui, por exemplo, escolhemos ter uma alimentação simples durante a semana santa para que no domingo de Páscoa tenhamos um belo almoço bem alegre! Assim aproveitaremos para sofrer junto com o Senhor e nos mortificarmos e também celebraremos com grande alegria a Ressurreição!

A sexta-feira da Paixão

Cozinha

A sexta feira da Paixão é um dia bastante quieto para nós. Há pouco para se fazer na cozinha, já que o jejum é rigorosamente observado nesse dia. Como eu amamento e o Bento ainda é bebê, eu faço um jejum mais leve. Já o Gabriel cumpre o jejum completo.
Uma dica é deixar praticamente tudo preparado já na quinta-feira, como os legumes e temperos picados, para não ter imprevistos ou atividades exageradas durante a sexta-feira.

Crianças

Durante as refeições todos podem ser incentivados a comer em silêncio e a ter pouco barulho pela casa – a respeito de barulhos que podemos controlar, é claro. Quem tem crianças pequenas sabe que há barulhos inevitáveis, o que é completamente normal.
A vivência familiar não é uma regra engessada, devemos lembrar que crianças são crianças, e também nem por isso devem ser flexibilizadas demais e esperar que não possam alcançar altos ideais. Mas também devemos ter expectativas baixas para não nos frustrarmos. O fato é que a própria piedade exprimida pelos pais nesses dias, a ausência de barulhos, como os de eletrônicos, ensina e educa a criança a vivenciar o clima de recolhimento, o que não significa que ela ficará imóvel de boquinha fechada.

Podem ser feitos desenhos para colorir, leituras de passagens sobre a Paixão, filmes. Além disso, é oportuno incentivar as crianças a deixarem as frivolidades nesse dia, como os desenhos animados e as guloseimas.

Adultos

Entre os adultos a conversa fica reduzida ao essencial, como se alguém muito amado estivesse deitado morto dentro de nossa casa. Nós usamos esse dia para participar ativamente das atividades paroquiais como a Via Sacra, a Celebração da Paixão, a encenação do Descendimento da Cruz e o Sermão da Solidão de Nossa Senhora.
À noite, antes de dormir, lemos ou assistimos algum filme sobre a Paixão.

Para aqueles que não conseguem participar dos ritos por causa de doença, bebês pequenos, é bom planejar atividades que ajudem a manter o espírito de recolhimento.

O sábado de Aleluia

Já no Sábado Santo as atividades começam a ser retomadas aos poucos, como o preparo dos ovos de Páscoa.
Mas lembre-se, ao contrário do que fazem muitos brasileiros, o sábado ainda não é dia de comemoração. Parece-me que, por ignorância, há uma confusão com o nome Sábado de Aleluia e parte-se para o churrasco durante todo o dia. Guardemos a alegria para após a Vigília Pascal! Pode-se fazer uma bela ceia após a Santa Missa, mas para nós fica muito tarde.

A alegria da Ressurreição

Devemos dar um adeus ao consumismo reinante em nossa sociedade, principalmente em época pascal e natalina. As famílias precisam voltar às tradições e à manufatura, ensinando aos filhos o valor do trabalho e a alegria de viver a fé.
Podem ser feitos ovos de chocolate caseiros ou pintar ovos de galinha por exemplo. Eles são uma boa maneira de expressar a Boa Nova da Ressurreição, pois são símbolo da vida nova.
A alegria é a marca do cristão, por isso o grande dia da ressurreição deve ser vivido como tal. Para isso podem-se colocar músicas alegres que remetam à ressurreição, usar as melhores roupas, fazer um grande almoço pascal e, se possível, convidar amigos ou familiares.


Referências

Como lírio entre os espinhos

Tempo de leitura: 3 minutos

No Ofício da Imaculada Conceição há o seguinte trecho: “Qual lírio cheiroso entre espinhas duras, tal sois vós Senhora entre as criaturas”. A Virgem Maria já havia recebido esse título nas Sagradas Escrituras: “Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha querida entre as donzelas.’’ (Cantares 2,2)

Comentando esta passagem, Santo Afonso Maria de Ligório, no seu livro Glórias de Maria, imagina Deus dirigindo-se a Virgem Maria com estas palavras: “Filha por excelência entre o resto das minhas filhas, sois como o lírio entre os espinhos, pois todas as outras foram manchadas pelo pecado, e só vós fostes sempre imaculada e sempre minha amiga”. Outra comparação faz Santa Brígida: “Assim como o lírio cresce entre os espinhos, assim cresceu Maria entre os sofrimentos”. 

O lírio, por sua beleza pura e sublime perfume, é usado com frequência para designar as virtudes. Ele pode, porém, ser aplicado também a uma porção de coisas boas que, em nossas vidas, restam no meio dos espinhos. Esta é a nossa interpretação da missão a qual o Senhor nos chamou e chama a todas as famílias: “Sicut lilium inter spinas’’, ser como lírio entre os espinhos. Assim como Nossa Senhora, devemos crescer entre os sofrimentos.

A Exortação Apostólica ‘Familiaris Consortio’ nos traz o que é essa missão: 

§50. «Cada família comunicará generosamente com as outras as próprias riquezas espirituais. Por isso, a família cristã, nascida de um matrimônio que é imagem e participação da aliança de amor entre Cristo e a Igreja, manifestará a todos a presença viva do Salvador no mundo e a autêntica natureza da Igreja, quer por meio do amor dos esposos, quer pela sua generosa fecundidade, unidade e fidelidade, quer pela amável cooperação de todos os seus membros» .

§52. «A família, como a Igreja, deve ser um lugar onde se transmite o Evangelho e donde o Evangelho irradia. Portanto no interior de uma família consciente desta missão, todos os componentes evangelizam e são evangelizados. (…)Uma tal família torna-se, então, evangelizadora de muitas outras famílias e do ambiente no qual está inserida». «A família cristã proclama em alta voz as virtudes presentes do Reino de Deus e a esperança na vida bem-aventurada».

§54. Animada já interiormente pelo espírito missionário, a Igreja doméstica é chamada a ser um sinal luminoso da presença de Cristo e do seu amor mesmo para os «afastados», para as famílias que ainda não crêem e para aquelas que já não vivem em coerência com a fé recebida: é chamada «com o seu exemplo e com o seu testemunho» a iluminar «aqueles que procuram a verdade».”

Quando nos dispomos a amar como Nosso Senhor nos ensinou, podemos dizer, em parte, como nos diz Santa Teresa: ‘’cum dilatasti cor meum’’, dilatastes o meu coração. O amor tem essa característica e capacidade de se dilatar em todas as direções porque não se encerra em si mesmo, senão que transborda ao encontro do outro. 

Dessa forma, acolhemos, por sugestão do nosso amado diretor espiritual, esta missão e também experiência de dilatar o coração da nossa família para tantos outros corações. 

Que o bom Deus nos dê a Sua benção e a Santíssima Virgem nos acompanhe! E que todos sejam bem vindos, como diria São Josemaria, ao nosso lar “luminoso e alegre”!


Referências

  1. Ofício da Imaculada Conceição
  2.  Cantares 2,2
  3. Glórias de Maria
  4. Familiaris Consortio
  5.  É Cristo que passa