Lírio entre espinhos

Uma família católica buscando a santidade

Category: Vida em Família (page 1 of 2)

Singelas tradições para viver o advento e Natal em casa

Tempo de leitura: 4 minutos

Como as famílias católicas podem viver bem o advento e o Natal em casa? Trago singelas tradições natalinas que algumas famílias fazem em seus lares. Que possa inspirar mais famílias!

Palhas para a manjedoura

“Ano passado fizemos um presépio bem simples com um cestinho pra colocar o Menino Jesus. Do lado, deixei uns papéis picados para imitar palha.

Todos os dias colocamos uma palha para cada coisa bonita que fizemos por Jesus, para Jesus “nascer no fofinho”. Aprendi com uma amiga que fazia isso em casa quando criança. ” (Ana Pur)

Cada criança pode ter uma manjedoura individual ou ter uma manjedoura para toda a família. A ideia é que quando atos de serviço, sacrifício ou bondade forem feitos em honra ao menino Jesus, a criança receba uma palha para colocar dentro da manjedoura.  Devemos encorajar as crianças a fazer para Jesus uma manjedoura mais confortável possível.

Enxoval para o Menino Jesus

Os pais junto com os filhos vão preparar um lugar na casa para pôr a manjedoura e durante os dias do advento vão preparando o enxoval, seguindo as atividades.

(Brenda Nascimento)

Sorteio do Anjo do Natal

“Coloco o nome das pessoas de nossa casa em papéis e fazemos o sorteio entre nós. Cada um fica responsável por fazer bondades para quem sorteou. Será o Anjo pra ela. No final do Advento revelamos os Anjos e entregamos uma pequena lembrança. “(Magda Verônica)

Coroa do Advento e propósito

“Todos os anos fazemos a Coroa do Advento, com o acendimento semanal das velas. No primeiro dia do advento, todos nós fazemos nossos propósitos de advento: uma privação, jejum, enfim, uma oferta de cada um ao Menino Jesus.”(Juliana Veloso)

As quatro velas colocadas na Coroa de Advento são acendidas semana a semana, nos quatro domingos do advento e com uma oração especial.

Para aprender mais sobre a Coroa, seguem os links:

http://www.acidigital.com/noticias/cinco-detalhes-sobre-a-coroa-do-advento-que-talvez-desconheca-51096/

http://www.salvemaliturgia.com/2010/12/coroa-do-advento.html?m=1

https://padrepauloricardo.org/episodios/qual-a-origem-da-coroa-do-advento

Mudar a data dos presentes

Muitas famílias seguem a tradição de entregar os presentes no dia dos Reis Magos, 6 de janeiro, ao invés do 25 de dezembro. Há famílias que também entregam lembrancinhas em sapatos ou meias no dia de São Nicolau, 6 de dezembro.

Para o dia do Natal, que tal celebrar o Menino Jesus? Fazendo um bolo com as crianças, por exemplo! O consumismo dessa época roubou e desviou há muito a nossa atenção do verdadeiro sentido do Natal.

O Natal não é uma data comercial, mas o nascimento de Nosso Senhor.  “Um menino nos foi dado”. O que vemos é a realização das escrituras “veio para os seus e os seus nao o acolheram”.

Resgatemos o sentido  do Natal sendo famílias verdadeiramente católicas e dando as nossas crianças uma sólida formação de fé: o Natal é do menino Jesus e não do papai noel.

A árvore de Jessé

A árvore de Jessé traz a genealogia de Jesus. É uma belíssima forma de ensinar a história sagrada aos nossos filhos e levá-los a refletir sobre a genealogia de Jesus durante esse tempo.
Cada enfeite da árvore faz menção a uma história  da Bíblia, desde a criação até o nascimento de Nosso Senhor .  A cada dia, uma história deve contada e seu enfeite correspondente deve ser pendurado na árvore.
Você pode fazer a sua própria árvore como ensina o link a seguir do blog Um novo lar:
https://www.google.fr/amp/s/umnovolar.wordpress.com/2016/11/18/como-fazer-uma-arvore-de-jesse/amp/

Ou pode comprar uma belíssima Árvore de Jessé de feltro através do Feltro do Céu: http://feltrodoceu.wixsite.com/feltrodoceu/jesse  ou pela página no Facebook.

Montar o presépio

Há muito o presépio foi retirado dos lares cristãos para dar lugar a árvore de Natal e demais enfeites. Devemos fazer da montagem do presépio uma tradição e centro de nosso advento, pois ele nos recorda o verdadeiro Natal.

Montar o presépio e explicá-lo as crianças é uma verdadeira catequese.

Na noite do dia 24 para 25 ou na manhã do dia 25, fazer a entronização do menino Jesus e repousá-Lo na manjedoura para que todos possam adorá-Lo é uma antiga e tão bela tradição que as famílias tem.

Celebrar o dia de São Nicolau

A figura do Papai Noel é inspirada na história de São Nicolau. Indico o texto onde a Luciana do blog As três chamas do lar, explica toda a história a respeito de São Nicolau e do papai Noel e a sua peça sobre esse santo:
Sobre São Nicolau (e o Natal)
https://www.google.fr/amp/s/lucianalachance.wordpress.com/2016/11/26/minha-peca-sobre-sao-nicolau/amp/

Celebrar outras datas

Santa Luzia, fazendo a relação com a Luz do mundo.
Imaculada Conceição, conhecendo e ensinando o dogma às crianças.
Nossa Senhora de Guadalupe, que apareceu grávida.

Fazer a Novena de Natal

Com a família, seja em casa ou na paróquia, é uma grande ocasião de preparar-nos para a vinda do menino Deus.

Participar das atividades paroquiais

Missas, atividades culturais e confissão.
Além disso, sugerimos três posts do casal querido e experiente, Rafael e Aline Brodbeck sobre esse tempo:

http://www.domesticaecclesia.com/2016/11/o-advento-vem-ai.html

http://www.domesticaecclesia.com/2016/11/como-viver-o-advento-em-familia_28.html

http://www.domesticaecclesia.com/2013/12/o-advento-vivido-em-familia.html

 

Atividades em família para o Advento

Tempo de leitura: 2 minutos

O calendário do advento é uma atividade muito legal de se fazer com a família. Escolhe-se uma atividade por dia para ser feita durante esse tempo tão belo e propício. Postamos várias sugestões de atividades para que vocês possam escolher entre elas!

Com uma busca rápida pelo Google ou Pinterest, facilmente encontramos várias inspirações para montar um calendário (figuras, listas). O legal de fazer o calendário desse jeito é que fica bem lúdico e divertido para as crianças. 

ATIVIDADES

1. Ouvir músicas natalinas;

2. Fazer um pote da gratidão;

3. Dar um presépio de madeira ou feltro para as crianças brincarem;

4. Escrever cartões de natal para a família e amigos;

5. Fazer enfeites para a árvore de Natal;

6. Separar brinquedos para doar;

7. Ler livro de natal;

8. Separar roupas para doar;

9. Celebrar dia de São Nicolau (6 de dezembro) contando a história;

10. Celebrar dia de São Nicolau pegando presentes na meia;

11. Colorir desenhos do presépio;

12. Passear e ver alguma decoração de natal na cidade;

13. Ouvir coral de natal em casa ou apresentação natalina na cidade;

14. Aprender e ensaiar uma música de Natal em família;

15. Fazer biscoitos natalinos;

16. Enviar uma mensagem de Natal para os vizinhos na caixa de correios;

17. Fazer a Novena de Natal;

18. Fazer a Coroa do Advento em casa;

19. Fazer decoração de Natal (guirlanda, arranjo de mesa, enfeites para a árvore);

20. Fazer pão de natal;

21. Observar as estrelas e falar sobre a estrela de Belém;

22. Ler livro sobre o nascimento de Jesus;

23. Montar uma árvore de papel ou feltro com enfeites móveis para as crianças;

24. Aprender sobre o presépio;

25. Ver decoração de Natal em shopping;

26. Fazer chocolate quente;

27. Fazer bombons ou biscoitos para dar de presente;

28. Tirar foto em família  (fazemos isso todo Natal);

29. Visitar padrinhos ou avós;

30. Visitar um asilo e levar biscoitos natalinos;

31. Comprar um presente novo para uma criança carente;

32. Construir uma manjedoura para o Menino Jesus;

33. Fazer bolo de aniversário para o Menino Jesus;

34. Receber alguém especial para um almoço ou café da tarde;

35. Fazer lembrancinhas de natal;

36. Reunir os amigos das crianças para um encontro de Natal;

37. Acampar na sala;

38. Entronização do menino Jesus;

39. Criar versinhos/rimas de Natal;

40. Fazer alguma receita especial em família;

41. Visitar o presépio da cidade;

42. Jogo em família;

43. Preparar um teatro de Natal em casa;

44. Decorar a casa com enfeites de natal;

45. Fazer cupcakes e decorá-los;

46. Jantar à luz de velas;

47. Comer marshmallows;

48. Montar árvore de Natal;

49. Aprender sobre os Reis Magos;

50. Aprender sobre os profetas que anunciaram a vinda de Jesus.

 

Entre tantas outras atividades!

No próximo post trarei algumas pequenas tradições católicas familiares que costumam ser feitas com as crianças!

Há um ano o amor nasceu e eu renasci

Tempo de leitura: 4 minutos
Trago o relato do parto do Bento, escrito pouco tempo depois de ele ter nascido:
“Por aqui os dias foram tempestuosos porém felizes e só agora tive tempo para escrever sobre esses dias para mantê-los aquecidos com a boa nova que recebemos em nossa família.
O relato do nascimento do Bento começa cedo. Desde o dia 30 de julho comecei a ter sinais de que ele estava pronto para nascer. Porém, apesar de pronto, eis que nossa primeira flecha esteve com preguicinha de vir ao mundo. Foram 4 semanas de alarmes falsos, mas em nenhum deles chegamos a ir para o hospital. Eu sentia contrações, inúmeras delas, porém elas não tinham ritmo.
Os dias foram passando e com eles fomos nos esgotando física e psicologicamente. É muito difícil trabalhar a mente nesses dias em que todo dia parece dia de nascer. Um mundo desconhecido se espreitava à minha frente e às vezes, me sentia perdida. Era preciso romper com tantas expectativas e viver abandonada em Deus. ”A cada dia basta o seu cuidado.”
De fato as coisas seriam muito mais fáceis se eu entrasse em trabalho de parto logo e ele nascesse. Mas, o bom Deus tem caminhos insondáveis. Esperar é um grande exercício de paciência, virtude que tanto me faltava nessa altura (e também, nesta vida). Essa espera me deixou abalada e cansada. Gabriel, meu esteio, e eu rezávamos e tentávamos caminhar em paz. No começo estávamos mais tranquilos, porém, na última semana eu já estava tão cansada… Mas o bom Deus sabe o tamanho da cruz que precisamos e aguentamos carregar! Que doçuras encontramos na Cruz quando decidimos abraçá-la!
Padre Fábio, nosso querido e amado diretor, foi um grande pai nessa última semana antes do nascimento do Bento. Pude compartilhar com ele meus medos, inseguranças e cansaço. Acho que poucas vezes me senti tão abraçada espiritual e psicologicamente como me senti na minha ultima direção antes do Bento nascer. Isso foi na sexta, dia 19 de agosto, onde graças ao bom Deus pude me confessar e seguir confiante para o meu grande calvário.
Na segunda feira, dia 22, tive consulta e a médica fez um procedimento para ver se o parto engrenava, pois eu já tinha dilatação mais do que suficiente para estar em trabalho de parto. Apesar da dilatação evoluída (já tinha 6 cm) até então eu não havia sentido dor alguma. Mas na noite desta segunda já não consegui dormir. As contrações eram mais regulares e intensas, porém ainda sem ritmo. E isso me deixava cansada… queria tanto que o Bento nascesse! Eu já estava com quase 41 semanas!
Terça-feira de manhã as contrações pegaram ritmo! De 3 em 3 minutos! Eeeee.. Bento vai nascer! Fomos para o hospital e…. NADA. As contrações pararam. Eu definitivamente me sentia subindo o monte calvário de ré. Frustrada, impaciente, ansiosa.
Passei a terça-feira com dores, mas nada de pegar ritmo. Na madrugada de terça-feira para quarta-feira as dores ficaram muito intensas e era impossível dormir ou ficar deitada. Mas continuávamos sem ritmo. Minha médica me viu de madrugada, tomei medicação para cólicas mas as contrações não cederam. Voltamos para casa, mas precisávamos tomar uma decisão. O trabalho de parto poderia começar a qualquer hora, mas também podia demorar dias. A médica nos disse que podíamos esperar ou tentar induzir o parto.
Voltamos para casa e novamente não conseguimos dormir. Eu já sofria com as contrações. Decidimos induzir o parto, rompendo a bolsa. Não dava para continuar com essas dores e sem descansar. Se continuasse assim certamente não conseguiria um parto normal.
Fomos para o hospital as 6:30 da manhã do dia 24 de agosto de 2016. Às 7:30 a médica rompeu a bolsa. Às 8:30, graças a bondosa Virgem, as contrações engrenaram!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Às 10:39 nosso Bento nasceu!!!!! Ao som de Panis Angelicus! Dia de São Bartolomeu!
Foram poucas horas de trabalho de parto ativo, sem analgesia, tudo muito intenso! Vivi cada contração unida ao bom Jesus! Como rezei à Santa Coleta!
Gabriel esteve comigo todo o tempo! Nem sei dizer o que seria de mim sem o companheirismo e a força dele.
Bento nasceu e veio direto para os meus braços! Ainda sem me dar conta do que tinha acontecido, imediatamente o ofereci ao Sagrado Coração de Jesus e a Santíssima Virgem.”
E assim nasceu nosso menino…
O nascimento do Bento foi uma grande graça de Nosso Senhor. Definitivamente, quando olho para trás, não me reconheço. Ter um filho é, antes de tudo, um encontro com nós mesmos. Como se houvesse uma lupa, nossos defeitos são enfatizados. Nossas qualidades parecem não ser suficientes. É preciso decidir-se: ”o Reino dos Céus pertence aos violentos”.
Mas, ter uma criança, é sobretudo um grande valor por ela mesma. Quando penso no Bento, penso: que grande milagre! É um presente para o mundo, é um louvor à Deus! Uma criatura tão perfeitamente modelada, uma personalidade ímpar, que me garantes infindos sorrisos pelos dias afora. O Bento sempre mereceu existir e depois nascer, ser bem educado e alcançar o Céu.
Quando alguém me pergunta: ”Mas você quer mais filhos?” ”Um não está bom?” ”Já não tem trabalho que chega?” Eu sinceramente, nem sei o que responder. Eu não sei o que as pessoas esperam dessa vida, a não ser um vazio crescente. Eu realmente não acredito que ter um filho, ou muitos deles!, seja mais trabalhoso do que competir freneticamente para manter uma carreira, virando noites em claro por algo material, que é o dinheiro, ou por uma ilusão, que é o sucesso.
O casamento é uma grande ocasião de santificação, mas somente depois que os filhos chegam, ele alcança sua maturidade e nos eleva para além de nós mesmos. Ter um pequenino ser que exige de nós não muito, mas tudo, é o que faz a diferença, afinal, “Amar é tudo dar e dar-se a si mesmo”, como diz Santa Teresinha.
E no fim da vida, como nos diz São João da Cruz, não seremos julgados pela carreira, pelo sucesso, pelo corpo atlético, pelos livros lidos, pelos filmes assistidos, pelas viagens feitas, mas sim pelo Amor, que é o pleno e fiel cumprimento da vontade de Deus e a doação total de nós mesmos.

 

A rotina do Bento

Tempo de leitura: 7 minutos

Muitas mães me escrevem pedindo para eu relatar como é a rotina do Bento. Basicamente segue essa tabela que montamos de acordo com as particularidades de nossa família e a idade em que ele está. Ele está com 11 meses, mas essa é a tabela dos 6 meses até 1,5 ano. Ela não foi construída dessa forma desde a primeira vez, essa tabela é resultado de algumas adaptações e tentativas até que tudo se encaixou e começou a funcionar muito bem.

Nada de telas até os 2 anos de idade

Escolhemos, desde antes de o Bento nascer, que ele não teria contato com telas por um bom tempo. Inclusive, um tempo depois, tivemos acesso a uma pesquisa da Sociedade Americana de Pediatria que diz que crianças com menos de dois anos não devem ter contato com displays.

Em uma das primeiras consultas com o pediatra do Bento, dr. Marcos Santolim, ele nos alertou sobre o perigo das telas, que as crianças de até dois anos expostas às telas ficam hipnotizadas porque não enxergam como nós, mas sim veem as coisas como que girando. Além disso, essa exposição causa um empobrecimento das conexões neurais, problemas sérios com o sono, pouca memória, problemas de concentração e de visão, e até mesmo diminuição do potencial de inteligência.

O dr. Ítalo Marsili fala também que o excesso de estímulos visuais provenientes das telas causa uma distorção da forma como a criança enxerga a realidade, principalmente porque o que é apresentado nas telas é diferente da beleza do mundo real. Apesar de serem considerados vídeos educativos, eles não são a solução para ensinar coisas para as crianças. Sobre esse assunto, indico esse vídeo do Dr. Ítalo Marsili, psiquiatra, em que ele explica o fenômeno do Video Deficit Effect. E também esse artigo do professor Carlos Nadalim.

Para nós foi uma decisão muito natural, pois não temos costume de assistir televisão. Além disso, através de leituras e de experiências de outras pessoas, percebemos que o excesso de tempo dedicado às telas causa moleza e vícios na criança. Além de tornar-se uma muleta para os pais, que dificilmente deixam de expor a criança às telas em qualquer oportunidade de conseguir que cesse uma pirraça ou de ganhar um descanso tão sonhado.

Penso que, realmente, se usássemos os displays como expediente educativo ou de distração para o Bento, eu certamente teria uma vida mais fácil em certo sentido. E justamente por isso decidi não usar em hipótese alguma, ou, para mim, acabaria se tornando algo que eu usaria sempre. Mas, por mais que pareça difícil, não sinto falta desse artifício. Há várias maneiras de lidar com a criança, como envolvê-la nas atividades, fazer rotatividade de brinquedos, cantar, e por aí vai. Se os displays fossem tão necessários, como teriam sobrevivido as gerações passadas? Crianças precisam muito mais de quintal e paciência do que de vídeos, é o que pensamos.

Mas, em certas realidades, os displays ajudam, é verdade. Não quero dizer que somos melhores por isso, apenas mostro nosso esforço e o que nos levou a tomar essa decisão. Além de que, após os dois anos ou mais, pretendemos sim que o Bento assista desenhos infantis de boa qualidade, que tenham sido assistidos por nós antes e os quais possamos estar com ele ajudando a entender o que se passa. Os filmes e desenhos são expedientes educacionais e a criança precisa dos olhos dos adultos para entender o que se passa naquela realidade, qual lição deve ser aprendida, etc.

Muita leitura em voz alta

Com ensina o professor Carlos Nadalim, do blog Como educar seus filhos, após o nascimento do bebê, a leitura em voz alta proporciona uma série de benefícios, como:  estreitamento da relação afetiva entre pais e filho,  desenvolvimento da compreensão auditiva, treinamento da memória auditiva de curto prazo, enriquecimento do vocabulário, entendimento gradual de que a palavra escrita representa a palavra falada, aquisição do gosto pelos livros e pela leitura (para tanto, é importante não só que os pais leiam para os filhos, como também que os filhos vejam os pais lendo sozinhos).

Algumas dicas para escolher bons livros de histórias para as crianças de até 4 ou 5 anos:

1- As ilustrações são o que mais atrai a atenção da criança em um livro. Por isso, as imagens devem ser belas, com riqueza de traços e detalhes. Devem, sobretudo, ser uma bela representação da realidade. Assim, também devemos aproveitar os momentos de leitura para ensinar nossos filhos a apreciar a beleza e a arte.
Alguns tipos de ilustração podem desagradar, confundir e perturbar as crianças. São as ilustrações: disformes, distorcidas, desproporcionais, as representações de figuras humanas ou animais com economia de traços e expressões, as ilustrações psicodélicas, as ilustrações confusas onde o bem está representado pelo feio e o mal pelo bonito. É preciso que as imagens tragam para a criança uma ampliação do imaginário mas sem desfigurá-lo. Um desenho de uma árvore deve parecer com uma árvore. Para isso também são preferíveis as ilustrações que parecem desenhos feitos por uma mão humana ao invés dos digitalizados.

2- Além das imagens, é preciso que o livro tenha uma boa sonoridade do texto. Para isso é bom ler o livro em voz alta antes de comprá-lo, para ver se o texto é atraente. Livros com rimas são sempre um sucesso! Também é legal ver se ao longo da história há frases repetidas, pois elas mantêm a atenção das crianças.

3- Verifique se o livro contém boa estrutura de frases, amplo vocabulário, se a história tem um bom enredo e o que ela ensina para a criança. Contar uma história é abrir uma porta para um mundo que embora seja mágico, usa emoções, elementos e comportamentos do mundo real.

4- Dê preferência a: contos clássicos, fábulas de Esopo, histórias bíblicas e de santos. Também é legal ter um ou dois livrinhos sonoros.

Esses são os livros que temos usado com o Bento:

 

Musicalização

A música ajuda as crianças a conhecerem melhor a si mesmas, os outros e a vida. Além disso, através da música, desenvolvem ainda mais a imaginação e a criatividade.

Uma dica muito importante é cantar com eles cantigas de roda e ouvir música clássica (Mozart, Bach, por exemplo). Além disso, com o Bento ainda apresentamos canto gregoriano (vídeo e cantado por nós), polifônico, músicas tradicionais piedosas e também as medievais (Cantigas de Santa Maria, por exemplo) e Palavra Cantada.

Mas, apesar da música ser ótima para as crianças, não deve ser usada o dia todo. Helena Lubienska em seu livro ”Silêncio, gesto e palavra” e o dr. Ítalo em seu curso sobre Afetividade Infantil deixam bem claro que o ambiente natural da criança deve ser composto de silêncio (aqui toma-se por barulho os gritos, excesso de estímulos auditivos ou visuais, discussões, etc), ordem e tranquilidade.

Grande parte das pirraças infantis são por excesso de estímulos: muito tempo exposto a luzes no shopping, lojas, supermercados ou as luzes das telas, muitos sons, falta de rotina. Os hiperestímulos causam perturbação na criança e a deixam confusa e irritada.

Brincadeiras

Utilizamos as atividades semanais do livroSlow and Steady, get me ready como atividades de brincadeiras dirigidas. Assim, temos um tempo saudável e de qualidade para estar brincando de forma agradável e estimulante com o Bento. Esse livro possui atividades semanais que trazem instruções para construção de brinquedos simples com coisas que temos em casa e que desenvolvem capacidades da criança.

O Bento ama e nós economizamos muito!

Ar livre

A natureza é importante não só para formar uma afetividade saudável na criança, mas também o contato com a mesma estimula de forma positiva a consciência corporal, coordenação motora, muita “vitamina S” para a imunidade, vitamina D, descanso, exercício muscular e também da vontade, diversão, diminui o estresse e a agitação, afasta o sedentarismo e a moleza, impulsiona a criatividade e tanto mais!

Vida de piedade

Apesar de pequena, a criança tem um grande potencial observador e imitador, e por isso aprende principalmente pelo exemplo. Dessa forma, o que procuramos garantir ao Bento é que esteja inserido em nossa vida de piedade, sem cobrar o que ele não pode dar ainda, como por exemplo, ficar imóvel e concentrado enquanto rezamos o terço ou fazemos adoração. Para saber como é a nossa rotina de oração, acesse aqui.

A respeito dos gestos, ele já aprendeu a pedir a bênção e já junta as mãos para rezar e bate palmas depois de dizermos Viva Nossa Senhora!

Especificamente com ele rezamos a Oração da Manhã e da Noite com um breve colóquio de agradecimento, arrependimento e preces, seguido de uma Ave Maria e um Santo Anjo. Além disso, temos momentos no dia para pensar e falar com Deus. Esses momentos são em meio as brincadeiras ou quando ele está me ‘ajudando’ em alguma atividade. Geralmente digo pequenas frases, como, ”Podemos oferecer esse trabalho pelos pecadores” ou então ”Deus habita em nós e podemos falar o quanto O amamos o tempo todo.”

No fim da tarde, o Gabriel conta histórias bíblicas e de santos. E procuramos, naturalmente e em tudo, relacionar às coisas divinas.

Além disso, uma outra coisa que temos feito é quando ele passa por um momento difícil, como aprender a esperar, por exemplo, dizer: ” Nós sabemos como é difícil para você aprender a esperar. Vamos pedir ajuda ao Santo Anjo ou a Nossa Senhora?” E então rezamos brevemente com ele. Só o fato de rezar já o acalma, pois a entonação que usamos para rezar é diferente da fala ou do canto.

O final de semana

Procuramos ao máximo garantir certa sequência da rotina, principalmente de sono e alimentação.  As crianças não sabem que horas são, mas se guiam pela sequência da rotina a qual estão acostumadas, principalmente as relacionadas aos 4 hábitos básicos: sono, alimentação, higiene e ordem.

Referências

Carlos Nadalim, Como Educar seus filhos

Dr. Ítalo Marsili, Afetividade Infantil e Harmonia Familiar

Helena Lubienska, Silêncio, gesto e palavra

 

 

 

 

 

 

A paternidade segundo os pais

Tempo de leitura: 8 minutos

Salve Maria! Neste texto veja a paternidade pelos olhos dos próprios pais, homens de verdade que buscam, através dela, alcançar a santidade pela negação de si mesmos e pelo sacrifício que é ser pai.

Reze o Rosário e dará tudo certo


Minha história na paternidade inicia-se em 23 abril de 2017, dois dias após o aniversário de 63 anos de meu pai.
Estávamos reunidos em família, na varanda da casa de meus pais, em Maceió-AL, minha cidade natal, aproveitando esse raro e abençoado momento, uma vez que resido com minha esposa Raphaela em Vitória-ES.
Meus pais, Ana Catarina e Marcos, minha irmã, Ana Cecília, meu sobrinho, Carlos Eduardo, minha esposa e eu líamos algumas das cartas que meus avós paternos, Cely e Manoel, que já se encontram no céu, haviam trocado quando eram noivos, na década de 40.
Em uma das passagens, meu avô, preocupado com dificuldades que enfrentavam para conseguirem concretizar o Matrimônio, aconselha a minha avó: “Cely, reze o Rosário e dará tudo certo!”.
Poucas semanas antes desse encontro em família, após participarmos como voluntários no curso preparatório de casais para o Matrimônio, minha esposa e eu havíamos sido convidados por outro casal voluntário, Rosana e Leonardo, a participar do movimento católico Equipes de Nossa Senhora, cujo carisma é a espiritualidade conjugal. Um mês após, em junho, descobrimos que Deus nos havia dado a graça de aguardar a chegada de nosso primeiro filho, cuja concepção ocorrera em maio, mês de Nossa Senhora.
Naquele momento em família, meu avô, por intermédio do Rosário de Nossa Senhora, falava diretamente comigo e me mostrava o caminho da construção familiar e da paternidade, tal como ele, a seu modo, havia trilhado e mostrado a seus três filhos homens (meu pai e meus tios Mucio e Mauro).
Toda a família reunida naquele momento, com lágrimas nos olhos, relembrando o amor cristão de meus avós, era a prova maior de que, pela intercessão de Nossa Senhora, tudo tinha dado certo!
Quando penso em meu avô e em meu pai, lembro da bela História de São José. Sobretudo, da viagem que Ele e Nossa Senhora, já grávida de Nosso Senhor Jesus Cristo, fizeram para encontrar com Santa Isabel, que aguardava o nascimento de seu filho, São João Batista.
Nessa passagem tão simbólica para os tempos atuais, a Sagrada Família teria que viajar por um caminho muito perigoso até chegar à casa de Santa Isabel. Nossa Senhora, assim como todas as mães, mesmo grávida, não hesitou em cumprir com seu dever de caridade materna, por se tratar da gravidez de risco de sua prima, já em idade avançada.
Assim, fizeram todos os preparativos da viagem e percorreram o longo caminho, utilizando um burrinho como meio de transporte. São José analisava com prudência o que fazer para seguir viagem com segurança e rezava aos anjos, pedindo proteção. Nossa Senhora pedia a São José que se sentasse no burrinho no lugar d’Ela para que pudesse descansar. Todavia, o Santo não aceitava, pois sua principal preocupação não era a sua própria comodidade, mas a de sua esposa e de Jesus Cristo, Filho de Deus.
São José e sua atenção com a segurança e o conforto de sua família nos mostra o real sentido da paternidade. A prudência, o respeito, a caridade, a retidão, a transmissão de segurança pela simples presença, as palavras comedidas nos momentos certos e a eloquência de um olhar profundo e terno representam a confiança de que, em Deus, tudo dará certo. Este é o dom divino de ser pai.
De fato, minha história como pai terá início oficial em fevereiro de 2018, quando receberemos em nossos braços nosso primeiro filho. Como São Josénos mostra, a caminhada é longa e, muitas vezes, perigosa. Porém, é por esse caminho que nós homens, enquanto pais, devemos trilhar em busca da santidade.

Marcos Lopes

Nossa, então isso é amar.

A paternidade foi o momento em que eu realmente entendi que nunca havia amado. Eu pensava que amava. Pensava que sabia o que era amar. Achamos que amamos nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos, mas só percebemos realmente o que é o amor quando vemos nossos filhos e os temos nos braços. Naquele momento, quando a criança nasce e você a segura no colo, sua ficha cai e você percebe quanto você ainda é capaz de amar. Quanto seus pais te amaram e quanto eles abriram mão deles por você e quanto sofreram ainda que você pensasse que era você quem sofria.
Toda a vida dos pais é vivida em função dos filhos. Esse é o momento em que você percebe e fala: Nossa, então isso é amar. Se nós que somos pais amamos tanto nossos filhos, mesmo sem saber como eles serão, quem serão e onde vão chegar, não consigo imaginar o tamanho do amor de Deus, que nos sonhou e nos preparou desde o princípio e nos fez do jeitinho que Ele queria. E é incrível como o amor só aumenta. A cada filho a chama cresce e aquilo que era um amor sem medida parece aumentar ainda mais a medida. Creio que por isso que Deus quis nos criar, tantos, e ser chamado por nós de Pai nosso. Por isso que nos deu a condição de filhos, em Jesus, o seu Amor. Seu amor é tão grande que lhe é impossível medir e guardar. A única coisa que para Deus não é possível: deixar de amar. Graças sejam dadas a Deus que nos deu o maior exemplo do que é ser PAI, que nos amou, nos planejou e nos criou, participantes com Ele em sua glória pela eternidade.
Ser pai nada mais é do que entender o sentido da palavra AMOR e colocar em prática.
Escrito com carinho e amor pelo Pai da Maria Clara Cetto Magnago, Rafael Cetto Magnago e Mariana Cetto Magnago, e filho de um grande pai, Djalma José Magnago. Sem ser injusto, com as grandes mães, embora seja pelo dia dos pais, sem elas não seria a mesma coisa, Marcela Martins Cetto Magnago (esposa) e Maria Elena Nunes Magnago (mãe), que nos fazem pais de verdade.

Breno Magnago

É impossível ser pai de verdade e não buscar a santidade

Após o nascimento do meu filho aprendi que ser pai exige um grande esforço diário, um certo abandono de si mesmo, uma negação das próprias vontades, pois diante de mim estava uma criança que precisava da minha ajuda constantemente e por mais que fossem dolorosas as noites de sono mal dormidas e entre os demais sacrifícios, nada tinha mais valor que ver a felicidade de meu filho, é como “padecer no paraíso”, é um sentimento que não tem explicação.
É impossível ser pai de verdade e não buscar a santidade. Os sacrifícios que se fazem na paternidade são semelhantes à santidade. É necessário que o homem se mortifique e se assemelhe “à imagem daquele que o criou” (col 3,10) para alcançar a perfeição da paternidade, pois Deus é o Pai Todo-Poderoso que criou tudo para o bem de seus filhos. O mundo necessita de pais santos que gerem filhos santos, esse é o nosso dever essa é a nossa missão.

Leonardo Gomes

Ser pai no projeto Divino

Deus criou a paternidade para que, com ela, O glorifiquemos e santifiquemos as nossas almas e as dos nossos filhos. Com certa liberdade, preciso dizer que tenho experimentado que uma parte do amor de Deus se torna mais ou menos claro quando os filhos chegam em nossas vidas.
Certos mistérios de amor só podemos compreender com alguma clareza como pais. É um processo muito interessante de comparação que a nossa inteligência faz: na verdade é uma meditação que o Santo Espírito de Amor, numa alma em estado de Graça, insinua em seu interior. Por exemplo, contemplandodentro de mim a enorme alegria do nascimento de um filho não posso deixar de meditar quão imenso e insondável deve ser a felicidade de Deus ao criar uma alma.
Tão forte é a paternidade, que Deus amoroso, mesmo quando cometemos a desgraça de, em pecado mortal, conceber uma vida, num ato de traição inominável, nunca nos negará a alma à matéria apta desde a concepção.
Geramos; Deus cria: profunda diferença. Se o simples processo de geração já nos invade de alegria e de amor, o que não acontece em Deus no ato mesmo da criação, muito mais surpreendente e inovador.
Assim também com o amor que sentimos pelos nossos filhos; se, com uma natureza corrompida pelo pecado original, somos capazes de amor, e com o auxílio Divino, até de amor heroico, como não amará o próprio Deus, que É AMOR, como nos revelou o Seu discípulo amado.
Sim, é verdade, nem tudo são flores. Ser pai é passar também por momentos tortuosos e sofríveis. Não só por causa das angústias que nos invade quando chagam as doenças, ou quando, na liberdade adulta, escolhem o erro, o mal, ou mesmo quando sofrem uma simples queda, mas igualmente quando eles desafiam o nosso amor-próprio, dispersando a nossa atenção de alguma atividade laboral necessária ou mesmo de algum divertimento permitido. É verdade, de fato existem momentos assim. Quanta ira pode brotar no nosso coração de pedra quando nosso(s) filho(s) nos puxa(m) da cadeira onde estávamos para ler algum livro tão esperado, ou ver algum vídeo que poderia trazer algum prazer sensível aos nosso ouvidos e olhos, entre tantas circunstâncias da vida concreta que tínhamos quando solteiros e sem eles. Mesmo o casal, quando quer fazer um atividade em conjunto, legítima, saudável e desejada aos olhos de Deus, já não pode porque os filhos estão ainda muito bebês e dificultam pela atenção que requerem.
Não adianta. Querem atenção, nos convidam para uma brincadeira. Nosso Senhor disse que o Reino dos Céus é dos violentos: quanta violência ao nossoterrível amor-próprio temos que fazer para tudo suportar, sempre com o auxílio de Nosso Senhor Jesus.
Uma meditação muito frequente também nos ocorre com relação à Sagrada Família. Como São José, já cansado de um trabalho manual pesado como a carpintaria, preferia atender às necessidades do Divino Amor, do Menino Jesus, que certamente o convidava para as santas atividades infantis. E as dores de Cristo, que também foram as de São José – é muito frequente esta experiência nos pais: ficam os filhos doentes e parece que a doença está em nós – sofremos tudo o que sofrem, quase como sofrem. Uma simples injeção já quase dilacera um coração paterno, mesmo que exteriormente mantenhamos a aparência de controle e solidez.
É verdade que São José, sabemos pela Sagrada Escritura, faleceu antes da Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas uma piedosa tradição nos ensina que, no leito de morte, assistido por Nossa Senhora e por Nosso Senhor (não podemos sequer imaginar este momento glorioso!), o nosso Redentor, confiado a Ele, teria feito passar diante dos seus olhos todos os detalhes do ocorrido na Sagrada Paixão. Maria Santíssima viu e participou em presença; São José teria visto e participado por antecipação.
O que não teria sentido o silencioso São José? Incrível a sua fortaleza, seu equilíbrio santo, sem reclamação, sem resmungos e murmúrios. A angústia de saber que vinham os soldados matar o Filho; a fuga ao Egito e quantas angústias, já que era o homem protetor? Quantas dores, quanta paciência, um homem e um pai moldado pelo Santo Espírito de Amor.
Como dói, convenhamos, quando um filho nos trai. Quando mente. Quando mata arbitrariamente. Dói o nosso coração; e isto é surpreendente, porque nosso coração está manchado pelo pecado (muitas vezes por pecados atuais). Com que direito nos doemos com o pecado alheio, mesmo aqueles realizados por nossos filhos contra nós mesmos? Se somos da mesma carne e na mesma genealogia pecaminosa? Com que direito? Nós, vermes pecadores, que muito pouco fazemos por amor a nossos filhos? Pois se sentimos tanta dor com o pecado (nós também pecadores) dos nossos filhos, de vê-los indo pelo caminho do mal, do vício e do erro, quão imensa dor e desolamento indizível não sente o Sagrado Coração de Jesus por nossos pecados, ele TUDO fez e nada poupou de Si mesmo por nós? Como achamos que fica Deus quando o traímos, se nós, traidores natos, sofremos com as traições dos filhos?
Os filhos nos ajudam a meditar nos mistérios do Divino Amor. Os filhos são alavancas que nos içam a Deus. No projeto Divino, a paternidade foi a forma mais amorosa, como sempre, que a Santíssima Trindade concebeu em Sua Eterna Sabedoria, para nos fazer acordar para o verdadeiro Amor, da vida na Caridade, o sentido da vida, abrir os nossos olhos para a beleza da Cruz, Santo Lenho onde o melhor, maior e mais amoroso Filho, nosso irmão, Luz da Luz, consubstancial ao Pai, morreu paciente e obediente por todos.
Como Cristo, que nossa paternidade seja um martírio constante pela santificação das almas de nossos filhos, que são de Deus.

Leonardo Serafini Penitente

O papel do homem no lar

Tempo de leitura: 3 minutos

Neste texto eu falarei sobre o papel do homem na família inspirado nas audiências públicas do Papa Pio XII, quando se dirigia aos recém-casados que iam à Roma em viagem de núpcias.

Protetor e provedor

A responsabilidade do homem para com a mulher e os filhos nasce em primeiro lugar nos deveres para conservação de suas vidas. Deveres que ele cumpre, na maior parte do tempo, pela profissão ou ofício. O trabalho dele deve prover aos seus uma casa e o alimento cotidiano, assegurar-lhes a subsistência e as vestimentas convenientes. A família deve sentir-se tranquila sob a proteção oferecida e dada pela previsão e atividade do homem.

Um homem pai de família não deve viver como se não a tivesse. A esperança de fácil fortuna muitas vezes nos vem à mente. A tentação de colocar tudo em risco em troca de uma fácil fortuna, para um pai de família, é preciso pensar com muita prudência sobre estes possíveis ganhos visto que, muitas vezes, colocam em risco a estabilidade e segurança da família.

Por isso sempre convém que ele, ao agir ou abster-se ao empreender ou arriscar, se pergunte sempre a si mesmo: será que posso assumir essa responsabilidade diante de minha família?

Testemunha de Cristo

Nós, homens cristãos, devemos ser sal na terra e luz no mundo! No nosso trabalho devemos ser distintos dos demais colegas. Na fidelidade, no exercício da profissão, na honestidade na qual superiores possam confiar cegamente, na retidão e integridade na conduta e na ação que faz ganhar a confiança de todos que lidam conosco. Esses laços são essenciais na vida social.

Um homem que se destaca na vida pública é uma honra para a esposa e para o filhos, especialmente quando ele o faz exatamente para honrar sua esposa e filhos e, é claro, a Deus!

No entanto, o homem nunca deve se esquecer o quão importante é testemunhar e guardar a esposa, a mãe de seus filhos, por atitudes e palavras, o respeito e estima que ela merece.

Auxílio à senhora do lar

Uma outra parte importante na perfeição da ocupação de esposo é, além de prover para a família através do trabalho, seja ele na usina, no campo, ou no escritório, é ajudar a sua esposa em tudo que puder dentro do lar que é o domínio dela. Como escrito na postagem sobre as pequenas virtudes, devemos sempre ajudar nossos próximos em seus próprios afazeres. Assim, o marido deve ajudar a esposa nos afazeres do lar quando este chega em casa, seja lavando a louça, cuidando das crianças, ou limpando o que for necessário.

Além disso, é essencial que cuidemos da manutenção do lar visto que esse tipo de serviço geralmente necessita de uma força física maior, que geralmente possuímos. Isso tudo é muito simples visto que, geralmente, comparado ao serviço que fazemos fora de casa, esses serviços podem ser considerados um descanso pois podemos fazê-los ao lado da amada esposa, ao lado dos filhos, ou até mesmo rezando o terço que é o que eu indico.

Um ponto importante é que façamos tudo isso sem criar caso ou alarde, pois não é mais do que nossa obrigação tendo em vista que a esposa passa o dia todo cuidando do lar, das crianças e preparando a casa para um convívio agradável e prazeroso.

Fazendo tudo isso nos tempos de normalidade ficaremos preparados para os tempos em que as coisas podem ficar um pouco mais complicadas. Alguns exemplos destes tempos difíceis são quando a mulher está grávida, quando acabou de ganhar um filho ou mesmo quando perdemos alguém na família. Em todos estes momentos um homem assume um papel ainda mais importante de fazer todos os afazeres do lar e ajudar a mulher a se recuperar para voltar ao ambiente normal no dia a dia.

Figura do Cristo

Nunca deixe que sua esposa ou seus filhos sejam maltratados por conta das dificuldades no trabalho. É muito comum para nós homens que fiquemos excessivamente preocupados com dificuldades no trabalho e com problemas financeiros, mas quando chegamos em casa não é hora de deixar isto para transparecer!

Amar é sacrificar-se e assim como sua esposa se sacrifica o dia todo para que a casa se torne um verdadeiro lar e, assim, os filhos vivam num ambiente cristão. Assim também devemos nos sacrificar quando chegamos do trabalho, mesmo que cansados, mesmo tendo tido um dia difícil, é hora de deixar tudo de lado e mostrar para sua esposa o quão grande é seu amor por ela! Aliás, é assim que os filhos, vendo o sacrifício de amor dos pais, aprenderão o verdadeiro sentido do amor e a beleza do matrimônio e da família como pensados por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que o glorioso São José nos seja exemplo de chefe de família e guardião do lar para que possamos, como nos exorta São Paulo, amar nossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela!

Nossa rotina de oração

Tempo de leitura: 8 minutos

    “Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.”  (São Mateus 6, 31-33)

Devemos rezar

Como diz Santo Afonso Maria de Ligório: Quem reza certamente se salva; quem não reza certamente se condena.

A queixa mais frequente das pessoas diz respeito ao tempo: “Deveria rezar mais, gostaria de fazê-lo, mas não tenho tempo”.  Principalmente na vida familiar, há a alegação de que o tempo é sempre pouco, não basta nunca, há tantas coisas a fazer.

É verdade! Mas de que adiantam todos os esforços e conquistas humanas se o essencial fica distante, por último, esquecido? Que são as coisas de ordem material diante da grandeza da alma e da vida eterna? Sempre arranjamos um tempinho para ir ao shopping, ficar nas redes sociais, assistir a um filme. Tudo isso leva bem mais de meia hora, mas rezar o Santo Terço em família, que leva uns 20 minutos, não podemos porque ‘nos falta tempo’.

Está errado quem pensa que a vida de oração nos rouba tempo. É justamente a vida de oração que nos mantém fortes e nos sustenta nas dificuldades, que faz crescer a comunhão entre o casal, que catequiza os filhos, que nos faz crescer em santidade, nos auxilia a ver nossos defeitos e nos emendarmos, nos dá forças para vencer as tentações, entre tantas outras coisas. Mas a vida de oração não é algo feito por interesse, mas sim na plena liberdade de saber-se amado por Deus e querê-Lo amar sem medidas. Sem a graça de Deus, que seríamos? Sem ela, sem a vida de intimidade com Nosso Senhor, sem a frequência aos Sacramentos, a família está condenada ao fracasso.

Que possamos fazer um sério exame de consciência sobre qual tem sido a nossa prioridade, sobre nosso real esforço em sermos Igrejas Domésticas e sobre a nossa responsabilidade de educar santos para o Céu.

    “A oração e a vida cômoda não combinam.” (Santa Teresa D’Ávila)

Como estruturamos nossa rotina de oração

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Ofício
da Imaculada
Santa
Missa
Meditação Meditação Meditação Meditação Meditação – Meditação
– Ofício
Meditação
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Ofício

– Oração
refeições
– Angelus
cantado

– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Adoração
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Via
Sacra
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Ofício
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Buenas
noches
– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Ofício
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

Chegamos a essa rotina de uma forma gradual, tranquila e simples. Nos dias em que temos outras práticas, como visita ao Santíssimo, rezamos o Terço durante o dia, cada um quando pode. Quando temos algum imprevisto, não sofremos por não conseguir cumprir fielmente a rotina do dia, afinal a vida em família é assim: exige flexibilidade.

Além disso, temos algumas outras práticas como a confissão semanal, leitura de histórias bíblicas para o Bento, ouvir e cantar músicas piedosas, o convívio paroquial, leitura formativa, entre outros.

A oração em família

    “Desejo a todas as famílias que redescubram a oração doméstica.” (Papa Francisco)

O Papa Francisco ainda nos ensina: “A oração surge da escuta de Jesus, da leitura do Evangelho. Não se esqueçam, todos os dias leiam um trecho do Evangelho. A oração surge da intimidade com a Palavra de Deus. Há esta intimidade na nossa família? Temos em casa o Evangelho? Nós o abrimos algumas vezes para lê-lo juntos? Nós o meditamos rezando o Rosário? O Evangelho lido e meditado em família é como um pão bom que alimenta o coração de todos. E pela manhã e à noite, e quando sentamos à mesa, aprendamos a dizer juntos uma oração, com muita simplicidade: é Jesus que vem entre nós, como ia à família de Marta, Maria e Lázaro.”

Então, bons momentos de oração em família são: as orações da manhã e da noite e a oração das refeições. Outra oração importante e que devemos sempre nos esforçarmos a rezar, é o Santo Terço. Nossa Senhora de Fátima pediu que se rezasse o terço em família.

    “Não basta o pai rezar individualmente. Seu dever como cabeça da família é rezar em nome da família, à vista da família e com a família. As crianças devem saber que seu pai honra a Deus e que ele se comporta respeitosamente diante Dele. Devem aprender de seu exemplo o grande dever da adoração e do culto”.  Pe. Raoul Plus, Cristo no lar

Também é preciso evitar o extremismo de uma vida excessivamente religiosa dentro do lar ou até mesmo no cumprimento das funções paroquiais. O casal deve ter sempre em mente que a prioridade é a sua família e em todas as coisas deve haver equilíbrio. As funções paroquiais ou de apostolado devem existir, pois a família precisa irradiar-se para a sociedade, mas é muito importante que seja de uma forma ordenada, pois não deve subtrair da vida em família, mas acrescentar. Além dos momentos reservados à oração, é importante que haja tempo para diversão sadia, momentos de conversa, entre outras coisas.

A oração das crianças

    “A família cristã é o primeiro lugar da educação para a oração. Fundada sobre o sacramento do matrimônio, ela é ‘A Igreja doméstica’, onde os filhos de Deus aprendem a orar ‘na Igreja’ e a perseverar na oração. Para as crianças, particularmente, a oração familiar cotidiana é a primeira testemunha da memória viva da Igreja reavivada pacientemente pelo Espírito Santo.” (CIC 2685).

Não devemos achar que por serem crianças, não tem capacidade de rezar ou de entender o sobrenatural. Na verdade, ao contrário de nós, a fé das crianças é algo simples. Uma criança crê com facilidade que é amada por Deus.

As crianças precisam de repetição constante para que algo se torne um hábito. E essa repetição constante deve existir porque a vida espiritual é erigida sobre esse amor silencioso de Deus. Esse é o início do silêncio, da simplicidade e da contemplação. É o primeiro e pequeno passo em direção à união com Deus.

    ”Se não se aprende a oração em casa, depois será difícil preencher esse vazio”. (Papa Bento XVI)

Muito antes de aprender as orações recitativas, nossos filhos quando ainda são tão novos, precisam aprender que a oração é algo pessoal, é falar com Deus.

Quando a hora da oração for recebida com queixas e lamentos, será o momento de explicar que quando rezamos sem ter vontade, obtemos os maiores méritos.

A oração do casal

As dificuldades do casal não são somente de ordem natural, mas também de ordem espiritual. Não se iluda: o demônio, inimigo de Deus e nosso, detesta a família e o casamento porque são obras de Deus; então, nosso casamento precisa estar armado com a graça de Deus para vencer suas ciladas e maldades. Além de rezar pela vida de casal, é muito importante que se reze pelos filhos.

É importante que o casal tenha o hábito de rezar juntos, o que não significa, como a oração em família ou das crianças, que seja necessário um tempo enorme para isso. É bom escolher pequenas práticas para que possamos ser fiéis sem viver apenas no mundo da utopia.

A oração pessoal

Além da oração em família, não podemos esquecer ou negligenciar a oração pessoal, que é onde crescemos em intimidade com Nosso Senhor. Sem oração pessoal não há vida interior e as obras não serão fecundas.

Práticas importantes são a direção espiritual e a confissão mensal ou semanal, além da frequência tão grande quanto possível de receber a Santíssima Eucaristia.

Durante o dia, podem ser feitas muitas jaculatórias e oferecimentos. Além de comunhão espiritual, colóquios, meditação de uma Verdade. A maioria dessas práticas podem ser feitas até mesmo durante o trabalho!

Dicas práticas

  1.  Para começar uma rotina de oração, é bom começar aos poucos;
  2.  Quando uma sugestão tornar-se um hábito bem firme, concreto, é hora de adicionar outro;
  3. Um bom começo são as Orações da Manhã e da Noite, as Orações das Refeições e o Santo Terço;
  4.  Não sufocar as crianças com uma vida de oração que não condiz com sua idade;
  5. Incutir nas crianças o hábito de falar com Deus (oração pessoal que não seja a recitativa).  Por exemplo, para as crianças, a oração da manhã deve ser uma forma simples de dar graças pela noite que passou e oferecer a Deus tudo o que ocorrerá durante o dia;
  6. Não esquecer que o trabalho também é oração: ”Ora et labora” (São Bento);
  7. Antes de tudo, procurar ser assíduo aos Sacramentos;
  8. Ter uma rotina de oração não é algo de outro mundo. É tão simples que depois que começamos a nos organizar e colocar em prática, pensamos: por que não fiz isso antes?
  9. Também não devemos esmorecer diante das dificuldades;
  10. Cada família é única e somente a própria família (juntamente com o Diretor Espiritual, se tiverem a graça de ter um) pode estabelecer um bom ritmo de oração;
  11. Momentos de oração não significam tempos gigantescos para isso;
  12. Dificilmente crianças pequenas ficarão imóveis enquanto a família se reúne para rezar o Santo Terço. Nem por isso a família deve deixar de rezar. Aqui, por exemplo, enquanto rezamos o Santo Terço às vezes o Bento fica ao colo, às vezes mama, brinca no chão. O que ele tem é o próprio tercinho para ficar segurando e nos esforçamos para mantê-lo no mesmo ambiente que nós, participando da forma como lhe cabe;
  13. Uma rotina de oração boa e sólida não significa necessariamente que se tenha diversas práticas religiosas

Referências

Papa Francisco, homilia

Padre Daniel Pinheiro, homilia

Mary Reed, Como criar bons filhos católicos

Padre Fábio Vanderlei – IVE,  nosso diretor espiritual

A importância do orçamento financeiro na vida familiar

Tempo de leitura: 3 minutos

Aluguel, supermercado, padaria, energia, gás, transporte, plano de saúde, roupas, ufa! A lista de contas a pagar parece interminável, diferente da nossa renda, não é? Sem um orçamento financeiro corre-se o sério risco de contrair dívidas que crescem como uma bola de neve rolando morro abaixo. Neste texto tentarei te convencer a controlar cada real da sua renda familiar, vamos?

O que é um orçamento familiar

Segundo a Wikipedia,

Orçamento é a parte de um plano financeiro estratégico que compreende a previsão de receitas e despesas futuras para a administração de determinado exercício (período de tempo).

No caso do orçamento anual de uma família, o orçamento consiste em listar todos as receitas e despesas previstas no período de um ano, de preferência, agrupando-as por tipo.

Ter um orçamento familiar produz muitas vantagens, hoje vou apenas listá-las e, num futuro texto, ensinarei como faço aqui em casa.

Diminui a tentação consumista

A economia atual é movida pelo consumismo. Iphone, carro zero, videogame, roupas novas, calçados, a todo tempo somos impelidos a comprar. Ajudadas pela psicologia, as propagandas estão cada vez melhores em cumprir seu objetivo e às vezes acabamos cedendo à tentação e dividindo aquele produto no cartão em suaves prestações a perder de vista que caberão no nosso bolso. Ao mesmo tempo a esposa quer aquela saia nova para ir à Santa Missa e a compra, dividindo também no cartão. O filho está crescendo e tem aquele brinquedo que pode ajudá-lo a desenvolver a coordenação motora e, dividindo em 10 vezes sem juros a parcela fica minúscula!

Em pouco tempo a parcela do cartão já estará maior do que a renda familiar e, dessa forma, a família acaba entrando nos juros do cartão, os maiores do mundo!

Não faz mal comprar uma coisa ou outra desde que isso não implique em deixar de pagar o essencial nem deixe a renda familiar completamente comprometida. Se, no começo do ano por exemplo, a família se reunir e definir quanto será gasto em cada grupo de consumo (supermercado, aluguel, energia, vestuário e etc.) as compras que citei acima poderão ser feitas com tranquilidade visto que se saberá a renda disponível para cada grupo.

Reduz a ansiedade

É muito ruim para a vida familiar e espiritual ficar pensando nas finanças o tempo todo, muitos perdem até mesmo o sono ao ficar imaginando se o salário irá durar até o fim do mês, o quanto vai sobrar no fim do ano (se sobrar) e etc. Um dos motivos que mais leva os casais ao divórcio são as brigas por razões financeiras, também por isso devemos nos organizar financeiramente.

Ter um orçamento familiar reduz este tipo de ansiedade que tira o sono de muitos. Além de confiar na providência divina devemos ser bons administradores dos bens que Deus nos concede! Façamos como ensinou Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus:

“Trabalha como se tudo dependesse de ti e confia como se tudo dependesse de Deus”

Santo Inácio de Loyola (1491-1556)

Permite fazer planos

Se depois de reservado o necessário para a família e guardado alguma quantia para eventuais emergências ainda sobrar algo, que tal fazer grandes planos?!

Com o orçamento bem resolvido a família se sentirá mais confiante ao economizar evitando algum luxo imediato pensando num plano a longo prazo. Explico, deixar de ir ao cinema, de tomar um sorvete ou de comprar uma peça de roupa nova pode ser muito difícil quando se tem o dinheiro disponível, sempre damos uma desculpa como “essa semana foi difícil, mereço um agrado” ou algo do tipo. Contudo, quando se tem um plano para aquele dinheiro a história muda, deixar de fazer qualquer uma dessas coisas pensando na sonhada casa própria ou na desejada viagem dá um ânimo novo para fazer estes pequenos sacrifícios!

Permite cortar gastos desnecessários

Como o gasto com cada grupo de despesas estará estipulado previamente, fica fácil ver onde se pode cortar.  É impressionante perceber, após algum tempo de controle financeiro, o quanto gastamos com futilidades. Uma pessoa que vai ao cinema duas vezes por mês pode facilmente gastar mais de R$1.000,00 por ano! Roupas e sapatos então, consomem boa parte da renda de uma família desapercebida.

Ajuda a estar preparado para emergências

Nestes tempos de crise, infelizmente, é comum algum membro da família ter de mudar de emprego, sofrendo uma redução de salário ou sofrer com baixas vendas se trabalha no comércio. Por isso é muito importante, se a família ainda não o fez, guardar de 3 a 5 salários para eventuais emergências, seja para pagar as contas enquanto não se consegue outro emprego ou para pagar algum tratamento de saúde, como um parto de um novo filho!

 

Espero ter conseguido te convencer de que ter um orçamento familiar é essencial. Se consegui, acompanhe as próximas postagens em que darei algumas dicas de como fazer o controle financeiro na prática, com programas e planilhas!

O período do namoro

Tempo de leitura: 3 minutos

Graças ao bom Deus há muitos casais que desejam ardentemente viver a radicalidade do Evangelho e fazer de suas famílias verdadeiras Igrejas Domésticas. O post de hoje é um texto escrito por um desses casais, o qual temos a graça de serem grandes amigos nossos, o Leonardo e a Priscila. Eles são nossos vizinhos, participam da nossa paróquia (São José de Anchieta, Serra- ES) e são pais do João Paulo.


Para começar um namoro santo, deve-se escolher a pessoa certa: aquela que tenha o mesmo desejo de santificação que nós temos.

Primeiramente, devemos entender que o amor verdadeiro só existe em Deus, ou seja, amar a Deus acima de todas as coisas. Somente assim é possível ver com os olhos da fé e sem interesse pessoal, a pessoa amada reservada por Deus. Quando amamos a Deus, desejamos que todos vivam este amor, principalmente as pessoas mais próximas.

“Oh, eterna verdade e verdadeiro amor e amorosa eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e noite. E quando te conheci pela primeira vez, tu pegaste em mim, para que visse que existe aquilo que via e que eu não era ainda de molde a poder ver.” (Santo Agostinho, Confissões, VII)

É certo dizer que não existe uma “receita de bolo” para um namoro perfeito, pois cada relacionamento amoroso tem os seus desafios. De fato, a união de duas pessoas que se amam só poderá dar frutos duradouros se houver desde o início uma reta intenção de fazer o outro feliz, além de um desejo de se santificar e suportar os defeitos e limitações da pessoa amada. Contudo, não podemos negar os princípios básicos de uma relação sadia e santa que provêm da oração, do sacrifício, da humildade e da caridade. Afinal, o que seria do amor sem a caridade?

De nada vale se não tivermos a caridade. Tudo é palha, nada é verdadeiro e sem ela tudo é interesse. Mas quem a possui “não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor” (I Coríntios 13,3). Ter caridade é alcançar o grau mais alto da fé, porém, para chegar a este nível é necessário possuir uma “determinada determinação” de lutar contra o orgulho, a arrogância, a inveja, os próprios interesses e pôr fim a concupiscência da carne. Os que desejam ter um relacionamento santo e duradouro devem se afastar com todas as forças desses males que tanto destroem os casais de nosso tempo.

Na oração, somos iluminados por Deus para elevarmos o namoro a perfeição e suportar todas as dificuldades. É impossível manter um relacionamento vivo e estabilizado sem ter a prática da oração diária, que se intensifica no matrimônio. Isso deve ser para nós cristãos, um fato consumado. A oração nos aproxima de Deus, abre nossos ouvidos a voz do Espírito Santo que ilumina nossa razão e nos santifica. Com efeito, nosso Senhor Jesus Cristo torna-se o centro do relacionamento.

“A oração reforça a estabilidade e a solidez espiritual da família, ajudando a fazer com que esta participe da fortaleza de Deus. ” (São João Paulo II, Carta às famílias, 1994)

 

O início do nosso namoro foi de muita oração e intercessão de Nossa Senhora da Penha, mas com o passar do tempo, deixamos nossas orações de lado e tudo que construímos veio a ruir, todas as programações para o casamento davam errado. Somente nove anos depois, percebemos que estávamos longe de Deus e que era necessário voltar ao “princípio”, onde Deus era o centro de nossa relação.

Retomamos as nossas orações, participação ativa nas Santas Missas, confissões frequentes e sempre buscamos aprender sobre nossa fé, nossa Santa Igreja e conhecer os santos que tantos exemplos e ensinamentos deixaram para que a nossa vontade de sermos santos também não se aplacasse por coisa alguma. Assim, Deus, na sua infinita misericórdia, nos fortificou com Seu Espírito e abençoou nossa relação nos dando um lindo casamento e um anjo como filho. A caminhada não é fácil, sabemos e sentimos isso na alma, mas a felicidade e a paz só se têm em Deus.

 

Rotina de organização da casa: o cardápio semanal

Tempo de leitura: 3 minutos

No post passado, comecei a falar um pouco sobre como funciona a nossa rotina. Para quem ainda não viu, foi sobre a limpeza da casa. Hoje escreverei sobre mais uma ferramenta para facilitar a vida doméstica: o cardápio semanal.
Decidir o que comer horas ou minutos antes de cozinhar traz prejuízos. Escolhas inadequadas podem render não só estresse e complicação para conseguir cozinhar,  mas até mesmo problemas de saúde. Já disseram uma vez: ”Uma cozinha bem dirigida poupa muitas despesas de farmácia. ”

“A arte culinária não é apenas a habilidade de preparar bons petiscos. Abrange também o conhecimento do valor nutritivo, das qualidades higiênicas dos alimentos. Reclama a variedade no tempero e no preparo do mesmo prato. E conta com a habilidade de saber aproveitar os restos. Junto ao fogão, a mãe há de ter em vista a idade, apetite, as preferências e as repulsas dos seus. Dará preferência ao que nutre e alimenta e não ao que sacia unicamente a gula”. ( Pe. Geraldo Pires de Souza – As três chamas do lar)

Muitas vantagens

O hábito de se ter um cardápio semanal tem muitas vantagens:

  1. Evita o desperdício: assim só se compra o que de fato se vai usar. Muitas vezes quando chegamos ao supermercado ou feira sem saber o que faremos durante a semana, acabamos comprando muitas coisas que depois estragam e precisamos jogar fora;
  2. Facilita a rotina: não precisa ficar pensando no que fazer. Se é algum prato que precisa de algum processo, pode-se até mesmo adiantar algo para facilitar depois na hora de preparar a refeição;
  3. Não te deixa desprevenido: às vezes nós passamos o dia pensando no que fazer pro jantar. Pensamos em mil opções! Mas quando chega na hora de preparar, não sabemos o que fazer. Seja porque faltou algum ingrediente, pela nossa indecisão ou porque não descongelamos a carne . Tudo isso pode ser evitado com o cardápio semanal!
  4. Propicia a inserção de novos pratos: acabamos fazendo sempre as mesmas coisas porque não paramos para procurar receitas ou organizar o tempo para executa-las. Com um cardápio semanal podemos colocar nossa criatividade pra funcionar! E isso é ótimo especialmente para quem tem crianças e precisa estar variando as cocções dos alimentos. Além de que, é uma ótima estratégia para sempre fazer algum prato preferido do marido!
  5. Facilita o rodízio de alimentos: garante que consigamos variar os alimentos por semana e aproveitar as frutas e verduras da estação. Por exemplo, se numa semana compra-se mandioca e batata inglesa, na outra pode-se consumir batata doce e inhame. Se numa semana compra-se alface e rúcula, na outra pode-se comer agrião e couve.
  6. Facilita que as refeições sejam feitas em família: com um cardápio organizado e ingredientes preparados, a hora de cozinhar não se torna um momento de guerra e estresse, mas um momento prazeroso, cheio de dedicação e amor.  Depois, a família reunida ao redor da mesa dará graças a Deus pelo alimento e pelas mãos que o prepararam e o desfrutarão juntos.

Como fazer?

Para fazer o cardápio semanal:

  1. Separe um dia da semana para isso;
  2. Que seja antes de ir às compras;
  3. Para começar, pense nas refeições grandes de cada dia (almoço/jantar e café da manhã/café da tarde);
  4. Depois acrescente os lanches.

Um exemplo de um dia do cardápio semanal:
Segunda feira

Café da manhã – Pão e bolo de cenoura
Lanche – Iogurte e mamão
Almoço/ jantar – Arroz, feijão, bife, batata assada e salada de rúcula com tomatinho cereja
Café da tarde – Panqueca de banana

 

No começo parece trabalhoso, mas depois fica muito fácil! E claro, o planejamento precisa ser flexível, porque a vida em família tem sempre seus imprevistos e particularidades! Além de que o cardápio de cada família é único, pois atende a necessidades específicas como quantidade de refeições que a família faz, vezes que se cozinha, frequência de compra de alimentos, e por aí vai. Lembrando que o cardápio semanal anda de mãos dadas com a compra de itens básicos da casa (aqui nós fazemos compra mensal de itens básicos e compra semanal de carnes, verduras e frutas).
Para quem quiser boas dicas de uma alimentação saudável e equilibrada, acompanhe a página da Mayra Maria no facebook!

Older posts