Lírio entre espinhos

Uma família católica buscando a santidade

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Atividades em família para o Advento

Tempo de leitura: 2 minutos

O calendário do advento é uma atividade muito legal de se fazer com a família. Escolhe-se uma atividade por dia para ser feita durante esse tempo tão belo e propício. Postamos várias sugestões de atividades para que vocês possam escolher entre elas!

Com uma busca rápida pelo Google ou Pinterest, facilmente encontramos várias inspirações para montar um calendário (figuras, listas). O legal de fazer o calendário desse jeito é que fica bem lúdico e divertido para as crianças. 

ATIVIDADES

1. Ouvir músicas natalinas;

2. Fazer um pote da gratidão;

3. Dar um presépio de madeira ou feltro para as crianças brincarem;

4. Escrever cartões de natal para a família e amigos;

5. Fazer enfeites para a árvore de Natal;

6. Separar brinquedos para doar;

7. Ler livro de natal;

8. Separar roupas para doar;

9. Celebrar dia de São Nicolau (6 de dezembro) contando a história;

10. Celebrar dia de São Nicolau pegando presentes na meia;

11. Colorir desenhos do presépio;

12. Passear e ver alguma decoração de natal na cidade;

13. Ouvir coral de natal em casa ou apresentação natalina na cidade;

14. Aprender e ensaiar uma música de Natal em família;

15. Fazer biscoitos natalinos;

16. Enviar uma mensagem de Natal para os vizinhos na caixa de correios;

17. Fazer a Novena de Natal;

18. Fazer a Coroa do Advento em casa;

19. Fazer decoração de Natal (guirlanda, arranjo de mesa, enfeites para a árvore);

20. Fazer pão de natal;

21. Observar as estrelas e falar sobre a estrela de Belém;

22. Ler livro sobre o nascimento de Jesus;

23. Montar uma árvore de papel ou feltro com enfeites móveis para as crianças;

24. Aprender sobre o presépio;

25. Ver decoração de Natal em shopping;

26. Fazer chocolate quente;

27. Fazer bombons ou biscoitos para dar de presente;

28. Tirar foto em família  (fazemos isso todo Natal);

29. Visitar padrinhos ou avós;

30. Visitar um asilo e levar biscoitos natalinos;

31. Comprar um presente novo para uma criança carente;

32. Construir uma manjedoura para o Menino Jesus;

33. Fazer bolo de aniversário para o Menino Jesus;

34. Receber alguém especial para um almoço ou café da tarde;

35. Fazer lembrancinhas de natal;

36. Reunir os amigos das crianças para um encontro de Natal;

37. Acampar na sala;

38. Entronização do menino Jesus;

39. Criar versinhos/rimas de Natal;

40. Fazer alguma receita especial em família;

41. Visitar o presépio da cidade;

42. Jogo em família;

43. Preparar um teatro de Natal em casa;

44. Decorar a casa com enfeites de natal;

45. Fazer cupcakes e decorá-los;

46. Jantar à luz de velas;

47. Comer marshmallows;

48. Montar árvore de Natal;

49. Aprender sobre os Reis Magos;

50. Aprender sobre os profetas que anunciaram a vinda de Jesus.

 

Entre tantas outras atividades!

No próximo post trarei algumas pequenas tradições católicas familiares que costumam ser feitas com as crianças!

As mortificações para alcançar a paciência

Tempo de leitura: 4 minutos

 

No último post falamos um pouco sobre os meios de  viver a paciência: ir além de suportar, saber esperar, saber calar, saber falar. Hoje trataremos do último meio: as mortificações para alcançar paciência.

Algumas dessas mortificações que podemos oferecer diariamente a Deus:

  • Fazer o esforço de escutar pacientemente a todos (ao menos durante um tempo prudencial), sem deixar que se apague o sorriso dos lábios, nem fazer expressão de tédio ou indiferença;
  • Não andar comentando a toda hora e com todos, sem razão plausível nem necessidade, as nossas dores e mal estares; propondo-nos firmemente a não nos queixarmos da saúde, do calor, do frio, do abafamento no ônibus lotado, do tempo que levamos sem comer nada…;
  • Renunciar decididamente a utilizar frases típicas do dicionário da impaciência: ”Você sempre faz isso”, ”De novo, já é a terceira vez que você faz isso”, ”Outra vez!”, ”Já estou cansado”;
  • Evitar cobranças insistentes e antipáticas e prontificar-nos a ajudar os outros;
  • Não implicar com pequenos maus hábitos dos outros;
  • Saber repetir calmamente as nossas explicações a quem não as entender;
  • Aceitar as contrariedades com alegria;
  • Não reclamar;
  • E tantas outras!

Após identificar as situações que nos impacientam, devemos esforçar-nos por ser pacientes justamente nessas situações específicas. Na maior parte das vezes teremos de dar mais do que o nosso 100%. E justamente por isso a mortificação é um sacrificar-se.

Um pequeno caso

Uma mãe impaciente tornou-se <<rezadora>>. Uma mulher de nervos frágeis tinha se proposto rezar a Nossa Senhora a jaculatória: ”Mãe de Misericórdia, rogai por nós (por mim e por esse moleque danado!)” a cada grito das crianças. Quando começava a ferver uma crise conjugal, tinha igualmente preparada uma oração própria que dizia: ”Meu Deus, que eu veja aí a cruz e saiba oferecer-Vos essa contrariedade! Rainha da Paz, rogai por nós!” E quando ia ficando enervada e ríspida, rezava: ”Maria…., vida, doçura e esperança nossa, rogai por mim!”. Depois, comentava com certo espanto: – Sabe que dá certo? Fico mais calma!. E ficava mesmo, conta o padre Francisco Faus.

“Recomendo que tenhas calma com os filhos, que não lhes dês uma bofetada por uma ninharia. Os filhos ficam irritados, tu aborreces-te, sofres porque gostas muito deles e, ainda por cima, tens de te acalmar. Tem um bocadinho de paciência, chama-lhes a atenção quando já te tiver passado a irritação, e sem ninguém por perto. Não os humilhes diante dos irmãos. Fala com eles apresentando algumas razões, para que se dêem conta de que devem atuar de outra maneira., porque assim agradam a Deus”. (São Josemaria Escrivá)

Quando começamos a meditar sobre as nossas impaciências, descobrimos que a única coisa que as pessoas nos estão pedindo a toda a hora (mesmo quando não nos pedem nada) é precisamente o nosso amor. Na realidade, todos os exercícios de paciência consistem em exercícios de amor.

Padre Francisco Faus diz que ”é possível que, ao voltarem a casa com toda a carga do cansaço do dia, se vá rezando o terço no trânsito ou carreguem consigo um livro de pensamentos espirituais, para lerem e meditarem uma ou outra frase ao pararem no semáforo demorado ou no engarrafamento incontornável. Ao mesmo tempo, vão espremendo os seus cansados miolos, tentando concretizar: “Que iniciativa, que detalhe, que palavra posso preparar para que a minha chegada a casa seja um motivo de alegria para a minha mulher, ou para o meu marido, e para os meus filhos?” E, assim, homens e mulheres cujo retorno ao lar era antes soturno e irritado, tornam-se – em virtude do amor a Deus e aos outros, que se esforçam por cultivar – corações pacientes, que espalham a paz e a alegria à sua volta.”

Como diz Santo Tomás de Aquino, ”manifestum est quod patientia a caritate causatur”: ”é evidente que a paciência é causada pelo amor”, ou, por outras palavras, ”só o amor é causa da paciência”.  Esse grande amor que, com a ajuda da graça divina, nos dá forças para aceitar, sorrindo e com os olhos fixos em Jesus, as pequenas contrariedades e também as grandes dores. Esse grande amor que nos dá energia para sermos fiéis e persistir pacientemente na luta um dia após outro, é o mesmo amor que acende na alma os grandes ideais e nos impele a realizá-los com a maior vibração e prontidão possíveis.

A mesma paciência que aceita,  torna-se divinamente impaciente em seus desejos de amar. Não se atira atabalhoadamente à ação, mas quer andar, como dizia São Josemaria Escrivá, “ao passo de Deus”, ao ritmo das graças e das oportunidades que o Senhor dá, sem nada perder, sem nada atrasar. Tem uma serena e enérgica prontidão em se doar e aceitar aquilo que o Senhor manda.

”A paciência! Não é por certo a virtude que no decorrer do dia se oferece com maior freqüência à mãe de família, qual fruto esplêndido e fecundo? Colhei este fruto celeste avidamente e fazei penetrar até o íntimo da vossa alma. Ele vos fará morrer para vós mesmas! O exercício dessa virtude mudará de fato o curso de vossa vida, para reconduzi-la ao domínio do Pai Celeste. (…) Ah! como a vida das mães, geralmente sobrecarregadas de trabalho e renúncia, tonar-se-ia doce e até mesmo jubilosa, se elas vivessem o seu cristianismo! A dificuldade do momento, longe de ser um obstáculo à sua ascensão, passaria a ser, em vez disso, como um sorriso de Deus, um apelo para o Alto, um motivo a mais de esperança infinita!” (G. Joannés)

O cultivo da paciência é um exercício diário. Muitas vezes, o processo é lento, mas nem por isso devemos desanimar. Deus é extremamente paciente com as nossas limitações. Cabe a nós uma vontade firme de seguir adiante, não importa quão difícil ou quanto demore! A graça de Deus vem sempre em nosso auxílio! Peçamos incessantemente ao bom Deus que nos dê um coração dócil, terno, ”manso e humilde”, semelhante ao de Nosso Senhor.

Referências

São Josemaria Escrivá, Bell-lloc del Plá (Gerona), 24-XI-1972

A paciência, padre Francisco Faus

Padre Paulo Ricardo

Suma Teológica, Santo Tomás de Aquino

Nossa rotina de oração

Tempo de leitura: 8 minutos

    “Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.”  (São Mateus 6, 31-33)

Devemos rezar

Como diz Santo Afonso Maria de Ligório: Quem reza certamente se salva; quem não reza certamente se condena.

A queixa mais frequente das pessoas diz respeito ao tempo: “Deveria rezar mais, gostaria de fazê-lo, mas não tenho tempo”.  Principalmente na vida familiar, há a alegação de que o tempo é sempre pouco, não basta nunca, há tantas coisas a fazer.

É verdade! Mas de que adiantam todos os esforços e conquistas humanas se o essencial fica distante, por último, esquecido? Que são as coisas de ordem material diante da grandeza da alma e da vida eterna? Sempre arranjamos um tempinho para ir ao shopping, ficar nas redes sociais, assistir a um filme. Tudo isso leva bem mais de meia hora, mas rezar o Santo Terço em família, que leva uns 20 minutos, não podemos porque ‘nos falta tempo’.

Está errado quem pensa que a vida de oração nos rouba tempo. É justamente a vida de oração que nos mantém fortes e nos sustenta nas dificuldades, que faz crescer a comunhão entre o casal, que catequiza os filhos, que nos faz crescer em santidade, nos auxilia a ver nossos defeitos e nos emendarmos, nos dá forças para vencer as tentações, entre tantas outras coisas. Mas a vida de oração não é algo feito por interesse, mas sim na plena liberdade de saber-se amado por Deus e querê-Lo amar sem medidas. Sem a graça de Deus, que seríamos? Sem ela, sem a vida de intimidade com Nosso Senhor, sem a frequência aos Sacramentos, a família está condenada ao fracasso.

Que possamos fazer um sério exame de consciência sobre qual tem sido a nossa prioridade, sobre nosso real esforço em sermos Igrejas Domésticas e sobre a nossa responsabilidade de educar santos para o Céu.

    “A oração e a vida cômoda não combinam.” (Santa Teresa D’Ávila)

Como estruturamos nossa rotina de oração

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Ofício
da Imaculada
Santa
Missa
Meditação Meditação Meditação Meditação Meditação – Meditação
– Ofício
Meditação
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Ofício

– Oração
refeições
– Angelus
cantado

– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Adoração
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Via
Sacra
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Ofício
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Buenas
noches
– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Ofício
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

Chegamos a essa rotina de uma forma gradual, tranquila e simples. Nos dias em que temos outras práticas, como visita ao Santíssimo, rezamos o Terço durante o dia, cada um quando pode. Quando temos algum imprevisto, não sofremos por não conseguir cumprir fielmente a rotina do dia, afinal a vida em família é assim: exige flexibilidade.

Além disso, temos algumas outras práticas como a confissão semanal, leitura de histórias bíblicas para o Bento, ouvir e cantar músicas piedosas, o convívio paroquial, leitura formativa, entre outros.

A oração em família

    “Desejo a todas as famílias que redescubram a oração doméstica.” (Papa Francisco)

O Papa Francisco ainda nos ensina: “A oração surge da escuta de Jesus, da leitura do Evangelho. Não se esqueçam, todos os dias leiam um trecho do Evangelho. A oração surge da intimidade com a Palavra de Deus. Há esta intimidade na nossa família? Temos em casa o Evangelho? Nós o abrimos algumas vezes para lê-lo juntos? Nós o meditamos rezando o Rosário? O Evangelho lido e meditado em família é como um pão bom que alimenta o coração de todos. E pela manhã e à noite, e quando sentamos à mesa, aprendamos a dizer juntos uma oração, com muita simplicidade: é Jesus que vem entre nós, como ia à família de Marta, Maria e Lázaro.”

Então, bons momentos de oração em família são: as orações da manhã e da noite e a oração das refeições. Outra oração importante e que devemos sempre nos esforçarmos a rezar, é o Santo Terço. Nossa Senhora de Fátima pediu que se rezasse o terço em família.

    “Não basta o pai rezar individualmente. Seu dever como cabeça da família é rezar em nome da família, à vista da família e com a família. As crianças devem saber que seu pai honra a Deus e que ele se comporta respeitosamente diante Dele. Devem aprender de seu exemplo o grande dever da adoração e do culto”.  Pe. Raoul Plus, Cristo no lar

Também é preciso evitar o extremismo de uma vida excessivamente religiosa dentro do lar ou até mesmo no cumprimento das funções paroquiais. O casal deve ter sempre em mente que a prioridade é a sua família e em todas as coisas deve haver equilíbrio. As funções paroquiais ou de apostolado devem existir, pois a família precisa irradiar-se para a sociedade, mas é muito importante que seja de uma forma ordenada, pois não deve subtrair da vida em família, mas acrescentar. Além dos momentos reservados à oração, é importante que haja tempo para diversão sadia, momentos de conversa, entre outras coisas.

A oração das crianças

    “A família cristã é o primeiro lugar da educação para a oração. Fundada sobre o sacramento do matrimônio, ela é ‘A Igreja doméstica’, onde os filhos de Deus aprendem a orar ‘na Igreja’ e a perseverar na oração. Para as crianças, particularmente, a oração familiar cotidiana é a primeira testemunha da memória viva da Igreja reavivada pacientemente pelo Espírito Santo.” (CIC 2685).

Não devemos achar que por serem crianças, não tem capacidade de rezar ou de entender o sobrenatural. Na verdade, ao contrário de nós, a fé das crianças é algo simples. Uma criança crê com facilidade que é amada por Deus.

As crianças precisam de repetição constante para que algo se torne um hábito. E essa repetição constante deve existir porque a vida espiritual é erigida sobre esse amor silencioso de Deus. Esse é o início do silêncio, da simplicidade e da contemplação. É o primeiro e pequeno passo em direção à união com Deus.

    ”Se não se aprende a oração em casa, depois será difícil preencher esse vazio”. (Papa Bento XVI)

Muito antes de aprender as orações recitativas, nossos filhos quando ainda são tão novos, precisam aprender que a oração é algo pessoal, é falar com Deus.

Quando a hora da oração for recebida com queixas e lamentos, será o momento de explicar que quando rezamos sem ter vontade, obtemos os maiores méritos.

A oração do casal

As dificuldades do casal não são somente de ordem natural, mas também de ordem espiritual. Não se iluda: o demônio, inimigo de Deus e nosso, detesta a família e o casamento porque são obras de Deus; então, nosso casamento precisa estar armado com a graça de Deus para vencer suas ciladas e maldades. Além de rezar pela vida de casal, é muito importante que se reze pelos filhos.

É importante que o casal tenha o hábito de rezar juntos, o que não significa, como a oração em família ou das crianças, que seja necessário um tempo enorme para isso. É bom escolher pequenas práticas para que possamos ser fiéis sem viver apenas no mundo da utopia.

A oração pessoal

Além da oração em família, não podemos esquecer ou negligenciar a oração pessoal, que é onde crescemos em intimidade com Nosso Senhor. Sem oração pessoal não há vida interior e as obras não serão fecundas.

Práticas importantes são a direção espiritual e a confissão mensal ou semanal, além da frequência tão grande quanto possível de receber a Santíssima Eucaristia.

Durante o dia, podem ser feitas muitas jaculatórias e oferecimentos. Além de comunhão espiritual, colóquios, meditação de uma Verdade. A maioria dessas práticas podem ser feitas até mesmo durante o trabalho!

Dicas práticas

  1.  Para começar uma rotina de oração, é bom começar aos poucos;
  2.  Quando uma sugestão tornar-se um hábito bem firme, concreto, é hora de adicionar outro;
  3. Um bom começo são as Orações da Manhã e da Noite, as Orações das Refeições e o Santo Terço;
  4.  Não sufocar as crianças com uma vida de oração que não condiz com sua idade;
  5. Incutir nas crianças o hábito de falar com Deus (oração pessoal que não seja a recitativa).  Por exemplo, para as crianças, a oração da manhã deve ser uma forma simples de dar graças pela noite que passou e oferecer a Deus tudo o que ocorrerá durante o dia;
  6. Não esquecer que o trabalho também é oração: ”Ora et labora” (São Bento);
  7. Antes de tudo, procurar ser assíduo aos Sacramentos;
  8. Ter uma rotina de oração não é algo de outro mundo. É tão simples que depois que começamos a nos organizar e colocar em prática, pensamos: por que não fiz isso antes?
  9. Também não devemos esmorecer diante das dificuldades;
  10. Cada família é única e somente a própria família (juntamente com o Diretor Espiritual, se tiverem a graça de ter um) pode estabelecer um bom ritmo de oração;
  11. Momentos de oração não significam tempos gigantescos para isso;
  12. Dificilmente crianças pequenas ficarão imóveis enquanto a família se reúne para rezar o Santo Terço. Nem por isso a família deve deixar de rezar. Aqui, por exemplo, enquanto rezamos o Santo Terço às vezes o Bento fica ao colo, às vezes mama, brinca no chão. O que ele tem é o próprio tercinho para ficar segurando e nos esforçamos para mantê-lo no mesmo ambiente que nós, participando da forma como lhe cabe;
  13. Uma rotina de oração boa e sólida não significa necessariamente que se tenha diversas práticas religiosas

Referências

Papa Francisco, homilia

Padre Daniel Pinheiro, homilia

Mary Reed, Como criar bons filhos católicos

Padre Fábio Vanderlei – IVE,  nosso diretor espiritual