Lírio entre espinhos

Uma família católica buscando a santidade

Tag: Igreja doméstica

Nossa rotina de oração

Tempo de leitura: 8 minutos

    “Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.”  (São Mateus 6, 31-33)

Devemos rezar

Como diz Santo Afonso Maria de Ligório: Quem reza certamente se salva; quem não reza certamente se condena.

A queixa mais frequente das pessoas diz respeito ao tempo: “Deveria rezar mais, gostaria de fazê-lo, mas não tenho tempo”.  Principalmente na vida familiar, há a alegação de que o tempo é sempre pouco, não basta nunca, há tantas coisas a fazer.

É verdade! Mas de que adiantam todos os esforços e conquistas humanas se o essencial fica distante, por último, esquecido? Que são as coisas de ordem material diante da grandeza da alma e da vida eterna? Sempre arranjamos um tempinho para ir ao shopping, ficar nas redes sociais, assistir a um filme. Tudo isso leva bem mais de meia hora, mas rezar o Santo Terço em família, que leva uns 20 minutos, não podemos porque ‘nos falta tempo’.

Está errado quem pensa que a vida de oração nos rouba tempo. É justamente a vida de oração que nos mantém fortes e nos sustenta nas dificuldades, que faz crescer a comunhão entre o casal, que catequiza os filhos, que nos faz crescer em santidade, nos auxilia a ver nossos defeitos e nos emendarmos, nos dá forças para vencer as tentações, entre tantas outras coisas. Mas a vida de oração não é algo feito por interesse, mas sim na plena liberdade de saber-se amado por Deus e querê-Lo amar sem medidas. Sem a graça de Deus, que seríamos? Sem ela, sem a vida de intimidade com Nosso Senhor, sem a frequência aos Sacramentos, a família está condenada ao fracasso.

Que possamos fazer um sério exame de consciência sobre qual tem sido a nossa prioridade, sobre nosso real esforço em sermos Igrejas Domésticas e sobre a nossa responsabilidade de educar santos para o Céu.

    “A oração e a vida cômoda não combinam.” (Santa Teresa D’Ávila)

Como estruturamos nossa rotina de oração

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Oração
da Manhã
– Bento:
Colóquio, Ave Maria e Santo Anjo
– Ofício
da Imaculada
Santa
Missa
Meditação Meditação Meditação Meditação Meditação – Meditação
– Ofício
Meditação
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Angelus
– Leitura
Formativa
– Oração
refeições
– Ofício

– Oração
refeições
– Angelus
cantado

– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Adoração
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Via
Sacra
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Ofício
– Leitura
do Evangelho
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Santo
Terço
– Bento:
História Bíblica
– Oração
refeições
– Buenas
noches
– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

– Oração Bento
– Oração
da Noite
– Ofício
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual
– Oração Bento

– Oração
da Noite
– Exame de
Consciência
– Leitura
Espiritual

Chegamos a essa rotina de uma forma gradual, tranquila e simples. Nos dias em que temos outras práticas, como visita ao Santíssimo, rezamos o Terço durante o dia, cada um quando pode. Quando temos algum imprevisto, não sofremos por não conseguir cumprir fielmente a rotina do dia, afinal a vida em família é assim: exige flexibilidade.

Além disso, temos algumas outras práticas como a confissão semanal, leitura de histórias bíblicas para o Bento, ouvir e cantar músicas piedosas, o convívio paroquial, leitura formativa, entre outros.

A oração em família

    “Desejo a todas as famílias que redescubram a oração doméstica.” (Papa Francisco)

O Papa Francisco ainda nos ensina: “A oração surge da escuta de Jesus, da leitura do Evangelho. Não se esqueçam, todos os dias leiam um trecho do Evangelho. A oração surge da intimidade com a Palavra de Deus. Há esta intimidade na nossa família? Temos em casa o Evangelho? Nós o abrimos algumas vezes para lê-lo juntos? Nós o meditamos rezando o Rosário? O Evangelho lido e meditado em família é como um pão bom que alimenta o coração de todos. E pela manhã e à noite, e quando sentamos à mesa, aprendamos a dizer juntos uma oração, com muita simplicidade: é Jesus que vem entre nós, como ia à família de Marta, Maria e Lázaro.”

Então, bons momentos de oração em família são: as orações da manhã e da noite e a oração das refeições. Outra oração importante e que devemos sempre nos esforçarmos a rezar, é o Santo Terço. Nossa Senhora de Fátima pediu que se rezasse o terço em família.

    “Não basta o pai rezar individualmente. Seu dever como cabeça da família é rezar em nome da família, à vista da família e com a família. As crianças devem saber que seu pai honra a Deus e que ele se comporta respeitosamente diante Dele. Devem aprender de seu exemplo o grande dever da adoração e do culto”.  Pe. Raoul Plus, Cristo no lar

Também é preciso evitar o extremismo de uma vida excessivamente religiosa dentro do lar ou até mesmo no cumprimento das funções paroquiais. O casal deve ter sempre em mente que a prioridade é a sua família e em todas as coisas deve haver equilíbrio. As funções paroquiais ou de apostolado devem existir, pois a família precisa irradiar-se para a sociedade, mas é muito importante que seja de uma forma ordenada, pois não deve subtrair da vida em família, mas acrescentar. Além dos momentos reservados à oração, é importante que haja tempo para diversão sadia, momentos de conversa, entre outras coisas.

A oração das crianças

    “A família cristã é o primeiro lugar da educação para a oração. Fundada sobre o sacramento do matrimônio, ela é ‘A Igreja doméstica’, onde os filhos de Deus aprendem a orar ‘na Igreja’ e a perseverar na oração. Para as crianças, particularmente, a oração familiar cotidiana é a primeira testemunha da memória viva da Igreja reavivada pacientemente pelo Espírito Santo.” (CIC 2685).

Não devemos achar que por serem crianças, não tem capacidade de rezar ou de entender o sobrenatural. Na verdade, ao contrário de nós, a fé das crianças é algo simples. Uma criança crê com facilidade que é amada por Deus.

As crianças precisam de repetição constante para que algo se torne um hábito. E essa repetição constante deve existir porque a vida espiritual é erigida sobre esse amor silencioso de Deus. Esse é o início do silêncio, da simplicidade e da contemplação. É o primeiro e pequeno passo em direção à união com Deus.

    ”Se não se aprende a oração em casa, depois será difícil preencher esse vazio”. (Papa Bento XVI)

Muito antes de aprender as orações recitativas, nossos filhos quando ainda são tão novos, precisam aprender que a oração é algo pessoal, é falar com Deus.

Quando a hora da oração for recebida com queixas e lamentos, será o momento de explicar que quando rezamos sem ter vontade, obtemos os maiores méritos.

A oração do casal

As dificuldades do casal não são somente de ordem natural, mas também de ordem espiritual. Não se iluda: o demônio, inimigo de Deus e nosso, detesta a família e o casamento porque são obras de Deus; então, nosso casamento precisa estar armado com a graça de Deus para vencer suas ciladas e maldades. Além de rezar pela vida de casal, é muito importante que se reze pelos filhos.

É importante que o casal tenha o hábito de rezar juntos, o que não significa, como a oração em família ou das crianças, que seja necessário um tempo enorme para isso. É bom escolher pequenas práticas para que possamos ser fiéis sem viver apenas no mundo da utopia.

A oração pessoal

Além da oração em família, não podemos esquecer ou negligenciar a oração pessoal, que é onde crescemos em intimidade com Nosso Senhor. Sem oração pessoal não há vida interior e as obras não serão fecundas.

Práticas importantes são a direção espiritual e a confissão mensal ou semanal, além da frequência tão grande quanto possível de receber a Santíssima Eucaristia.

Durante o dia, podem ser feitas muitas jaculatórias e oferecimentos. Além de comunhão espiritual, colóquios, meditação de uma Verdade. A maioria dessas práticas podem ser feitas até mesmo durante o trabalho!

Dicas práticas

  1.  Para começar uma rotina de oração, é bom começar aos poucos;
  2.  Quando uma sugestão tornar-se um hábito bem firme, concreto, é hora de adicionar outro;
  3. Um bom começo são as Orações da Manhã e da Noite, as Orações das Refeições e o Santo Terço;
  4.  Não sufocar as crianças com uma vida de oração que não condiz com sua idade;
  5. Incutir nas crianças o hábito de falar com Deus (oração pessoal que não seja a recitativa).  Por exemplo, para as crianças, a oração da manhã deve ser uma forma simples de dar graças pela noite que passou e oferecer a Deus tudo o que ocorrerá durante o dia;
  6. Não esquecer que o trabalho também é oração: ”Ora et labora” (São Bento);
  7. Antes de tudo, procurar ser assíduo aos Sacramentos;
  8. Ter uma rotina de oração não é algo de outro mundo. É tão simples que depois que começamos a nos organizar e colocar em prática, pensamos: por que não fiz isso antes?
  9. Também não devemos esmorecer diante das dificuldades;
  10. Cada família é única e somente a própria família (juntamente com o Diretor Espiritual, se tiverem a graça de ter um) pode estabelecer um bom ritmo de oração;
  11. Momentos de oração não significam tempos gigantescos para isso;
  12. Dificilmente crianças pequenas ficarão imóveis enquanto a família se reúne para rezar o Santo Terço. Nem por isso a família deve deixar de rezar. Aqui, por exemplo, enquanto rezamos o Santo Terço às vezes o Bento fica ao colo, às vezes mama, brinca no chão. O que ele tem é o próprio tercinho para ficar segurando e nos esforçamos para mantê-lo no mesmo ambiente que nós, participando da forma como lhe cabe;
  13. Uma rotina de oração boa e sólida não significa necessariamente que se tenha diversas práticas religiosas

Referências

Papa Francisco, homilia

Padre Daniel Pinheiro, homilia

Mary Reed, Como criar bons filhos católicos

Padre Fábio Vanderlei – IVE,  nosso diretor espiritual

O Sagrado Coração de Jesus no lar

Tempo de leitura: 6 minutos

Antigo costume

O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, ”que tanto amou os homens”.

Antigamente, era comum entrar em uma casa e ver um quadro ou imagem do Sagrado Coração de Jesus, colocado em local de honra. Aos poucos, um outro objeto foi usurpando o lugar de destaque nas casas: a televisão. A devoção ao Sagrado Coração foi sendo substituída por um aparelho que, durante tantas horas do dia, despeja toneladas de lixo imoral dentro dos lares, deseduca as crianças e afasta as famílias da prática dos Mandamentos. E o Sagrado Coração de Jesus, em quantos lares Ele hoje é amado? E quantos lares não tem como centro de sua casa um aparelho de TV?

Escritos do Papa Pio XII

Amados esposos cristãos, que seja exposta e honrada em vossa casa a imagem do Sagrado Coração que ‘tanto amou os homens’, como a dos parentes mais queridos e íntimos. (…) Exposta e honrada significa que a imagem não deve apenas velar num quarto, acima do leito dos pais ou dos filhos, mas ser exposta em lugar de honra, acima da porta de entrada, na sala de jantar, na sala de estar, ou em outro local mais frequentado da casa.

Honrada significa que diante da preciosa estátua ou modesta imagem, a mão cautelosa colocará, ao menos de vez em quando, alguma flores, acenderá uma vela ou conservará, como sinal constante de fé e amor, a luz de uma lâmpada. É neste lugar, diante do Sagrado Coração, que todas as noites se reunirá a família para um ato coletivo de ação de graças, uma humilde oração de penitência e um pedido de novas bênçãos.

Honra-se devidamente o Sagrado Coração em uma casa quando nela todos e cada um o reconhecem como o Rei do Amor; esta submissão se assinala pelo ato de consagração da família ao Coração de Jesus. (…) Mas quem se consagra deve cumprir as obrigações que ao ato impõe. Quando o Sagrado Coração reina verdadeiramente numa família – e de fato Ele tem o direito de reinar sempre -, uma atmosfera de fé e piedade envolve as pessoas e as coisas daquela casa. Portanto, afaste-se dos lares consagrados tudo o que entristeceria o Sagrado Coração: lazeres perigosos, infidelidades, intemperanças, livros, revistas e imagens hostis à religião e aos seus ensinamentos. Afastem-se, nas relações sociais, as condescendências hoje tão corriqueiras, que pretendem conciliar a verdade com o erro, a libertinagem com a moral, e a injustiça egoísta e avara com as obrigações da caridade cristã.

Na família consagrada, os pais e os filhos sentem-se sob a vista e familiaridade do próprio Deus; assim sendo, são também dóceis aos Seus mandamentos e aos preceitos da Sua Igreja.

Diante da imagem do Rei dos Céus, que veio ser o seu amigo na terra e eterno hóspede, eles enfrentam sem medo, mas não sem mérito, as fadigas dos deveres cotidianos, os sacrifícios que as dificuldades extraordinárias às vezes impõe, todas as provações que a Providência envia.

A devoção

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi se desenvolvendo ao longo dos séculos. Foi para uma religiosa da ordem fundada por São Francisco de Sales que Nosso Senhor apareceu para difundir a devoção ao seu Adorável Coração: no século XVII, para Santa Margarida Maria Alacoque, freira da Ordem da Visitação. Nosso Senhor explicou a finalidade dessa devoção ao dizer as seguintes palavras para Santa Margarida Maria:

“Eis aqui esse Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada, ao ponto de se esgotar e de se consumir para demonstrar seu amor. E, em reconhecimento, eu recebo, da maior parte, ingratidões.”

Amor e reparação é o que pede o Sagrado Coração de Jesus. Amor, para pagar na mesma moeda, Aquele que tanto nos amou. Reparação, para desagravá-lo e consolá-lo dos ultrajes feitos ao seu amor infinito. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus deve ser, então, uma devoção de amor a Nosso Senhor Jesus Cristo e de reparação ao amor de Cristo ultrajado pelos nossos pecados. Não deve ser uma devoção sentimental, mas que nos leve efetivamente à santidade.

Nas aparições, Nosso Senhor fez 12 promessas:

1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração”.

2ª Promessa: “Eu darei aos devotos de meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.”

3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”.

4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”.

5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”.

6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”.

7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias”.

8ª Promessa: “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”.

9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.”

10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos ”.

11ª Promessa: “As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no meu Coração”.

12ª Promessa: “A todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

Para evitar que tão bela promessa seja tratada de modo supersticioso, é importante que se comungue em estado de graça e que se confie na misericórdia divina, que é o conteúdo da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. A graça da perseverança final, embora não possa ser merecida, é ladeada por esses sinais.

Portanto, a prática das nove primeiras sextas-feiras do mês não é uma mágica, mas uma realidade pedagógica, para que os fiéis se habituem a viver em estado de graça, crescendo na devoção eucarística e na confiança na misericórdia de Deus. Só assim, orando humilde e confiantemente ao Sagrado Coração de Jesus, a alma pode alcançar a graça da penitência final.

A entronização no lar

Entre as doze promessas, duas delas dizem respeito diretamente à família. Aos devotos do seu Sagrado Coração, Nosso Senhor diz : « colocarei a paz em suas famílias ». Ele diz também : « Abençoarei as casas em que a imagem do meu Coração for exposta e honrada. » Se essas promessas relativas à família são importantes em todo tempo, elas são ainda mais importantes nesses tempos atuais, em que o demônio e o mundo atacam tão brutalmente a família.

Foi introduzida, a partir dessas duas promessas, a prática da entronização do Sagrado Coração de Jesus nos lares, para atrair sobre as famílias as bênçãos divinas e a paz de Jesus Cristo. Todavia, não basta expor a imagem do Sagrado Coração. Não basta o simples gesto da entronização, da consagração da família ao Sagrado Coração de Jesus. É preciso procurar vivê-la.

Ao entronizar o sagrado Coração no lar, a família afirma reconhecer Nosso Senhor como o soberano do lar, como o Rei da família. A família se engaja a obedecer às leis de Cristo, seus mandamentos. Ao entronizar o Sagrado Coração de Jesus, a família faz a entrega total de si a Nosso Senhor. Ela se consagra verdadeiramente a Ele. E aos que se consagram com reta intenção ao seu Sagrado Coração, Jesus fez a seguinte promessa: “Ninguém que se consagra ao meu Divino Coração morrerá sem a graça.” Assim, a família deve procurar realmente viver a consagração ao Sagrado Coração de Jesus.

Cada um da família deve procurar ter uma devoção sólida ao Sagrado Coração de Jesus. Em seguida, a família deve ter uma devoção familiar ao Sagrado Coração de Jesus. Os membros da família devem fazer algumas das orações em família diante da imagem entronizada do Sagrado Coração, como, por exemplo, rezar a Ladainha do Sagrado Coração de Jesus em família. Sem essa devoção familiar, não haverá frutos da entronização ou muito pouco fruto.

Assim, essa família poderá suportar com méritos e alegria as fadigas dos deveres quotidianos, os sacrifícios próprios da vida familiar, todas as provações que a Providência enviar. A família encontrará repouso e consolo no Sagrado Coração. A família poderá enfrentar devidamente as cruzes e tirar delas frutos para a glória no céu.

”Queridos filhos, vivendo já neste mundo unidos a Jesus, recebendo-O com frequência na Sagrada Comunhão, venerando todos os dias a Sua imagem, não abandonareis a terra senão para ir contemplar eternamente a luminosa e beatífica realidade deste Divino Coração.”

Papa Pio XII


Referências