Lírio entre espinhos

Uma família católica buscando a santidade

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A verdadeira dignidade da mulher – parte 1

Tempo de leitura: 4 minutos

Por que precisamos falar do que é verdadeiramente ser mulher?

Definitivamente estamos em uma época chave, pois vivemos em um mundo que encontra-se totalmente desestabilizado, onde nós, mulheres, não sabemos mais quem somos.¹ Muitos discursos são empregados a esse respeito e talvez, muito facilmente, por desconhecer a nossa origem e nosso fim, podemos ser seduzidas por eles. Como nos diz o Pe. Fuentes, IVE, em seu livro ‘Elogio de la mujer fuerte’,² ante uma sociedade andrógina com a nossa, a mulher deve entender sua maravilhosa missão – dom de Deus – , que passa por compreender em todas as suas dimensões sua vocação de Filha, Esposa e Mãe.

Há um grande mito: o de que a Igreja é a grande promotora da opressão e humilhação das mulheres. Na verdade, foi o Cristianismo que libertou a mulher da condição de quase escrava em que ela se encontrava no mundo pagão. Cristo resgatou a mulher e não é preciso ir tão longe na história, basta apenas recordar do grande dia da Anunciação, onde Deus se fez carne no ventre dA mulher, Maria Santíssima, Mãe do Verbo Encarnado, Mãe de Deus, Mãe da humanidade, nossa Mãe. A mais alta dignidade foi conferida a uma mulher e assim Maria Santíssima elevou a dignidade de todas as mulheres.

As mulheres encontraram na Igreja, conforme a sua própria condição, seu lugar digno: foi-lhes permitido formar comunidades religiosas dotadas de governo próprio, dirigir suas próprias escolas, conventos, colégios, hospitais e orfanatos, coisa impensável no mundo antigo. ³ Quantas mulheres se destacaram no Cristianismo desde o seu início, como Santa Helena, Santa Joana D’Árc, Santa Hildegarda, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa e tantas outras santas, casadas, virgens, mártires. O grande problema é que para o mundo esses exemplos não importam.

A mulher sempre foi a salvaguarda da família, das tradições, dos valores. Ela, como esposa, mãe, educadora é a grande responsável pela formação de uma sociedade virtuosa e por isso hoje é tão atacada. Através de um plano diabólico arquitetado (isso é assunto para outro post) o feminismo veio sendo instaurado em nossa sociedade, levando a mulher a perder o sentido da sua dignidade que só pode ser entendida e vivida em Deus, Aquele que nos criou, que nos conhece, que nos deu uma vocação, nos deu uma estrutura e para o qual hemos de voltar um dia. E se a mulher é destruída, toda a sociedade sucumbe com ela. Já dizia o Arcebispo Fulton Sheen que o nível de qualquer civilização é o nível de sua feminilidade.

A maternidade

São João Paulo II na época de seu pontificado escreveu uma carta apostólica chamada Mulieris Dignitatem que trata da vocação e dignidade da mulher. Nela, ele explica que há uma riqueza que configura o gênio próprio da mulher, o chamadoingenium mulieris’que é a mulher como foi concebida em sua natureza. E o que é próprio da mulher? A maternidade. É uma capacidade inata e exclusiva da mulher.

“Os recursos pessoais da feminilidade certamente não são menores que os recursos da masculinidade, mas são diversos. A mulher deve entender a sua «realização» como pessoa, a sua dignidade e vocação, em função destes recursos, segundo a riqueza da feminilidade, que ela recebeu no dia da criação e que herda como expressão, que lhe é peculiar, da «imagem e semelhança de Deus».” (§10)

Não podemos masculinizar a mulher porque seria um empobrecimento trágico e uma revolta contra Deus Criador. Mas, o que temos visto em nossos dias é que o feminismo nos vem conduzindo a uma apropriação cada vez mais caricata dos trejeitos masculinos (sobretudo dos vícios), fazendo com que percamos a nossa originalidade própria e os recursos que apenas a feminilidade nos pode fornecer.

“Não se pode sob pretexto algum conduzir à «masculinização » das mulheres. A mulher não pode tender à apropriação das características masculinas, porque é contra a sua própria «originalidade» feminina. Existe o temor fundado de que por este caminho a mulher não se «realizará», mas poderia, ao invés, deformar e perder aquilo que constitui a sua riqueza essencial. Trata-se de uma riqueza imensa. Na descrição bíblica, a exclamação do primeiro homem à vista da mulher criada é uma exclamação de admiração e de encanto, que atravessa toda a história do homem sobre a terra.” (§10)

Só em Deus encontramos nossa autêntica originalidade. A plenitude da perfeição da vocação feminina está em Maria Santíssima, nosso grande modelo. Na Encarnação do Verbo encontramos as duas dimensões da vocação feminina: a Maternidade e a Virgindade.

“A graça nunca dispensa nem anula a natureza, antes a aperfeiçoa e enobrece. Portanto, a «plenitude de graça», concedida à Virgem de Nazaré, em vista do seu tornar-se «Theotókos» (mãe de Deus), significa, ao mesmo tempo, a plenitude da perfeição daquilo «que é característico da mulher», daquilo «que é feminino». Encontramo-nos aqui, em certo sentido, no ponto culminante, no arquétipo da dignidade pessoal da mulher.’’ (§5)

Toda mulher que atinge a plenitude da sua maturidade tem o coração de mãe, isso engloba a vocação matrimonial e religiosa. Rejeitar a maternidade é ir contra o plano de Deus criador, é não desejar atingir a maturidade humana e espiritual a qual fomos destinadas, e, mais ainda, é não desejar a nossa salvação, visto que está escrito: “A mulher será salva pela sua maternidade” – 1Tm 2,15

No próximo post, que sairá ainda nessa semana, falarei sobre a desfiguração do ser feminino e a importância de trilhar o caminho de volta para nossa verdadeira essência.

Referências

1 Jo Croissant, A mulher sacerdotal

2  Pe. Fuentes, IVE, Elogio de la Mujer Fuerte

3 Thomas E. Woods Jr, Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental

4 São João Paulo II, Mulieris dignitatem

 

 

Aproveito para indicar outros livros:

Kimberly Hanh, Amor que dá vida

Mary Pride, De volta ao lar

Pe. Geraldo Pires, As três chamas do lar católico

Pio XII, Casamento e família

 

Esposa, Mãe, Ordem Terceira VE

“Desejo que Jesus me triture interiormente para que eu me torne uma hóstia pura onde Ele possa repousar.” (Sta Teresa dos Andes)

Há um ano o amor nasceu e eu renasci

Tempo de leitura: 4 minutos
Trago o relato do parto do Bento, escrito pouco tempo depois de ele ter nascido:
“Por aqui os dias foram tempestuosos porém felizes e só agora tive tempo para escrever sobre esses dias para mantê-los aquecidos com a boa nova que recebemos em nossa família.
O relato do nascimento do Bento começa cedo. Desde o dia 30 de julho comecei a ter sinais de que ele estava pronto para nascer. Porém, apesar de pronto, eis que nossa primeira flecha esteve com preguicinha de vir ao mundo. Foram 4 semanas de alarmes falsos, mas em nenhum deles chegamos a ir para o hospital. Eu sentia contrações, inúmeras delas, porém elas não tinham ritmo.
Os dias foram passando e com eles fomos nos esgotando física e psicologicamente. É muito difícil trabalhar a mente nesses dias em que todo dia parece dia de nascer. Um mundo desconhecido se espreitava à minha frente e às vezes, me sentia perdida. Era preciso romper com tantas expectativas e viver abandonada em Deus. ”A cada dia basta o seu cuidado.”
De fato as coisas seriam muito mais fáceis se eu entrasse em trabalho de parto logo e ele nascesse. Mas, o bom Deus tem caminhos insondáveis. Esperar é um grande exercício de paciência, virtude que tanto me faltava nessa altura (e também, nesta vida). Essa espera me deixou abalada e cansada. Gabriel, meu esteio, e eu rezávamos e tentávamos caminhar em paz. No começo estávamos mais tranquilos, porém, na última semana eu já estava tão cansada… Mas o bom Deus sabe o tamanho da cruz que precisamos e aguentamos carregar! Que doçuras encontramos na Cruz quando decidimos abraçá-la!
Padre Fábio, nosso querido e amado diretor, foi um grande pai nessa última semana antes do nascimento do Bento. Pude compartilhar com ele meus medos, inseguranças e cansaço. Acho que poucas vezes me senti tão abraçada espiritual e psicologicamente como me senti na minha ultima direção antes do Bento nascer. Isso foi na sexta, dia 19 de agosto, onde graças ao bom Deus pude me confessar e seguir confiante para o meu grande calvário.
Na segunda feira, dia 22, tive consulta e a médica, dra Patrícia, fez um procedimento (descolamento de membrana) para ver se o parto engrenava, pois eu já tinha dilatação mais do que suficiente para estar em trabalho de parto. Apesar da dilatação evoluída (já tinha 6 cm) até então eu não havia sentido dor alguma. Mas na noite desta segunda já não consegui dormir. As contrações eram mais regulares e intensas, porém ainda sem ritmo. E isso me deixava cansada… queria tanto que o Bento nascesse! Eu já estava com quase 41 semanas!
Terça-feira de manhã as contrações pegaram ritmo! De 3 em 3 minutos! Eeeee.. Bento vai nascer! Fomos para o hospital e…. NADA. As contrações pararam. Eu definitivamente me sentia subindo o monte calvário de ré. Frustrada, impaciente, ansiosa.
Passei a terça-feira com dores, mas nada de pegar ritmo. Na madrugada de terça-feira para quarta-feira as dores ficaram muito intensas e era impossível dormir ou ficar deitada. Mas continuávamos sem ritmo. Minha médica me viu de madrugada, tomei medicação para cólicas mas as contrações não cederam. Voltamos para casa, mas precisávamos tomar uma decisão. O trabalho de parto poderia começar a qualquer hora, mas também podia demorar dias. A médica nos disse que podíamos esperar ou tentar induzir o parto.
Voltamos para casa e novamente não conseguimos dormir. Eu já sofria com as contrações. Nossa doula veio para cá e, depois de ela conversar comigo, decidimos induzir o parto, rompendo a bolsa. Não dava para continuar com essas dores e sem descansar. Se continuasse assim certamente não conseguiria um parto normal.
Fomos para o hospital as 6:30 da manhã do dia 24 de agosto de 2016. Às 7:30 a médica rompeu a bolsa. Às 8:30, graças a bondosa Virgem, as contrações engrenaram!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Às 10:39 nosso Bento nasceu!!!!! Ao som de Panis Angelicus! Dia de São Bartolomeu!
Foram poucas horas de trabalho de parto ativo, sem analgesia, tudo muito intenso! Vivi cada contração unida ao bom Jesus! Como rezei à Santa Coleta!
Gabriel esteve comigo todo o tempo! Nem sei dizer o que seria de mim sem o companheirismo e a força dele e sem a presença da Pati, nossa doula querida!
Bento nasceu e veio direto para os meus braços! Ainda sem me dar conta do que tinha acontecido, imediatamente o ofereci ao Sagrado Coração de Jesus e a Santíssima Virgem.”
E assim nasceu nosso menino…
O nascimento do Bento foi uma grande graça de Nosso Senhor. Definitivamente, quando olho para trás, não me reconheço. Ter um filho é, antes de tudo, um encontro com nós mesmos. Como se houvesse uma lupa, nossos defeitos são enfatizados. Nossas qualidades parecem não ser suficientes. É preciso decidir-se: ”o Reino dos Céus pertence aos violentos”.
Mas, ter uma criança, é sobretudo um grande valor por ela mesma. Quando penso no Bento, penso: que grande milagre! É um presente para o mundo, é um louvor à Deus! Uma criatura tão perfeitamente modelada, uma personalidade ímpar, que me garantes infindos sorrisos pelos dias afora. O Bento sempre mereceu existir e depois nascer, ser bem educado e alcançar o Céu.
Quando alguém me pergunta: ”Mas você quer mais filhos?” ”Um não está bom?” ”Já não tem trabalho que chega?” Eu sinceramente, nem sei o que responder. Eu não sei o que as pessoas esperam dessa vida, a não ser um vazio crescente. Eu realmente não acredito que ter um filho, ou muitos deles!, seja mais trabalhoso do que competir freneticamente para manter uma carreira, virando noites em claro por algo material, que é o dinheiro, ou por uma ilusão, que é o sucesso.
O casamento é uma grande ocasião de santificação, mas somente depois que os filhos chegam, ele alcança sua maturidade e nos eleva para além de nós mesmos. Ter um pequenino ser que exige de nós não muito, mas tudo, é o que faz a diferença, afinal, “Amar é tudo dar e dar-se a si mesmo”, como diz Santa Teresinha.
E no fim da vida, como nos diz São João da Cruz, não seremos julgados pela carreira, pelo sucesso, pelo corpo atlético, pelos livros lidos, pelos filmes assistidos, pelas viagens feitas, mas sim pelo Amor, que é o pleno e fiel cumprimento da vontade de Deus e a doação total de nós mesmos.

 

Esposa, Mãe, Ordem Terceira VE

“Desejo que Jesus me triture interiormente para que eu me torne uma hóstia pura onde Ele possa repousar.” (Sta Teresa dos Andes)

A rotina do Bento

Tempo de leitura: 7 minutos

Muitas mães me escrevem pedindo para eu relatar como é a rotina do Bento. Basicamente segue essa tabela que montamos de acordo com as particularidades de nossa família e a idade em que ele está. Ele está com 11 meses, mas essa é a tabela dos 6 meses até 1,5 ano. Ela não foi construída dessa forma desde a primeira vez, essa tabela é resultado de algumas adaptações e tentativas até que tudo se encaixou e começou a funcionar muito bem.

Nada de telas até os 2 anos de idade

Escolhemos, desde antes de o Bento nascer, que ele não teria contato com telas por um bom tempo. Inclusive, um tempo depois, tivemos acesso a uma pesquisa da Sociedade Americana de Pediatria que diz que crianças com menos de dois anos não devem ter contato com displays.

Em uma das primeiras consultas com o pediatra do Bento, dr. Marcos Santolim, ele nos alertou sobre o perigo das telas, que as crianças de até dois anos expostas às telas ficam hipnotizadas porque não enxergam como nós, mas sim veem as coisas como que girando. Além disso, essa exposição causa um empobrecimento das conexões neurais, problemas sérios com o sono, pouca memória, problemas de concentração e de visão, e até mesmo diminuição do potencial de inteligência.

O dr. Ítalo Marsili fala também que o excesso de estímulos visuais provenientes das telas causa uma distorção da forma como a criança enxerga a realidade, principalmente porque o que é apresentado nas telas é diferente da beleza do mundo real. Apesar de serem considerados vídeos educativos, eles não são a solução para ensinar coisas para as crianças. Sobre esse assunto, indico esse vídeo do Dr. Ítalo Marsili, psiquiatra, em que ele explica o fenômeno do Video Deficit Effect. E também esse artigo do professor Carlos Nadalim.

Para nós foi uma decisão muito natural, pois não temos costume de assistir televisão. Além disso, através de leituras e de experiências de outras pessoas, percebemos que o excesso de tempo dedicado às telas causa moleza e vícios na criança. Além de tornar-se uma muleta para os pais, que dificilmente deixam de expor a criança às telas em qualquer oportunidade de conseguir que cesse uma pirraça ou de ganhar um descanso tão sonhado.

Penso que, realmente, se usássemos os displays como expediente educativo ou de distração para o Bento, eu certamente teria uma vida mais fácil em certo sentido. E justamente por isso decidi não usar em hipótese alguma, ou, para mim, acabaria se tornando algo que eu usaria sempre. Mas, por mais que pareça difícil, não sinto falta desse artifício. Há várias maneiras de lidar com a criança, como envolvê-la nas atividades, fazer rotatividade de brinquedos, cantar, e por aí vai. Se os displays fossem tão necessários, como teriam sobrevivido as gerações passadas? Crianças precisam muito mais de quintal e paciência do que de vídeos, é o que pensamos.

Mas, em certas realidades, os displays ajudam, é verdade. Não quero dizer que somos melhores por isso, apenas mostro nosso esforço e o que nos levou a tomar essa decisão. Além de que, após os dois anos ou mais, pretendemos sim que o Bento assista desenhos infantis de boa qualidade, que tenham sido assistidos por nós antes e os quais possamos estar com ele ajudando a entender o que se passa. Os filmes e desenhos são expedientes educacionais e a criança precisa dos olhos dos adultos para entender o que se passa naquela realidade, qual lição deve ser aprendida, etc.

Muita leitura em voz alta

Com ensina o professor Carlos Nadalim, do blog Como educar seus filhos, após o nascimento do bebê, a leitura em voz alta proporciona uma série de benefícios, como:  estreitamento da relação afetiva entre pais e filho,  desenvolvimento da compreensão auditiva, treinamento da memória auditiva de curto prazo, enriquecimento do vocabulário, entendimento gradual de que a palavra escrita representa a palavra falada, aquisição do gosto pelos livros e pela leitura (para tanto, é importante não só que os pais leiam para os filhos, como também que os filhos vejam os pais lendo sozinhos).

Algumas dicas para escolher bons livros de histórias para as crianças de até 4 ou 5 anos:

1- As ilustrações são o que mais atrai a atenção da criança em um livro. Por isso, as imagens devem ser belas, com riqueza de traços e detalhes. Devem, sobretudo, ser uma bela representação da realidade. Assim, também devemos aproveitar os momentos de leitura para ensinar nossos filhos a apreciar a beleza e a arte.
Alguns tipos de ilustração podem desagradar, confundir e perturbar as crianças. São as ilustrações: disformes, distorcidas, desproporcionais, as representações de figuras humanas ou animais com economia de traços e expressões, as ilustrações psicodélicas, as ilustrações confusas onde o bem está representado pelo feio e o mal pelo bonito. É preciso que as imagens tragam para a criança uma ampliação do imaginário mas sem desfigurá-lo. Um desenho de uma árvore deve parecer com uma árvore. Para isso também são preferíveis as ilustrações que parecem desenhos feitos por uma mão humana ao invés dos digitalizados.

2- Além das imagens, é preciso que o livro tenha uma boa sonoridade do texto. Para isso é bom ler o livro em voz alta antes de comprá-lo, para ver se o texto é atraente. Livros com rimas são sempre um sucesso! Também é legal ver se ao longo da história há frases repetidas, pois elas mantêm a atenção das crianças.

3- Verifique se o livro contém boa estrutura de frases, amplo vocabulário, se a história tem um bom enredo e o que ela ensina para a criança. Contar uma história é abrir uma porta para um mundo que embora seja mágico, usa emoções, elementos e comportamentos do mundo real.

4- Dê preferência a: contos clássicos, fábulas de Esopo, histórias bíblicas e de santos. Também é legal ter um ou dois livrinhos sonoros.

Esses são os livros que temos usado com o Bento:

 

Musicalização

A música ajuda as crianças a conhecerem melhor a si mesmas, os outros e a vida. Além disso, através da música, desenvolvem ainda mais a imaginação e a criatividade.

Uma dica muito importante é cantar com eles cantigas de roda e ouvir música clássica (Mozart, Bach, por exemplo). Além disso, com o Bento ainda apresentamos canto gregoriano (vídeo e cantado por nós), polifônico, músicas tradicionais piedosas e também as medievais (Cantigas de Santa Maria, por exemplo) e Palavra Cantada.

Mas, apesar da música ser ótima para as crianças, não deve ser usada o dia todo. Helena Lubienska em seu livro ”Silêncio, gesto e palavra” e o dr. Ítalo em seu curso sobre Afetividade Infantil deixam bem claro que o ambiente natural da criança deve ser composto de silêncio (aqui toma-se por barulho os gritos, excesso de estímulos auditivos ou visuais, discussões, etc), ordem e tranquilidade.

Grande parte das pirraças infantis são por excesso de estímulos: muito tempo exposto a luzes no shopping, lojas, supermercados ou as luzes das telas, muitos sons, falta de rotina. Os hiperestímulos causam perturbação na criança e a deixam confusa e irritada.

Brincadeiras

Utilizamos as atividades semanais do livroSlow and Steady, get me ready como atividades de brincadeiras dirigidas. Assim, temos um tempo saudável e de qualidade para estar brincando de forma agradável e estimulante com o Bento. Esse livro possui atividades semanais que trazem instruções para construção de brinquedos simples com coisas que temos em casa e que desenvolvem capacidades da criança.

O Bento ama e nós economizamos muito!

Ar livre

A natureza é importante não só para formar uma afetividade saudável na criança, mas também o contato com a mesma estimula de forma positiva a consciência corporal, coordenação motora, muita “vitamina S” para a imunidade, vitamina D, descanso, exercício muscular e também da vontade, diversão, diminui o estresse e a agitação, afasta o sedentarismo e a moleza, impulsiona a criatividade e tanto mais!

Vida de piedade

Apesar de pequena, a criança tem um grande potencial observador e imitador, e por isso aprende principalmente pelo exemplo. Dessa forma, o que procuramos garantir ao Bento é que esteja inserido em nossa vida de piedade, sem cobrar o que ele não pode dar ainda, como por exemplo, ficar imóvel e concentrado enquanto rezamos o terço ou fazemos adoração. Para saber como é a nossa rotina de oração, acesse aqui.

A respeito dos gestos, ele já aprendeu a pedir a bênção e já junta as mãos para rezar e bate palmas depois de dizermos Viva Nossa Senhora!

Especificamente com ele rezamos a Oração da Manhã e da Noite com um breve colóquio de agradecimento, arrependimento e preces, seguido de uma Ave Maria e um Santo Anjo. Além disso, temos momentos no dia para pensar e falar com Deus. Esses momentos são em meio as brincadeiras ou quando ele está me ‘ajudando’ em alguma atividade. Geralmente digo pequenas frases, como, ”Podemos oferecer esse trabalho pelos pecadores” ou então ”Deus habita em nós e podemos falar o quanto O amamos o tempo todo.”

No fim da tarde, o Gabriel conta histórias bíblicas e de santos. E procuramos, naturalmente e em tudo, relacionar às coisas divinas.

Além disso, uma outra coisa que temos feito é quando ele passa por um momento difícil, como aprender a esperar, por exemplo, dizer: ” Nós sabemos como é difícil para você aprender a esperar. Vamos pedir ajuda ao Santo Anjo ou a Nossa Senhora?” E então rezamos brevemente com ele. Só o fato de rezar já o acalma, pois a entonação que usamos para rezar é diferente da fala ou do canto.

O final de semana

Procuramos ao máximo garantir certa sequência da rotina, principalmente de sono e alimentação.  As crianças não sabem que horas são, mas se guiam pela sequência da rotina a qual estão acostumadas, principalmente as relacionadas aos 4 hábitos básicos: sono, alimentação, higiene e ordem.

Referências

Carlos Nadalim, Como Educar seus filhos

Dr. Ítalo Marsili, Afetividade Infantil e Harmonia Familiar

Helena Lubienska, Silêncio, gesto e palavra

 

 

 

 

 

 

Esposa, Mãe, Ordem Terceira VE

“Desejo que Jesus me triture interiormente para que eu me torne uma hóstia pura onde Ele possa repousar.” (Sta Teresa dos Andes)

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