Lírio entre espinhos

Uma família católica buscando a santidade

Category: Dicas práticas (page 1 of 2)

Singelas tradições para viver o advento e Natal em casa

Tempo de leitura: 4 minutos

Como as famílias católicas podem viver bem o advento e o Natal em casa? Trago singelas tradições natalinas que algumas famílias fazem em seus lares. Que possa inspirar mais famílias!

Palhas para a manjedoura

“Ano passado fizemos um presépio bem simples com um cestinho pra colocar o Menino Jesus. Do lado, deixei uns papéis picados para imitar palha.

Todos os dias colocamos uma palha para cada coisa bonita que fizemos por Jesus, para Jesus “nascer no fofinho”. Aprendi com uma amiga que fazia isso em casa quando criança. ” (Ana Pur)

Cada criança pode ter uma manjedoura individual ou ter uma manjedoura para toda a família. A ideia é que quando atos de serviço, sacrifício ou bondade forem feitos em honra ao menino Jesus, a criança receba uma palha para colocar dentro da manjedoura.  Devemos encorajar as crianças a fazer para Jesus uma manjedoura mais confortável possível.

Enxoval para o Menino Jesus

Os pais junto com os filhos vão preparar um lugar na casa para pôr a manjedoura e durante os dias do advento vão preparando o enxoval, seguindo as atividades.

(Brenda Nascimento)

Sorteio do Anjo do Natal

“Coloco o nome das pessoas de nossa casa em papéis e fazemos o sorteio entre nós. Cada um fica responsável por fazer bondades para quem sorteou. Será o Anjo pra ela. No final do Advento revelamos os Anjos e entregamos uma pequena lembrança. “(Magda Verônica)

Coroa do Advento e propósito

“Todos os anos fazemos a Coroa do Advento, com o acendimento semanal das velas. No primeiro dia do advento, todos nós fazemos nossos propósitos de advento: uma privação, jejum, enfim, uma oferta de cada um ao Menino Jesus.”(Juliana Veloso)

As quatro velas colocadas na Coroa de Advento são acendidas semana a semana, nos quatro domingos do advento e com uma oração especial.

Para aprender mais sobre a Coroa, seguem os links:

http://www.acidigital.com/noticias/cinco-detalhes-sobre-a-coroa-do-advento-que-talvez-desconheca-51096/

http://www.salvemaliturgia.com/2010/12/coroa-do-advento.html?m=1

https://padrepauloricardo.org/episodios/qual-a-origem-da-coroa-do-advento

Mudar a data dos presentes

Muitas famílias seguem a tradição de entregar os presentes no dia dos Reis Magos, 6 de janeiro, ao invés do 25 de dezembro. Há famílias que também entregam lembrancinhas em sapatos ou meias no dia de São Nicolau, 6 de dezembro.

Para o dia do Natal, que tal celebrar o Menino Jesus? Fazendo um bolo com as crianças, por exemplo! O consumismo dessa época roubou e desviou há muito a nossa atenção do verdadeiro sentido do Natal.

O Natal não é uma data comercial, mas o nascimento de Nosso Senhor.  “Um menino nos foi dado”. O que vemos é a realização das escrituras “veio para os seus e os seus nao o acolheram”.

Resgatemos o sentido  do Natal sendo famílias verdadeiramente católicas e dando as nossas crianças uma sólida formação de fé: o Natal é do menino Jesus e não do papai noel.

A árvore de Jessé

A árvore de Jessé traz a genealogia de Jesus. É uma belíssima forma de ensinar a história sagrada aos nossos filhos e levá-los a refletir sobre a genealogia de Jesus durante esse tempo.
Cada enfeite da árvore faz menção a uma história  da Bíblia, desde a criação até o nascimento de Nosso Senhor .  A cada dia, uma história deve contada e seu enfeite correspondente deve ser pendurado na árvore.
Você pode fazer a sua própria árvore como ensina o link a seguir do blog Um novo lar:
https://www.google.fr/amp/s/umnovolar.wordpress.com/2016/11/18/como-fazer-uma-arvore-de-jesse/amp/

Ou pode comprar uma belíssima Árvore de Jessé de feltro através do Feltro do Céu: http://feltrodoceu.wixsite.com/feltrodoceu/jesse  ou pela página no Facebook.

Montar o presépio

Há muito o presépio foi retirado dos lares cristãos para dar lugar a árvore de Natal e demais enfeites. Devemos fazer da montagem do presépio uma tradição e centro de nosso advento, pois ele nos recorda o verdadeiro Natal.

Montar o presépio e explicá-lo as crianças é uma verdadeira catequese.

Na noite do dia 24 para 25 ou na manhã do dia 25, fazer a entronização do menino Jesus e repousá-Lo na manjedoura para que todos possam adorá-Lo é uma antiga e tão bela tradição que as famílias tem.

Celebrar o dia de São Nicolau

A figura do Papai Noel é inspirada na história de São Nicolau. Indico o texto onde a Luciana do blog As três chamas do lar, explica toda a história a respeito de São Nicolau e do papai Noel e a sua peça sobre esse santo:
Sobre São Nicolau (e o Natal)
https://www.google.fr/amp/s/lucianalachance.wordpress.com/2016/11/26/minha-peca-sobre-sao-nicolau/amp/

Celebrar outras datas

Santa Luzia, fazendo a relação com a Luz do mundo.
Imaculada Conceição, conhecendo e ensinando o dogma às crianças.
Nossa Senhora de Guadalupe, que apareceu grávida.

Fazer a Novena de Natal

Com a família, seja em casa ou na paróquia, é uma grande ocasião de preparar-nos para a vinda do menino Deus.

Participar das atividades paroquiais

Missas, atividades culturais e confissão.
Além disso, sugerimos três posts do casal querido e experiente, Rafael e Aline Brodbeck sobre esse tempo:

http://www.domesticaecclesia.com/2016/11/o-advento-vem-ai.html

http://www.domesticaecclesia.com/2016/11/como-viver-o-advento-em-familia_28.html

http://www.domesticaecclesia.com/2013/12/o-advento-vivido-em-familia.html

 

Atividades em família para o Advento

Tempo de leitura: 2 minutos

O calendário do advento é uma atividade muito legal de se fazer com a família. Escolhe-se uma atividade por dia para ser feita durante esse tempo tão belo e propício. Postamos várias sugestões de atividades para que vocês possam escolher entre elas!

Com uma busca rápida pelo Google ou Pinterest, facilmente encontramos várias inspirações para montar um calendário (figuras, listas). O legal de fazer o calendário desse jeito é que fica bem lúdico e divertido para as crianças. 

ATIVIDADES

1. Ouvir músicas natalinas;

2. Fazer um pote da gratidão;

3. Dar um presépio de madeira ou feltro para as crianças brincarem;

4. Escrever cartões de natal para a família e amigos;

5. Fazer enfeites para a árvore de Natal;

6. Separar brinquedos para doar;

7. Ler livro de natal;

8. Separar roupas para doar;

9. Celebrar dia de São Nicolau (6 de dezembro) contando a história;

10. Celebrar dia de São Nicolau pegando presentes na meia;

11. Colorir desenhos do presépio;

12. Passear e ver alguma decoração de natal na cidade;

13. Ouvir coral de natal em casa ou apresentação natalina na cidade;

14. Aprender e ensaiar uma música de Natal em família;

15. Fazer biscoitos natalinos;

16. Enviar uma mensagem de Natal para os vizinhos na caixa de correios;

17. Fazer a Novena de Natal;

18. Fazer a Coroa do Advento em casa;

19. Fazer decoração de Natal (guirlanda, arranjo de mesa, enfeites para a árvore);

20. Fazer pão de natal;

21. Observar as estrelas e falar sobre a estrela de Belém;

22. Ler livro sobre o nascimento de Jesus;

23. Montar uma árvore de papel ou feltro com enfeites móveis para as crianças;

24. Aprender sobre o presépio;

25. Ver decoração de Natal em shopping;

26. Fazer chocolate quente;

27. Fazer bombons ou biscoitos para dar de presente;

28. Tirar foto em família  (fazemos isso todo Natal);

29. Visitar padrinhos ou avós;

30. Visitar um asilo e levar biscoitos natalinos;

31. Comprar um presente novo para uma criança carente;

32. Construir uma manjedoura para o Menino Jesus;

33. Fazer bolo de aniversário para o Menino Jesus;

34. Receber alguém especial para um almoço ou café da tarde;

35. Fazer lembrancinhas de natal;

36. Reunir os amigos das crianças para um encontro de Natal;

37. Acampar na sala;

38. Entronização do menino Jesus;

39. Criar versinhos/rimas de Natal;

40. Fazer alguma receita especial em família;

41. Visitar o presépio da cidade;

42. Jogo em família;

43. Preparar um teatro de Natal em casa;

44. Decorar a casa com enfeites de natal;

45. Fazer cupcakes e decorá-los;

46. Jantar à luz de velas;

47. Comer marshmallows;

48. Montar árvore de Natal;

49. Aprender sobre os Reis Magos;

50. Aprender sobre os profetas que anunciaram a vinda de Jesus.

 

Entre tantas outras atividades!

No próximo post trarei algumas pequenas tradições católicas familiares que costumam ser feitas com as crianças!

O sono do Bento

Tempo de leitura: 6 minutos

Escrevo esse post não com o intuito de oferecer uma fórmula mágica que miraculosamente fará com que os bebês durmam espetacularmente bem. Mas, sim, para oferecer a nossa experiência bem sucedida com o Bento.

Também não tenho a intenção de dizer que essa é a forma correta. Há muitos caminhos que podem ser percorridos e esse foi o que escolhemos para a nossa família. Ele é resultado da leitura de várias referências sobre o assunto,  de conversas com outras pessoas, com nossas mães, o crivo crítico do que consideramos melhor e mais natural na forma de conduzir o Bento ao objetivo e  também um “diálogo” sensível com o Bento observando os sinais que ele dava, sem levá-lo a um estresse desmedido.

Para nós, não foi uma escolha buscando conforto pessoal, mas sim uma melhor qualidade de sono para nosso filho. Um bebê (após certa idade) que acorda repetidas vezes durante a noite não descansa e fica irritadiço e carente durante o dia, além de apresentar, atrelado a isso, dificuldades na alimentação. Somado a isso, ter uma boa noite de sono deixa os pais, principalmente as mães, muito mais capazes de lidarem bem e educarem seus filhos. Uma mãe exausta ou que não dorme é uma mãe impaciente, irritadiça, com alto nível de frustração e tristeza, com dificuldade de ter rotina e realizar atividades, com dificuldade de atenção, de resolver problemas, sempre cansada, possivelmente com problemas no matrimônio também.
Quando os filhos dormem bem, todo mundo ganha, principalmente as crianças. Devemos estar conscientes e acreditando nisso ou não seremos capazes de dar o próximo passo.

O recém nascido

Antes de mais nada é preciso saber um pouco sobre como é o sono do RN e porque os métodos não funcionam e nem devem ser aplicados até os 4 meses.
Os recém nascidos não sabem nada sobre sono, precisam ser ensinados. Eles não sabem que a noite é pra dormir. Pra eles a noite é pra mamar, pois é na madrugada que há o pico mais alto de prolactina  (hormônio da amamentação). Por isso, principalmente nos primeiros dias de vida, os bebês praticamente dormem o dia todo e mamam a noite toda. Isso é essencial para o sucesso da amamentação.
Quando vem a apojadura (descida do leite), as coisas começam a melhorar um pouco, pois o leite gordo começa a vir e as mamadas vão se espaçando. Mas, as coisas não melhoram muito, pois o estômago deles é muito pequeno e, como o leite materno é digerido rápido, precisam mamar mais vezes.
Conforme vão crescendo, o estômago vai aumentando e as mamadas se espaçam cada vez mais. Com 15 dias já estão de 3 em 3h na maioria dos casos.
Eles tem ciclos de sono e muitas vezes não saber voltar a adormecer. É uma habilidade que nós adultos já temos e que precisamos ajudar nossos bebês a terem também.
Além disso, até os 3 meses muitos bebês sofrem com cólicas.
Para que o bebê vá entendendo melhor sobre dormir, há algumas coisas que podemos fazer:
1- Adormecer em local escuro. Durante a noite sem luz nenhuma e durante o dia com luminosidade natural, mas sem cortinas abertas. O hormônio do sono (melatonina) só funciona no escuro. Muitos bebês deixam de dormir a noite porque os pais põe aquelas luminárias acesas a noite toda. O útero era escuro e eles amavam!
2- Silêncio. Os bebês dormem muito melhor sem músicas e chiados, ao contrário do que se pensa (eu também pensava!). E também o silêncio os vai educando à hora de dormir, pois durante o dia já há barulho natural, porque fazemos atividades, mas durante a noite todos dormem no silêncio.
3- Ter seu bercinho. Dormir com o neném da gente é muito bom, né? Mas também não é. Há prós e contras. Para nós, muito mais contras. Vale a pena pesquisar. Aqui levamos o Bento para dormir em seu quarto e berço com 15 dias. Antes dormia no carrinho.
4- Banho noturno. Além de relaxar, eles logo associam esse banho à hora de dormir.
5- Não pegar o bebê aos primeiros resmungos, apenas quando chorar. Aqui na França é comum que mesmo chorando os pais esperem 5 minutos para pegar os bebês. Essa simples atitude faz com que na maioria das vezes os bebês adormeçam de novo.
6- Deitar o bebê no berço e deixá-lo olhando pro nada até que adormeça. Nunca fiz, mas várias mães me disseram que fizeram assim e funcionava.
Em qualquer fase do bebê, o mais importante de tudo é ter rotina: horário e sequência de atividades. Mas isso é algo gradual.

A partir dos 4 meses

Segundo o nosso pediatra e o dr. Italo, a partir dos 4 meses o bebê já tem capacidade de aprender a adormecer sozinho e dormir uma noite inteira sem acordar.
Descobrimos isso primeiramente em uma consulta de rotina com o Dr. Marcos Santolim (muitos anos de consultório, pai, muito conhecimento científico e prático). Estávamos falando sobre como o Bento dormia bem e havia voltado a acordar com uns 6 meses. Então ele nos explicou que os bebês fazem isso e é apenas por hábito e carência, não por outros motivos. Por isso é um mau hábito e deve ser retirado, pois conforme cresce só vai piorando o padrão de sono. Além disso,  é comprovado cientificamente que, a partir dos 4 meses, o bebê que é amamentado durante a noite tem mais chance de desenvolver diabetes, pois aumenta muito o índice glicêmico e também a chance de obesidade no futuro. Não estou dizendo que o leite materno causa diabetes, mas sim que o fato de o alimentar durante a noite pode levar a isso.
Desde os 4 meses o bebê já tem o estômago do tamanho suficiente para adormecer a noite toda, mas, muito além disso a necessidade alimentar do bebê é e tem de ser suprida durante o dia. Assim são os mamiferos: se alimentam durante o dia e adormecem a noite.
Por isso, muitas vezes se o bebê acorda muito à noite é porque está mamando ou comendo pouco durante o dia.
Depois, no curso Afetividade Infantil e harmonia familiar, do dr. Italo, ele diz mais ou menos essas mesmas informações e faz o acréscimo da psicologia, reafirmando que a partir dos 4 meses o bebê pode adormecer sozinho sem mamar durante a noite e sem prejuízos psicológicos.

Desmame noturno gentil

Decidimos, após aquela conversa com o pediatra, que era hora de fazer o desmame noturno. Ele estava entre 6 a 7 meses e acabamos empurrando um pouco mais, até ele começar a jantar melhor. Assim que isso aconteceu, começamos. Nessa época ele havia voltado a acordar umas 2 a 3 vezes por noite.
O que fizemos:
1. Rotina do sono normal, horário de dormir igual todos os dias
2. Adormecia mamando e ia para o berço
3. Na primeira acordada o Gabriel ia, pegava o Bento no colo e sentava numa cadeira. Não o ninava nem nada. Quando adormecia, ia para o berço. É melhor que seja o pai, porque com a mãe o bebê geralmente resiste mais.
Na primeira noite, chorou 1h30 e acordou uma vez só.
Na segunda noite, 30 min.
Na terceira 15 min.
Na quarta dormia das 20h as 5h.
Não é um choro de dor, dá pra ver que o choro é de frustração, não é um choro sofrido.
4. Inserimos a técnica do despertar prolongado. Para que a criança durma até mais tarde, quando acordar pela manhã você a amamenta e ela volta a dormir. Assim ele dormia até umas 8:30 nessa época.
5. Quando está doente, eventualmente acaba mamando e depois precisa reaprender a não mamar à noite (justamente porque é um hábito), mas é bem rápido e praticamente não chora.
6. Às vezes acorda com pesadelos ou tem despertares, mas é raro.
7. Se o bebê acorda muitas vezes, pode começar a ir diminuindo o espaço entre as mamadas ou retirando uma mamada por vez. Fica a critério dos pais.

Ensinar a adormecer sozinho 

Quando Bento estava dormindo bem a noite, gostando da rotina, bem adaptado e seguro, decidimos avançar.
O método foi o mesmo do desmame noturno.
Depois Gabriel já o colocava dentro do berço e ficava dando tapinhas no bumbum.
Com o passar do tempo ele foi começando a adormecer cada vez mais rápido.
Hoje já não quer colo, quer deitar na caminha. Em menos de 5 minutos dorme.
Ainda permanecemos ao lado dele até adormecer, mas sem fazer nada, nem sequer olhando para ele. Mas também sem celular nem nada, mostrando que estamos ali, com ele.
Primeiro fizemos com o sono noturno e mais recente com a soneca diurna.
Bento não usou chupeta e não chupa dedo. Tentei inserir a naninha (objeto de transição) desde que nasceu, mas até hoje não pegou.
Quanto mais adereços ou manias vamos dando aos filhos para aparentemente facilitar as coisas, tudo vai ficando mais difícil e se tornando uma bola de neve.
Com os próximos filhos pretendemos fazer mais cedo. Não vimos prejuízo algum no Bento, muito pelo contrário, após isso, começou a se alimentar melhor do que antes e a ter sonecas diurnas de melhor qualidade (antes eram picotadas). Ele é uma criança segura, alegre, independente na possibilidade de sua idade, não é irritadiço, e por aí vai. Alguns dizem que tivemos sorte, mas eu acho que a verdade é que fizemos boas escolhas.

As mortificações para alcançar a paciência

Tempo de leitura: 4 minutos

 

No último post falamos um pouco sobre os meios de  viver a paciência: ir além de suportar, saber esperar, saber calar, saber falar. Hoje trataremos do último meio: as mortificações para alcançar paciência.

Algumas dessas mortificações que podemos oferecer diariamente a Deus:

  • Fazer o esforço de escutar pacientemente a todos (ao menos durante um tempo prudencial), sem deixar que se apague o sorriso dos lábios, nem fazer expressão de tédio ou indiferença;
  • Não andar comentando a toda hora e com todos, sem razão plausível nem necessidade, as nossas dores e mal estares; propondo-nos firmemente a não nos queixarmos da saúde, do calor, do frio, do abafamento no ônibus lotado, do tempo que levamos sem comer nada…;
  • Renunciar decididamente a utilizar frases típicas do dicionário da impaciência: ”Você sempre faz isso”, ”De novo, já é a terceira vez que você faz isso”, ”Outra vez!”, ”Já estou cansado”;
  • Evitar cobranças insistentes e antipáticas e prontificar-nos a ajudar os outros;
  • Não implicar com pequenos maus hábitos dos outros;
  • Saber repetir calmamente as nossas explicações a quem não as entender;
  • Aceitar as contrariedades com alegria;
  • Não reclamar;
  • E tantas outras!

Após identificar as situações que nos impacientam, devemos esforçar-nos por ser pacientes justamente nessas situações específicas. Na maior parte das vezes teremos de dar mais do que o nosso 100%. E justamente por isso a mortificação é um sacrificar-se.

Um pequeno caso

Uma mãe impaciente tornou-se <<rezadora>>. Uma mulher de nervos frágeis tinha se proposto rezar a Nossa Senhora a jaculatória: ”Mãe de Misericórdia, rogai por nós (por mim e por esse moleque danado!)” a cada grito das crianças. Quando começava a ferver uma crise conjugal, tinha igualmente preparada uma oração própria que dizia: ”Meu Deus, que eu veja aí a cruz e saiba oferecer-Vos essa contrariedade! Rainha da Paz, rogai por nós!” E quando ia ficando enervada e ríspida, rezava: ”Maria…., vida, doçura e esperança nossa, rogai por mim!”. Depois, comentava com certo espanto: – Sabe que dá certo? Fico mais calma!. E ficava mesmo, conta o padre Francisco Faus.

“Recomendo que tenhas calma com os filhos, que não lhes dês uma bofetada por uma ninharia. Os filhos ficam irritados, tu aborreces-te, sofres porque gostas muito deles e, ainda por cima, tens de te acalmar. Tem um bocadinho de paciência, chama-lhes a atenção quando já te tiver passado a irritação, e sem ninguém por perto. Não os humilhes diante dos irmãos. Fala com eles apresentando algumas razões, para que se dêem conta de que devem atuar de outra maneira., porque assim agradam a Deus”. (São Josemaria Escrivá)

Quando começamos a meditar sobre as nossas impaciências, descobrimos que a única coisa que as pessoas nos estão pedindo a toda a hora (mesmo quando não nos pedem nada) é precisamente o nosso amor. Na realidade, todos os exercícios de paciência consistem em exercícios de amor.

Padre Francisco Faus diz que ”é possível que, ao voltarem a casa com toda a carga do cansaço do dia, se vá rezando o terço no trânsito ou carreguem consigo um livro de pensamentos espirituais, para lerem e meditarem uma ou outra frase ao pararem no semáforo demorado ou no engarrafamento incontornável. Ao mesmo tempo, vão espremendo os seus cansados miolos, tentando concretizar: “Que iniciativa, que detalhe, que palavra posso preparar para que a minha chegada a casa seja um motivo de alegria para a minha mulher, ou para o meu marido, e para os meus filhos?” E, assim, homens e mulheres cujo retorno ao lar era antes soturno e irritado, tornam-se – em virtude do amor a Deus e aos outros, que se esforçam por cultivar – corações pacientes, que espalham a paz e a alegria à sua volta.”

Como diz Santo Tomás de Aquino, ”manifestum est quod patientia a caritate causatur”: ”é evidente que a paciência é causada pelo amor”, ou, por outras palavras, ”só o amor é causa da paciência”.  Esse grande amor que, com a ajuda da graça divina, nos dá forças para aceitar, sorrindo e com os olhos fixos em Jesus, as pequenas contrariedades e também as grandes dores. Esse grande amor que nos dá energia para sermos fiéis e persistir pacientemente na luta um dia após outro, é o mesmo amor que acende na alma os grandes ideais e nos impele a realizá-los com a maior vibração e prontidão possíveis.

A mesma paciência que aceita,  torna-se divinamente impaciente em seus desejos de amar. Não se atira atabalhoadamente à ação, mas quer andar, como dizia São Josemaria Escrivá, “ao passo de Deus”, ao ritmo das graças e das oportunidades que o Senhor dá, sem nada perder, sem nada atrasar. Tem uma serena e enérgica prontidão em se doar e aceitar aquilo que o Senhor manda.

”A paciência! Não é por certo a virtude que no decorrer do dia se oferece com maior freqüência à mãe de família, qual fruto esplêndido e fecundo? Colhei este fruto celeste avidamente e fazei penetrar até o íntimo da vossa alma. Ele vos fará morrer para vós mesmas! O exercício dessa virtude mudará de fato o curso de vossa vida, para reconduzi-la ao domínio do Pai Celeste. (…) Ah! como a vida das mães, geralmente sobrecarregadas de trabalho e renúncia, tonar-se-ia doce e até mesmo jubilosa, se elas vivessem o seu cristianismo! A dificuldade do momento, longe de ser um obstáculo à sua ascensão, passaria a ser, em vez disso, como um sorriso de Deus, um apelo para o Alto, um motivo a mais de esperança infinita!” (G. Joannés)

O cultivo da paciência é um exercício diário. Muitas vezes, o processo é lento, mas nem por isso devemos desanimar. Deus é extremamente paciente com as nossas limitações. Cabe a nós uma vontade firme de seguir adiante, não importa quão difícil ou quanto demore! A graça de Deus vem sempre em nosso auxílio! Peçamos incessantemente ao bom Deus que nos dê um coração dócil, terno, ”manso e humilde”, semelhante ao de Nosso Senhor.

Referências

São Josemaria Escrivá, Bell-lloc del Plá (Gerona), 24-XI-1972

A paciência, padre Francisco Faus

Padre Paulo Ricardo

Suma Teológica, Santo Tomás de Aquino

Os meios para se viver a paciência

Tempo de leitura: 6 minutos

“Vale mais ter paciência do que ser valente; é melhor saber se controlar do que conquistar cidades inteiras” (Provérbios 16,32).

Não há uma fórmula mágica para viver a paciência, principalmente se o egoísmo tem raízes em nosso coração. Mas, se há amor, então vão nos ocorrendo mil maneiras de exercitar a paciência. Quem luta por viver em Deus, sabe que o amor cristão é movido por duas asas: a da oração e a da mortificação. Por isso, todo o exercício da paciência comportará necessariamente o movimento de uma dessas asas, ou, o que será mais frequente, de ambas ao mesmo tempo.

Santo Afonso de Ligório nos diz:  “Não nos irritemos com nenhum incidente; se às vezes nos vemos surpreendidos pela raiva, recorramos logo a Deus, e abstenhamo-nos de agir e falar, até termos a certeza de que já foi embora”. Quando nos sentimos à beira de uma crise de impaciência, devemos fazer o esforço de nos calarmos. Melhor será fazer o sacrifício de guardar silêncio, de sair, se for preciso, de perto do foco do atrito e de rezar bem devagar alguma oração, como, por exemplo o Pai Nosso. Após essa oração, que pode ser também uma sequencia de jaculatórias, de invocações breves, pedindo paciência a Deus e já com a alma mais tranquila, poderemos discernir o que nos convém fazer. Não duvidemos que o esforço de guardar silêncio, unido ao esforço de fazer oração, sempre conduzirá para a paciência real e prática.

Ao lado da oração, mas sem deixá-la de lado, exercitamos a paciência por meio da prática voluntária, consciente, amorosa, de um sem fim de pequenos sacrifícios que são uma gota de paz, de afabilidade, de bondade, sobre as incipientes ebulições da impaciência.

Falando de forma mais prática

a) É preciso aprender a ir além de suportar

Papa Bento XVI falava dessa sabedoria: ”A paciência é o rosto cotidiano do amor. Nela, a fé e a esperança também estão presentes. Porque, sem a esperança que vem da fé, a paciência seria apenas resignação e perderia o dinamismo que a faz ir além do esforço de suportar uns aos outros, para ir ao esforço de ser uns o suporte dos outros. Jesus conduz-nos para a paciência que suporta e apoia o outro”.  É isso o que são Paulo nos pede na Carta aos Gálatas: ”Levai os fardos uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6,2).

Na maioria das vezes sequer chegamos ao ponto de suportar. Precisamos ser realistas, pois é bem verdade que tudo nos incomoda e na maioria das vezes nem pensamos em quanto somos capazes de incomodar os outros também. Quanto mais nos recordarmos de nossas misérias e nos esforçarmos em sofrer as demoras, os nossos egoísmos, as nossas irritações, tanto mais nos assemelharemos ao Cristo, que tudo suportou por amor a nós. E, acredite, tanto mais fácil será a vida em família.

Se cada um esforçar-se em suportar o outro e melhorar a si mesmo, a harmonia familiar será sempre fácil de alcançar. O problema é que preocupamo-nos mais em corrigir o outro do que a nós mesmos, em reclamar das situações do que suportá-las ou resolvê-las. Um simples exemplo: se todos os dias ao invés de gastar meia hora reclamando com meu esposo do sapato que fica na porta eu simplesmente pegá-lo e guardá-lo, terei economizado 29 minutos, evitado estresse e ainda crescido em humildade e sacrifício. E, mais, por experiência própria: na maior parte das vezes conseguimos algo dando o exemplo e não através das palavras.

Se a impaciência vem da nossa incapacidade de sofrer, suportar é nosso ato voluntário de aceitar sofrer e  não só isso, mas sofrer com amor. Não dá para aceitar sofrer com cara feira, emburrada, com indiretas, com vitimismo. E isso também não é algo que se consiga do dia para a noite, mas é fundamental que possamos ser sinceros e identificarmos essa coisas em nós que precisam ser melhoradas.

Além disso, devemos esforçar-nos em suportar as situações onde não há solução e oferecer amor. Como em caso de adultério, é sempre necessário ir além de suportar. É preciso perdoar. Também aos filhos, com suas dificuldades e incapacidades, que exigem de nós muitas vezes mais do uma boa dose de paciência.

b) É preciso saber esperar

”Sede pacientes, irmãos. Vede como o lavrador aguarda o precioso fruto da terra e tem paciência até receber a chuva temporã e a tardia. Tende também vós paciência e fortalecei os vossos corações” (Tg 5,7-8).

São Josemaria fala dessa sabedoria: ‘‘Quem sabe ser forte não se deixa dominar pela pressa em colher o fruto da sua virtude; é paciente. A fortaleza leva-o a saborear a virtude humana e divina da paciência… E é esta paciência a que nos leva também a ser compreensivos com os outros, persuadidos de que as almas, como o bom vinho, melhoram com o tempo”.

Muitos casamentos passam por grandes crises porque os esposos ocupam-se demais em mudar o outro. Além disso, nós, mulheres, somos especialistas em ocupar-nos com ninharias. Não nos casamos com uma pessoa perfeita e nem nós somos esta pessoa perfeita para o outro. É preciso aprender a ajudar o outro a crescer, o que não significa que ele será como eu espero que ele seja. Cada pessoa é única e irrepetível, somente Deus sabe o que é melhor para ela.

Se estamos diante de uma falta grave, devemos corrigir as pessoas com amor e oferecer uma solução para remediar aquele problema. Não é com brigas, gritos, discussões e reclamações cotidianas e frequentes que a mudança vem. Além disso, precisamos saber esperar o tempo de que as flores floresçam e os frutos possam ser colhidos. Muitas vezes não teremos a graça de colhê-los. Recordo-me bem do exemplo da Elisabeth Leseur que tendo uma vida interior intensa e profunda, morreu sem ver seu esposo convertido. Mas, após sua morte, ao ler seu diário espiritual, ele se converteu e tornou-se sacerdote. Deus tem seus caminhos.

Além disso, esperar também no sentido de viver o sofrimento que se manifesta em forma de dificuldade, como uma doença, um imprevisto, e tantas outras coisas, com serenidade.

c) É preciso saber calar

Como é importante calar quando a ira ou a impaciência fervilham dentro de nós. «Não repreendas quando sentes a indignação pela falta cometida. – Espera pelo dia seguinte, ou mais tempo ainda. – E depois, tranquilo e com a intenção purificada, não deixes de repreender. – Conseguirás mais com uma palavra afetuosa do que com três horas de briga» (São Josemaria Escrivá)

Falar, retrucar e cair no bate-boca: por não saber calar é que vem o descontrole e a briga.

Paciência, escreveu Papa Francisco, “não é deixar que nos maltratem permanentemente, nem tolerar agressões físicas, ou permitir que nos tratem como objetos”, mas “o amor tem sempre um sentido de profunda compaixão que leva a aceitar o outro como parte deste mundo, também quando atua de um modo diferente ao qual eu desejaria”. “O problema surge quando exigimos que as relações sejam idílicas, ou que as pessoas sejam perfeitas, ou quando nos colocamos no centro e esperamos que se cumpra unicamente a nossa vontade. Então tudo nos impacienta, tudo nos leva a reagir com agressividade.”

d) É preciso saber falar

Quando a impaciência nos ataca, a primeira coisa que deveríamos fazer, depois de esforçar-nos por calar, é falar com Deus. Nunca falemos só “conosco”, com esses debates íntimos da imaginação esquentada, que só aumentam a fúria e a amargura íntima. Menos ainda falemos, irados, com a pessoa que provocou a impaciência, querendo mostrar-lhe que nós temos razão e ela não.

Primeiro, portanto – e às vezes por muito tempo –, falemos com Deus, fazendo oração: procurando ver com Ele a verdadeira dimensão das coisas, pedindo-lhe forças para carregar a Cruz com serenidade, suplicando-lhe que nos comunique um pouco da paciência com que Cristo enfrentou o juízo iníquo, o caminho da Cruz e a crucifixão.

Experimentemos também invocar a nossa Mãe, Maria Santíssima, dizendo-lhe: “Rainha da paz, rogai por nós!”

E também será oportuno, muitas vezes, falar com quem nos possa orientar espiritualmente e aconselhar a melhor maneira de santificar as contrariedades.

O último meio são as mortificações da paciência. Esse é o assunto do próximo post!

 

Referências

Caminho, São Josemaria Escrivá

Amigos de Deus, São Josemaria Escrivá

A paciência, padre Francisco Faus

Padre Paulo Ricardo

Suma Teológica, Santo Tomás de Aquino

Homilia, Papa Francisco

A rotina do Bento

Tempo de leitura: 7 minutos

Muitas mães me escrevem pedindo para eu relatar como é a rotina do Bento. Basicamente segue essa tabela que montamos de acordo com as particularidades de nossa família e a idade em que ele está. Ele está com 11 meses, mas essa é a tabela dos 6 meses até 1,5 ano. Ela não foi construída dessa forma desde a primeira vez, essa tabela é resultado de algumas adaptações e tentativas até que tudo se encaixou e começou a funcionar muito bem.

Nada de telas até os 2 anos de idade

Escolhemos, desde antes de o Bento nascer, que ele não teria contato com telas por um bom tempo. Inclusive, um tempo depois, tivemos acesso a uma pesquisa da Sociedade Americana de Pediatria que diz que crianças com menos de dois anos não devem ter contato com displays.

Em uma das primeiras consultas com o pediatra do Bento, dr. Marcos Santolim, ele nos alertou sobre o perigo das telas, que as crianças de até dois anos expostas às telas ficam hipnotizadas porque não enxergam como nós, mas sim veem as coisas como que girando. Além disso, essa exposição causa um empobrecimento das conexões neurais, problemas sérios com o sono, pouca memória, problemas de concentração e de visão, e até mesmo diminuição do potencial de inteligência.

O dr. Ítalo Marsili fala também que o excesso de estímulos visuais provenientes das telas causa uma distorção da forma como a criança enxerga a realidade, principalmente porque o que é apresentado nas telas é diferente da beleza do mundo real. Apesar de serem considerados vídeos educativos, eles não são a solução para ensinar coisas para as crianças. Sobre esse assunto, indico esse vídeo do Dr. Ítalo Marsili, psiquiatra, em que ele explica o fenômeno do Video Deficit Effect. E também esse artigo do professor Carlos Nadalim.

Para nós foi uma decisão muito natural, pois não temos costume de assistir televisão. Além disso, através de leituras e de experiências de outras pessoas, percebemos que o excesso de tempo dedicado às telas causa moleza e vícios na criança. Além de tornar-se uma muleta para os pais, que dificilmente deixam de expor a criança às telas em qualquer oportunidade de conseguir que cesse uma pirraça ou de ganhar um descanso tão sonhado.

Penso que, realmente, se usássemos os displays como expediente educativo ou de distração para o Bento, eu certamente teria uma vida mais fácil em certo sentido. E justamente por isso decidi não usar em hipótese alguma, ou, para mim, acabaria se tornando algo que eu usaria sempre. Mas, por mais que pareça difícil, não sinto falta desse artifício. Há várias maneiras de lidar com a criança, como envolvê-la nas atividades, fazer rotatividade de brinquedos, cantar, e por aí vai. Se os displays fossem tão necessários, como teriam sobrevivido as gerações passadas? Crianças precisam muito mais de quintal e paciência do que de vídeos, é o que pensamos.

Mas, em certas realidades, os displays ajudam, é verdade. Não quero dizer que somos melhores por isso, apenas mostro nosso esforço e o que nos levou a tomar essa decisão. Além de que, após os dois anos ou mais, pretendemos sim que o Bento assista desenhos infantis de boa qualidade, que tenham sido assistidos por nós antes e os quais possamos estar com ele ajudando a entender o que se passa. Os filmes e desenhos são expedientes educacionais e a criança precisa dos olhos dos adultos para entender o que se passa naquela realidade, qual lição deve ser aprendida, etc.

Muita leitura em voz alta

Com ensina o professor Carlos Nadalim, do blog Como educar seus filhos, após o nascimento do bebê, a leitura em voz alta proporciona uma série de benefícios, como:  estreitamento da relação afetiva entre pais e filho,  desenvolvimento da compreensão auditiva, treinamento da memória auditiva de curto prazo, enriquecimento do vocabulário, entendimento gradual de que a palavra escrita representa a palavra falada, aquisição do gosto pelos livros e pela leitura (para tanto, é importante não só que os pais leiam para os filhos, como também que os filhos vejam os pais lendo sozinhos).

Algumas dicas para escolher bons livros de histórias para as crianças de até 4 ou 5 anos:

1- As ilustrações são o que mais atrai a atenção da criança em um livro. Por isso, as imagens devem ser belas, com riqueza de traços e detalhes. Devem, sobretudo, ser uma bela representação da realidade. Assim, também devemos aproveitar os momentos de leitura para ensinar nossos filhos a apreciar a beleza e a arte.
Alguns tipos de ilustração podem desagradar, confundir e perturbar as crianças. São as ilustrações: disformes, distorcidas, desproporcionais, as representações de figuras humanas ou animais com economia de traços e expressões, as ilustrações psicodélicas, as ilustrações confusas onde o bem está representado pelo feio e o mal pelo bonito. É preciso que as imagens tragam para a criança uma ampliação do imaginário mas sem desfigurá-lo. Um desenho de uma árvore deve parecer com uma árvore. Para isso também são preferíveis as ilustrações que parecem desenhos feitos por uma mão humana ao invés dos digitalizados.

2- Além das imagens, é preciso que o livro tenha uma boa sonoridade do texto. Para isso é bom ler o livro em voz alta antes de comprá-lo, para ver se o texto é atraente. Livros com rimas são sempre um sucesso! Também é legal ver se ao longo da história há frases repetidas, pois elas mantêm a atenção das crianças.

3- Verifique se o livro contém boa estrutura de frases, amplo vocabulário, se a história tem um bom enredo e o que ela ensina para a criança. Contar uma história é abrir uma porta para um mundo que embora seja mágico, usa emoções, elementos e comportamentos do mundo real.

4- Dê preferência a: contos clássicos, fábulas de Esopo, histórias bíblicas e de santos. Também é legal ter um ou dois livrinhos sonoros.

Esses são os livros que temos usado com o Bento:

 

Musicalização

A música ajuda as crianças a conhecerem melhor a si mesmas, os outros e a vida. Além disso, através da música, desenvolvem ainda mais a imaginação e a criatividade.

Uma dica muito importante é cantar com eles cantigas de roda e ouvir música clássica (Mozart, Bach, por exemplo). Além disso, com o Bento ainda apresentamos canto gregoriano (vídeo e cantado por nós), polifônico, músicas tradicionais piedosas e também as medievais (Cantigas de Santa Maria, por exemplo) e Palavra Cantada.

Mas, apesar da música ser ótima para as crianças, não deve ser usada o dia todo. Helena Lubienska em seu livro ”Silêncio, gesto e palavra” e o dr. Ítalo em seu curso sobre Afetividade Infantil deixam bem claro que o ambiente natural da criança deve ser composto de silêncio (aqui toma-se por barulho os gritos, excesso de estímulos auditivos ou visuais, discussões, etc), ordem e tranquilidade.

Grande parte das pirraças infantis são por excesso de estímulos: muito tempo exposto a luzes no shopping, lojas, supermercados ou as luzes das telas, muitos sons, falta de rotina. Os hiperestímulos causam perturbação na criança e a deixam confusa e irritada.

Brincadeiras

Utilizamos as atividades semanais do livroSlow and Steady, get me ready como atividades de brincadeiras dirigidas. Assim, temos um tempo saudável e de qualidade para estar brincando de forma agradável e estimulante com o Bento. Esse livro possui atividades semanais que trazem instruções para construção de brinquedos simples com coisas que temos em casa e que desenvolvem capacidades da criança.

O Bento ama e nós economizamos muito!

Ar livre

A natureza é importante não só para formar uma afetividade saudável na criança, mas também o contato com a mesma estimula de forma positiva a consciência corporal, coordenação motora, muita “vitamina S” para a imunidade, vitamina D, descanso, exercício muscular e também da vontade, diversão, diminui o estresse e a agitação, afasta o sedentarismo e a moleza, impulsiona a criatividade e tanto mais!

Vida de piedade

Apesar de pequena, a criança tem um grande potencial observador e imitador, e por isso aprende principalmente pelo exemplo. Dessa forma, o que procuramos garantir ao Bento é que esteja inserido em nossa vida de piedade, sem cobrar o que ele não pode dar ainda, como por exemplo, ficar imóvel e concentrado enquanto rezamos o terço ou fazemos adoração. Para saber como é a nossa rotina de oração, acesse aqui.

A respeito dos gestos, ele já aprendeu a pedir a bênção e já junta as mãos para rezar e bate palmas depois de dizermos Viva Nossa Senhora!

Especificamente com ele rezamos a Oração da Manhã e da Noite com um breve colóquio de agradecimento, arrependimento e preces, seguido de uma Ave Maria e um Santo Anjo. Além disso, temos momentos no dia para pensar e falar com Deus. Esses momentos são em meio as brincadeiras ou quando ele está me ‘ajudando’ em alguma atividade. Geralmente digo pequenas frases, como, ”Podemos oferecer esse trabalho pelos pecadores” ou então ”Deus habita em nós e podemos falar o quanto O amamos o tempo todo.”

No fim da tarde, o Gabriel conta histórias bíblicas e de santos. E procuramos, naturalmente e em tudo, relacionar às coisas divinas.

Além disso, uma outra coisa que temos feito é quando ele passa por um momento difícil, como aprender a esperar, por exemplo, dizer: ” Nós sabemos como é difícil para você aprender a esperar. Vamos pedir ajuda ao Santo Anjo ou a Nossa Senhora?” E então rezamos brevemente com ele. Só o fato de rezar já o acalma, pois a entonação que usamos para rezar é diferente da fala ou do canto.

O final de semana

Procuramos ao máximo garantir certa sequência da rotina, principalmente de sono e alimentação.  As crianças não sabem que horas são, mas se guiam pela sequência da rotina a qual estão acostumadas, principalmente as relacionadas aos 4 hábitos básicos: sono, alimentação, higiene e ordem.

Referências

Carlos Nadalim, Como Educar seus filhos

Dr. Ítalo Marsili, Afetividade Infantil e Harmonia Familiar

Helena Lubienska, Silêncio, gesto e palavra

 

 

 

 

 

 

O papel do homem no lar

Tempo de leitura: 3 minutos

Neste texto eu falarei sobre o papel do homem na família inspirado nas audiências públicas do Papa Pio XII, quando se dirigia aos recém-casados que iam à Roma em viagem de núpcias.

Protetor e provedor

A responsabilidade do homem para com a mulher e os filhos nasce em primeiro lugar nos deveres para conservação de suas vidas. Deveres que ele cumpre, na maior parte do tempo, pela profissão ou ofício. O trabalho dele deve prover aos seus uma casa e o alimento cotidiano, assegurar-lhes a subsistência e as vestimentas convenientes. A família deve sentir-se tranquila sob a proteção oferecida e dada pela previsão e atividade do homem.

Um homem pai de família não deve viver como se não a tivesse. A esperança de fácil fortuna muitas vezes nos vem à mente. A tentação de colocar tudo em risco em troca de uma fácil fortuna, para um pai de família, é preciso pensar com muita prudência sobre estes possíveis ganhos visto que, muitas vezes, colocam em risco a estabilidade e segurança da família.

Por isso sempre convém que ele, ao agir ou abster-se ao empreender ou arriscar, se pergunte sempre a si mesmo: será que posso assumir essa responsabilidade diante de minha família?

Testemunha de Cristo

Nós, homens cristãos, devemos ser sal na terra e luz no mundo! No nosso trabalho devemos ser distintos dos demais colegas. Na fidelidade, no exercício da profissão, na honestidade na qual superiores possam confiar cegamente, na retidão e integridade na conduta e na ação que faz ganhar a confiança de todos que lidam conosco. Esses laços são essenciais na vida social.

Um homem que se destaca na vida pública é uma honra para a esposa e para o filhos, especialmente quando ele o faz exatamente para honrar sua esposa e filhos e, é claro, a Deus!

No entanto, o homem nunca deve se esquecer o quão importante é testemunhar e guardar a esposa, a mãe de seus filhos, por atitudes e palavras, o respeito e estima que ela merece.

Auxílio à senhora do lar

Uma outra parte importante na perfeição da ocupação de esposo é, além de prover para a família através do trabalho, seja ele na usina, no campo, ou no escritório, é ajudar a sua esposa em tudo que puder dentro do lar que é o domínio dela. Como escrito na postagem sobre as pequenas virtudes, devemos sempre ajudar nossos próximos em seus próprios afazeres. Assim, o marido deve ajudar a esposa nos afazeres do lar quando este chega em casa, seja lavando a louça, cuidando das crianças, ou limpando o que for necessário.

Além disso, é essencial que cuidemos da manutenção do lar visto que esse tipo de serviço geralmente necessita de uma força física maior, que geralmente possuímos. Isso tudo é muito simples visto que, geralmente, comparado ao serviço que fazemos fora de casa, esses serviços podem ser considerados um descanso pois podemos fazê-los ao lado da amada esposa, ao lado dos filhos, ou até mesmo rezando o terço que é o que eu indico.

Um ponto importante é que façamos tudo isso sem criar caso ou alarde, pois não é mais do que nossa obrigação tendo em vista que a esposa passa o dia todo cuidando do lar, das crianças e preparando a casa para um convívio agradável e prazeroso.

Fazendo tudo isso nos tempos de normalidade ficaremos preparados para os tempos em que as coisas podem ficar um pouco mais complicadas. Alguns exemplos destes tempos difíceis são quando a mulher está grávida, quando acabou de ganhar um filho ou mesmo quando perdemos alguém na família. Em todos estes momentos um homem assume um papel ainda mais importante de fazer todos os afazeres do lar e ajudar a mulher a se recuperar para voltar ao ambiente normal no dia a dia.

Figura do Cristo

Nunca deixe que sua esposa ou seus filhos sejam maltratados por conta das dificuldades no trabalho. É muito comum para nós homens que fiquemos excessivamente preocupados com dificuldades no trabalho e com problemas financeiros, mas quando chegamos em casa não é hora de deixar isto para transparecer!

Amar é sacrificar-se e assim como sua esposa se sacrifica o dia todo para que a casa se torne um verdadeiro lar e, assim, os filhos vivam num ambiente cristão. Assim também devemos nos sacrificar quando chegamos do trabalho, mesmo que cansados, mesmo tendo tido um dia difícil, é hora de deixar tudo de lado e mostrar para sua esposa o quão grande é seu amor por ela! Aliás, é assim que os filhos, vendo o sacrifício de amor dos pais, aprenderão o verdadeiro sentido do amor e a beleza do matrimônio e da família como pensados por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que o glorioso São José nos seja exemplo de chefe de família e guardião do lar para que possamos, como nos exorta São Paulo, amar nossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela!

Como fazer o planejamento financeiro familiar

Tempo de leitura: 3 minutos

No primeiro texto sobre este assunto eu mostrei a importância de a família ter um planejamento financeiro e de se controlar os gastos. Nesta postagem darei algumas dicas de como iniciar estas importantes tarefas da economia do lar!

Comece com o orçamento mensal

Neste texto, exemplificarei as dicas com algumas tabelas. Os valores são fictícios, apenas para fins didáticos. Vejamos um exemplo de orçamento:

Na parte superior da planilha (na aba orçamento mensal), temos a linha chamada “Acumulado” que contém o valor disponível na conta (de preferência numa aplicação melhor do que a poupança, não falarei de aplicações financeiras neste texto).

Logo abaixo temos a renda familiar, aqui deve constar a soma de todos os rendimentos da família, dos salários fixos à renda extra da aula particular ou da venda de bombons caseiros!

Abaixo temos a listagem das despesas e, em seguida, sua soma. As despesas são divididas em grupos, para que se possa ver com clareza para onde está indo o dinheiro.

O balanço nada mais é do que a diferença entre a renda e os gastos. Se este valor estiver negativo, sua situação financeira vai mal e é hora de cortar gastos.

A família que fez a planilha acima, começou o ano com uma reserva de R$5.000,00 e tem uma renda líquida familiar mensal de R$3.400,00.

Observe que, se tudo correr como planejado, ao fim do ano, a família terá acumulado mais de R$15.000,00!

Controle os gastos

Uma vez que a família decidiu os limites das despesas, resta controlar se o planejamento está sendo cumprido!

Como já foi dito, alguns conjuntos de consumo ainda podem ser divididos em subconjuntos em outras planilhas. Por exemplo, o conjunto supermercado pode ser dividido em mercearia, frutas, legumes, carnes, limpeza e higiene pessoal.
Isto vai permitir que a família tenha um controle mais fino sobre seus gastos.

Compare, mês a mês, a diferença entre o que foi planejado e o que realmente foi gasto. Se a diferença entre estes dois valores é grande e vocês não conseguem reduzir, significa que o orçamento foi feito errado e precisa de reajuste.

Uma excelente prática é guardar cada comprovante de compra no débito ou crédito e lançá-lo numa planilha. Dessa forma, não se esquece onde se gastou. É claro que a maioria dos bancos já oferecem aplicativos com os extratos das compras, mas o problema é que o nome da empresa que aparece na fatura não é o nome conhecido da mesma, o Subway, por exemplo, aqui na grande Vitória aparece nas notas como Vibom Cia de Alimentos (sei disso porque o “baratíssimo” é meu almoço quando não consigo levar marmita rsrs), assim, no fim do mês, pode acontecer de você se esquecer o que é aquela compra de R$9,00 com o nome de Vibom.

Dicas de aplicativos e planilhas

Os melhores aplicativos de gerenciamento financeiro / orçamento são pagos, mas isso não significa que não haja opções gratuitas!

Alguns bancos já possuem gerenciador financeiro incluso, é o caso do app do Banco do Brasil para smartphone. Ele te dá opções de alocar cada compra num determinado grupo e mostra gráficos interessantes.

O programa que eu uso é o GNUCASH, é o mais completo gerenciador financeiro gratuito, dá pra organizar as contas até mesmo de pequenas empresas com ele!

Com ele dá pra fazer o orçamento mensal e anual, controlar gastos, criar gráficos e relatórios. Uma das melhores capacidades dele é que ele importa os arquivos de fatura do cartão (arquivo ofx, csv e outros), o que facilita muito a vida!

Os contras? Ele não é lá muito amigável, aprender a fazer tudo o que se quer nele pode levar meses (e bastante leitura do manual), mas com esforço se chega lá!

Não tenho planilhas realmente boas para indicar, mas deixarei as que fiz disponíveis para vocês:

planilha orçamentaria

Conclusão

Meus caros, espero que tenham aproveitado as dicas que dei, as coisas estão corridas por aqui com os estudos e com o Bento exigindo bastante (como é de costume dos filhos, graças ao bom Deus) e, talvez por isso, o texto não tenha ficado tão bom. As dúvidas e comentários de melhorias são bem vindos, com eles vou alterando a postagem até que fique adequada!

Fiquem com Deus e lembrem-se de rezar sempre pela santificação das famílias, rezemos uns pelos outros!

Que a Virgem Santíssima interceda por nós!

Nossa rotina de oração

Tempo de leitura: 8 minutos

    “Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.”  (São Mateus 6, 31-33)

Devemos rezar

Como diz Santo Afonso Maria de Ligório: Quem reza certamente se salva; quem não reza certamente se condena.

A queixa mais frequente das pessoas diz respeito ao tempo: “Deveria rezar mais, gostaria de fazê-lo, mas não tenho tempo”.  Principalmente na vida familiar, há a alegação de que o tempo é sempre pouco, não basta nunca, há tantas coisas a fazer.

É verdade! Mas de que adiantam todos os esforços e conquistas humanas se o essencial fica distante, por último, esquecido? Que são as coisas de ordem material diante da grandeza da alma e da vida eterna? Sempre arranjamos um tempinho para ir ao shopping, ficar nas redes sociais, assistir a um filme. Tudo isso leva bem mais de meia hora, mas rezar o Santo Terço em família, que leva uns 20 minutos, não podemos porque ‘nos falta tempo’.

Está errado quem pensa que a vida de oração nos rouba tempo. É justamente a vida de oração que nos mantém fortes e nos sustenta nas dificuldades, que faz crescer a comunhão entre o casal, que catequiza os filhos, que nos faz crescer em santidade, nos auxilia a ver nossos defeitos e nos emendarmos, nos dá forças para vencer as tentações, entre tantas outras coisas. Mas a vida de oração não é algo feito por interesse, mas sim na plena liberdade de saber-se amado por Deus e querê-Lo amar sem medidas. Sem a graça de Deus, que seríamos? Sem ela, sem a vida de intimidade com Nosso Senhor, sem a frequência aos Sacramentos, a família está condenada ao fracasso.

Que possamos fazer um sério exame de consciência sobre qual tem sido a nossa prioridade, sobre nosso real esforço em sermos Igrejas Domésticas e sobre a nossa responsabilidade de educar santos para o Céu.

    “A oração e a vida cômoda não combinam.” (Santa Teresa D’Ávila)

Como estruturamos nossa rotina de oração

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Ofício
da Imaculada
Santa
Missa
Meditação Meditação Meditação Meditação Meditação – Meditação
– Ofício
Meditação
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Ofício

– Oração
refeições
– Angelus
cantado

– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Adoração
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Via
Sacra
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Ofício
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Buenas
noches
– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Ofício
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

Chegamos a essa rotina de uma forma gradual, tranquila e simples. Nos dias em que temos outras práticas, como visita ao Santíssimo, rezamos o Terço durante o dia, cada um quando pode. Quando temos algum imprevisto, não sofremos por não conseguir cumprir fielmente a rotina do dia, afinal a vida em família é assim: exige flexibilidade.

Além disso, temos algumas outras práticas como a confissão semanal, leitura de histórias bíblicas para o Bento, ouvir e cantar músicas piedosas, o convívio paroquial, leitura formativa, entre outros.

A oração em família

    “Desejo a todas as famílias que redescubram a oração doméstica.” (Papa Francisco)

O Papa Francisco ainda nos ensina: “A oração surge da escuta de Jesus, da leitura do Evangelho. Não se esqueçam, todos os dias leiam um trecho do Evangelho. A oração surge da intimidade com a Palavra de Deus. Há esta intimidade na nossa família? Temos em casa o Evangelho? Nós o abrimos algumas vezes para lê-lo juntos? Nós o meditamos rezando o Rosário? O Evangelho lido e meditado em família é como um pão bom que alimenta o coração de todos. E pela manhã e à noite, e quando sentamos à mesa, aprendamos a dizer juntos uma oração, com muita simplicidade: é Jesus que vem entre nós, como ia à família de Marta, Maria e Lázaro.”

Então, bons momentos de oração em família são: as orações da manhã e da noite e a oração das refeições. Outra oração importante e que devemos sempre nos esforçarmos a rezar, é o Santo Terço. Nossa Senhora de Fátima pediu que se rezasse o terço em família.

    “Não basta o pai rezar individualmente. Seu dever como cabeça da família é rezar em nome da família, à vista da família e com a família. As crianças devem saber que seu pai honra a Deus e que ele se comporta respeitosamente diante Dele. Devem aprender de seu exemplo o grande dever da adoração e do culto”.  Pe. Raoul Plus, Cristo no lar

Também é preciso evitar o extremismo de uma vida excessivamente religiosa dentro do lar ou até mesmo no cumprimento das funções paroquiais. O casal deve ter sempre em mente que a prioridade é a sua família e em todas as coisas deve haver equilíbrio. As funções paroquiais ou de apostolado devem existir, pois a família precisa irradiar-se para a sociedade, mas é muito importante que seja de uma forma ordenada, pois não deve subtrair da vida em família, mas acrescentar. Além dos momentos reservados à oração, é importante que haja tempo para diversão sadia, momentos de conversa, entre outras coisas.

A oração das crianças

    “A família cristã é o primeiro lugar da educação para a oração. Fundada sobre o sacramento do matrimônio, ela é ‘A Igreja doméstica’, onde os filhos de Deus aprendem a orar ‘na Igreja’ e a perseverar na oração. Para as crianças, particularmente, a oração familiar cotidiana é a primeira testemunha da memória viva da Igreja reavivada pacientemente pelo Espírito Santo.” (CIC 2685).

Não devemos achar que por serem crianças, não tem capacidade de rezar ou de entender o sobrenatural. Na verdade, ao contrário de nós, a fé das crianças é algo simples. Uma criança crê com facilidade que é amada por Deus.

As crianças precisam de repetição constante para que algo se torne um hábito. E essa repetição constante deve existir porque a vida espiritual é erigida sobre esse amor silencioso de Deus. Esse é o início do silêncio, da simplicidade e da contemplação. É o primeiro e pequeno passo em direção à união com Deus.

    ”Se não se aprende a oração em casa, depois será difícil preencher esse vazio”. (Papa Bento XVI)

Muito antes de aprender as orações recitativas, nossos filhos quando ainda são tão novos, precisam aprender que a oração é algo pessoal, é falar com Deus.

Quando a hora da oração for recebida com queixas e lamentos, será o momento de explicar que quando rezamos sem ter vontade, obtemos os maiores méritos.

A oração do casal

As dificuldades do casal não são somente de ordem natural, mas também de ordem espiritual. Não se iluda: o demônio, inimigo de Deus e nosso, detesta a família e o casamento porque são obras de Deus; então, nosso casamento precisa estar armado com a graça de Deus para vencer suas ciladas e maldades. Além de rezar pela vida de casal, é muito importante que se reze pelos filhos.

É importante que o casal tenha o hábito de rezar juntos, o que não significa, como a oração em família ou das crianças, que seja necessário um tempo enorme para isso. É bom escolher pequenas práticas para que possamos ser fiéis sem viver apenas no mundo da utopia.

A oração pessoal

Além da oração em família, não podemos esquecer ou negligenciar a oração pessoal, que é onde crescemos em intimidade com Nosso Senhor. Sem oração pessoal não há vida interior e as obras não serão fecundas.

Práticas importantes são a direção espiritual e a confissão mensal ou semanal, além da frequência tão grande quanto possível de receber a Santíssima Eucaristia.

Durante o dia, podem ser feitas muitas jaculatórias e oferecimentos. Além de comunhão espiritual, colóquios, meditação de uma Verdade. A maioria dessas práticas podem ser feitas até mesmo durante o trabalho!

Dicas práticas

  1.  Para começar uma rotina de oração, é bom começar aos poucos;
  2.  Quando uma sugestão tornar-se um hábito bem firme, concreto, é hora de adicionar outro;
  3. Um bom começo são as Orações da Manhã e da Noite, as Orações das Refeições e o Santo Terço;
  4.  Não sufocar as crianças com uma vida de oração que não condiz com sua idade;
  5. Incutir nas crianças o hábito de falar com Deus (oração pessoal que não seja a recitativa).  Por exemplo, para as crianças, a oração da manhã deve ser uma forma simples de dar graças pela noite que passou e oferecer a Deus tudo o que ocorrerá durante o dia;
  6. Não esquecer que o trabalho também é oração: ”Ora et labora” (São Bento);
  7. Antes de tudo, procurar ser assíduo aos Sacramentos;
  8. Ter uma rotina de oração não é algo de outro mundo. É tão simples que depois que começamos a nos organizar e colocar em prática, pensamos: por que não fiz isso antes?
  9. Também não devemos esmorecer diante das dificuldades;
  10. Cada família é única e somente a própria família (juntamente com o Diretor Espiritual, se tiverem a graça de ter um) pode estabelecer um bom ritmo de oração;
  11. Momentos de oração não significam tempos gigantescos para isso;
  12. Dificilmente crianças pequenas ficarão imóveis enquanto a família se reúne para rezar o Santo Terço. Nem por isso a família deve deixar de rezar. Aqui, por exemplo, enquanto rezamos o Santo Terço às vezes o Bento fica ao colo, às vezes mama, brinca no chão. O que ele tem é o próprio tercinho para ficar segurando e nos esforçamos para mantê-lo no mesmo ambiente que nós, participando da forma como lhe cabe;
  13. Uma rotina de oração boa e sólida não significa necessariamente que se tenha diversas práticas religiosas

Referências

Papa Francisco, homilia

Padre Daniel Pinheiro, homilia

Mary Reed, Como criar bons filhos católicos

Padre Fábio Vanderlei – IVE,  nosso diretor espiritual

A importância do orçamento financeiro na vida familiar

Tempo de leitura: 3 minutos

Aluguel, supermercado, padaria, energia, gás, transporte, plano de saúde, roupas, ufa! A lista de contas a pagar parece interminável, diferente da nossa renda, não é? Sem um orçamento financeiro corre-se o sério risco de contrair dívidas que crescem como uma bola de neve rolando morro abaixo. Neste texto tentarei te convencer a controlar cada real da sua renda familiar, vamos?

O que é um orçamento familiar

Segundo a Wikipedia,

Orçamento é a parte de um plano financeiro estratégico que compreende a previsão de receitas e despesas futuras para a administração de determinado exercício (período de tempo).

No caso do orçamento anual de uma família, o orçamento consiste em listar todos as receitas e despesas previstas no período de um ano, de preferência, agrupando-as por tipo.

Ter um orçamento familiar produz muitas vantagens, hoje vou apenas listá-las e, num futuro texto, ensinarei como faço aqui em casa.

Diminui a tentação consumista

A economia atual é movida pelo consumismo. Iphone, carro zero, videogame, roupas novas, calçados, a todo tempo somos impelidos a comprar. Ajudadas pela psicologia, as propagandas estão cada vez melhores em cumprir seu objetivo e às vezes acabamos cedendo à tentação e dividindo aquele produto no cartão em suaves prestações a perder de vista que caberão no nosso bolso. Ao mesmo tempo a esposa quer aquela saia nova para ir à Santa Missa e a compra, dividindo também no cartão. O filho está crescendo e tem aquele brinquedo que pode ajudá-lo a desenvolver a coordenação motora e, dividindo em 10 vezes sem juros a parcela fica minúscula!

Em pouco tempo a parcela do cartão já estará maior do que a renda familiar e, dessa forma, a família acaba entrando nos juros do cartão, os maiores do mundo!

Não faz mal comprar uma coisa ou outra desde que isso não implique em deixar de pagar o essencial nem deixe a renda familiar completamente comprometida. Se, no começo do ano por exemplo, a família se reunir e definir quanto será gasto em cada grupo de consumo (supermercado, aluguel, energia, vestuário e etc.) as compras que citei acima poderão ser feitas com tranquilidade visto que se saberá a renda disponível para cada grupo.

Reduz a ansiedade

É muito ruim para a vida familiar e espiritual ficar pensando nas finanças o tempo todo, muitos perdem até mesmo o sono ao ficar imaginando se o salário irá durar até o fim do mês, o quanto vai sobrar no fim do ano (se sobrar) e etc. Um dos motivos que mais leva os casais ao divórcio são as brigas por razões financeiras, também por isso devemos nos organizar financeiramente.

Ter um orçamento familiar reduz este tipo de ansiedade que tira o sono de muitos. Além de confiar na providência divina devemos ser bons administradores dos bens que Deus nos concede! Façamos como ensinou Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus:

“Trabalha como se tudo dependesse de ti e confia como se tudo dependesse de Deus”

Santo Inácio de Loyola (1491-1556)

Permite fazer planos

Se depois de reservado o necessário para a família e guardado alguma quantia para eventuais emergências ainda sobrar algo, que tal fazer grandes planos?!

Com o orçamento bem resolvido a família se sentirá mais confiante ao economizar evitando algum luxo imediato pensando num plano a longo prazo. Explico, deixar de ir ao cinema, de tomar um sorvete ou de comprar uma peça de roupa nova pode ser muito difícil quando se tem o dinheiro disponível, sempre damos uma desculpa como “essa semana foi difícil, mereço um agrado” ou algo do tipo. Contudo, quando se tem um plano para aquele dinheiro a história muda, deixar de fazer qualquer uma dessas coisas pensando na sonhada casa própria ou na desejada viagem dá um ânimo novo para fazer estes pequenos sacrifícios!

Permite cortar gastos desnecessários

Como o gasto com cada grupo de despesas estará estipulado previamente, fica fácil ver onde se pode cortar.  É impressionante perceber, após algum tempo de controle financeiro, o quanto gastamos com futilidades. Uma pessoa que vai ao cinema duas vezes por mês pode facilmente gastar mais de R$1.000,00 por ano! Roupas e sapatos então, consomem boa parte da renda de uma família desapercebida.

Ajuda a estar preparado para emergências

Nestes tempos de crise, infelizmente, é comum algum membro da família ter de mudar de emprego, sofrendo uma redução de salário ou sofrer com baixas vendas se trabalha no comércio. Por isso é muito importante, se a família ainda não o fez, guardar de 3 a 5 salários para eventuais emergências, seja para pagar as contas enquanto não se consegue outro emprego ou para pagar algum tratamento de saúde, como um parto de um novo filho!

 

Espero ter conseguido te convencer de que ter um orçamento familiar é essencial. Se consegui, acompanhe as próximas postagens em que darei algumas dicas de como fazer o controle financeiro na prática, com programas e planilhas!

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