Lírio entre espinhos

Uma família católica buscando a santidade

Page 3 of 18

O nascimento da Maria Isabel: “Amar é tudo dar e dar-se a si mesmo.” (Santa Teresinha)

Tempo de leitura: 6 minutos

“O meu coração está pronto, meu Deus” (Salmos 57,8)

Talvez eu deva começar esse relato com um pouco da história do nosso pré-natal e a escolha do dr Frederico e da Pati, minha doula tão querida, que mais uma vez esteve conosco.
Quem leu o relato do parto do Bento viu que não tive um parto fácil e, na verdade, também nem tão humanizado assim, já que tivemos alguns problemas que não convém relatar aqui. O fato é que o primeiro parto, apesar de ter sido bom, me foi custoso por estar insegura e com medo. Mesmo tendo me preparado e estudado fui pega de surpresa por certas intervenções que me deixaram abalada, além dos pródromos quase eternos.
Então para este parto nós não pensamos duas vezes em procurar o dr Frederico, que, por já ter partejado amigas minhas e por acompanharmos seu trabalho maravilhoso, já tínhamos a confiança necessária e um princípio de vínculo que se estreitou durante os meses seguintes, tão importante para este momento. Isso foi decisivo para que eu tivesse uma experiência incrível do parto: me sentir segura com a equipe que me acompanhava.
Muitas pessoas me perguntam sobre ter uma doula. Eu espero em breve poder trazer para vocês um texto apenas sobre esse assunto. Mas, se posso adiantar algo, seria para dizer que ter uma doula é tudo de bom. Eu me lembro bem que antes de passar pela primeira experiência de parto eu ainda tinha minhas dúvidas e ressalvas a respeito de ter uma doula. Depois que a tive, eu recomendo para todo mundo! Em especial, Pati e eu temos uma relação tão bonita. Apesar do pouco convívio, tenho com ela uma conexão tão forte… ela sabe o que gosto, o que não gosto, meu ritmo, minhas fraquezas, minhas forças, sabe ser o silêncio que me conforta, a mão que me guia, o consolo que me alivia e tanto mais. Gabriel mesmo disse depois deste segundo parto que Pati e eu ”temos algo”. E é verdade. Ter uma doula é muito mais do que alguém para fazer exercícios e massagens. Mas isso é assunto pra depois.
As semanas foram passando, os incômodos finais da gestação chegando e os dias ficando literalmente mais pesados. No último mês a Maria Isabel já tinha descido tanto pela minha pelve que me era difícil andar e até mesmo virar na cama. Dias difíceis, mas bem aventurados os filhos gerados na Cruz, pois só a Cruz fecunda todas as obras.
Chegamos, pois, às 40 semanas e eu já estava fisicamente cansada. Então comecei a perder tampão na sexta feira, dia 22 de junho. Eu só pedia a Jesus que me desse a graça de entrar em trabalho de parto logo, porque não queria ficar dias em pródromos. Eu já estava cansada fisicamente e temia pelo cansaço psicológico. Mas seguia confiante, principalmente por contar com tantos amigos, entre eles seminaristas, padres, irmãs, monges, rezando pelo nosso momento. A sexta passou, as contrações tentavam um ritmo e paravam. Eu não sentia dor, apenas pressão no baixo ventre e incômodo na lombar.
Decidimos aproveitar o final de semana para curtir e passear, já que eu sabia que podia ficar dias assim. Então saímos, fomos ao parque, caminhamos, brincamos, comemos coisas gostosas e ficamos bem juntinhos, no nosso silêncio, na nossa intimidade.
Na segunda de manhã acordei com contrações sem ritmo mas, de certa forma, doloridas. Eu sabia que algo havia mudado. Fomos para a consulta, dr. Frederico me mandou catar conchinhas na praia (hahahahha), o que obviamente não fui fazer porque só queria ficar deitada. Gabriel ficou comigo o resto do dia e eu consegui descansar bem.
Rezei muito, cantei com a alma ao bom Deus dizendo que meu coração estava pronto. Eu queria este parto, eu desejava estas dores. Mas as contrações permaneciam sem ritmo e com incômodo.
Ao fim do dia, já não consegui jantar direito. Depois, colocamos o Bento para dormir. Mal ele pegou no sono e minhas contrações intensificaram. Enfim eu havia relaxado. Estavam de 1 em 1 minuto mas com pouca duração. Eu já não conseguia ficar deitada. Ligamos para o dr Frederico que enviou a Telemi (enfermeira) pra cá pra me avaliar. Eu estava com 8 cm. As contrações eram pouco doloridas, eu estava muito tranquila e conversávamos bastante entre elas. Contei casos e casos… (hahaha) Minha doula chegou logo depois e fomos para o hospital.
Não me lembro direito os horários em que as coisas foram se desenrolando, mas sei que o parto foi rápido, embora na minha cabeça pareça que durou uma eternidade. Dessa vez eu estava tão serena que até me assusto quando lembro. Eu conhecia o processo, eu havia aceitado e desejado estas dores e estava unida ao bom Jesus. Eu não cansava de repetir para mim mesma, neste santuário interior que é a minha alma, que o sacrifício por amor é gozo.
Chegando ao hospital, fomos direto para a sala de parto. Chuveiro, bola, dormi entre as contrações e percebi uma certa parada de progressão. Mas não me preocupei, confiava no meu corpo, na minha capacidade de dar à luz, a presença da Pati e da Telemi me eram toda conforto e calma. Rezava a Santa Coleta e a Santa Margarida. Dizia ao bom Jesus que queria subir o meu monte calvário e dar tudo.
Por fim só conseguia ficar na banqueta. A bolsa rompeu. As contrações apertaram e ficaram muito intensas. Mas nem por isso insuportáveis. O intervalo entre elas parecia uma eternidade. Eu dormia, conversava, ria e reclamava também: sentia um sono absurdo. Ficava perguntando quando ela ia nascer e por que não tinha pedido analgesia, que estava arrependida (hahahahaha). Esse período foi o mais longo. Nessa hora não queria ninguém a não ser o Gabriel. Louvado seja Deus pela presença firme, constante e segura do meu esposo durante os partos das nossas crianças. Definitivamente não me vejo passando por tudo isso sem tê-lo ao meu lado.
Até que eu senti ela girando e descendo de vez. Desesperador! Dei um berro, queria levantar e sair correndo. Dr Frederico era tão calmo que minha vontade era dar uns tapas nele. (hahaha, desculpa aí dr. Fred, nada pessoal!) Por fim, nasceu nossa menina! Lenta e serenamente veio ao mundo me trazendo tanta doçura. Veio em baixa luz, no silêncio absoluto que eu tanto amo, rodeada de amor, de respeito, de tempo, de paciência, de entrega. Nasceu às 1:28am do dia 26 de junho, com 41 semanas, 48 cm e 3870 kg, no dia de São Josemaria Escrivá, o santo do cotidiano.
No outro dia eu já queria parir de novo. Quando lembro do parto da Maria Isabel sou inundada por uma onda de doçura. Sinto-me impelida e desejosa de passar por isso tantas vezes quanto o bom Deus queira me abençoar. E também, medo, de ter sido a última vez. Sigo abandonada nas mãos Dele que me faz pequena diante de Seu grande amor.
Eu desejo a todas as mulheres não um parto sem dor, mas um parto onde a dor seja transformada em amor e então tudo se torna doce, embora não sem sofrer. Desejo que encontrem equipes tão maravilhosas quanto a que eu tive (e espero continuar tendo rsrsrs).
Há algo que nos faz genuinamente mulheres: gestar e dar à luz. Se há obra mais grandiosa e cheia da glória de Deus do que gerar uma criança, eu desconheço. Ser tabernáculo vivo, ter a mão divina tecendo um ser em nosso ventre, tocando o nosso corpo e infundido uma alma eterna neste pequenino confiado a nós, é não só maravilhoso, mas também impactante e radical, pois nos muda completamente. Trazer ao seio um milagre, um ser que com sua vida e desenvolvimento proclama a glória de Deus é algo estupendo que somente a bondade divina poderia criar. Receber este privilégio é um grande dom.
Não deixemos que passe a nossa vida, que passem os filhos que Ele nos quer dar. Não deixemos que nossa vida seja um rastro estéril e inútil. Estamos aqui para, morrendo, viver. Que pode haver de maior e mais feliz do que servir ao bom Deus, aceitando e realizando Sua Santíssima Vontade? Reclamemos, pois, o que verdadeiramente nos pertence: um corpo feito para dar vida; gerando, gestando, dando à luz e educando para o Céu.
——
Contatos:
Patrícia Roshner- https://www.facebook.com/patriciarohsner.shantala
Dr. Frederico Bravim- https://www.facebook.com/drfredericovitorino/

Trintena a São José

Tempo de leitura: 3 minutos

Ó amabilíssimo patriarca São José! Desde o abismo da minha pequenez e miséria contemplo-Vos com emoção e alegria da minha alma em Vosso trono do céu, como glória e gozo dos bem-aventurados, mas também como pai dos órfãos na terra, consolador dos tristes, amparador dos desvalidos, auxiliador dos anjos e santos diante do trono de Deus, de Vosso Jesus e de vossa Santa Esposa.

Por isso, eu, pobre, desvalido, triste e necessitado, a Vós dirijo hoje e sempre minhas lágrimas e penas, minhas súplicas e clamores da alma, meus arrependimentos e minhas esperanças ; e especialmente hoje, trago-Vos diante do Vosso altar e da Vossa imagem uma pena que consoleis, um mal que remedieis, uma desgraça que impeçais, uma necessidade que socorrais, uma graça que obtenhais para mim e para meus seres queridos.

E para comover-Vos e obrigar-Vos a ouvir-me e obter-me estas graças, Vo-las pedirei e demandarei durante trinta dias contínuos, em reverência aos trinta anos que vivestes na terra com Jesus e Maria e o farei urgente e confiantemente, invocando todos os títulos que tendes para compadecer-Vos de mim e de todos os motivos que tenho para esperar que não dilatareis ao ouvir minha súplica e remediar minha necessidade sendo tão certa minha fé em Vossa bondade e poder, que ao senti-la, Vos sentireis também obrigado a obter e dar-me ainda mais do que Vos peço e desejo.

* Peço-Vos pela bondade divina que obrigou ao Verbo Eterno a encarnar-se e nascer na pobre natureza humana, como Filho de Deus, Deus homem e Deus dos homens.

* Suplico-Vos por vossa ansiedade imensa ao sentir-Vos obrigado a abandonar a Vossa Santa Esposa.

* Rogo-Vos por Vossa resignação dolorosíssima para buscar um estábulo e um presépio para palácio e manjedoura de Deus nascido entre os homens.

* Imploro-Vos pela dolorosa e humilhante circuncisão de Vosso Jesus; e pelo Santo, Glorioso e Dulcíssimo nome que lhe impusestes por ordem do Pai Celeste.

* Demando-Vos por Vosso sobressalto ao ouvir do anjo a morte decretada contra Vosso Filho Deus; Por Vossa obedientíssima fuga ao Egito, pelas penalidades e perigos do caminho, pela pobreza extrema do desterro e por Vossas ansiedades ao voltar do Egito a Nazaré.

* Peço-Vos por Vossa aflição dolorosíssima de três dias, ao perder Vosso Filho e por Vossa consolação suavíssima ao encontrá-lo no templo; por Vossa felicidade inefável dos trinta anos que tivestes em Nazaré com Jesus e Maria sujeitos à Vossa autoridade e providência.

* Rogo-Vos e espero pelo heroico sacrifício com que oferecestes a vítima de Vosso Jesus ao Deus Eterno, para a cruz e para a morte, pelos nossos pecados e nossa redenção.

* Demando-Vos pela dolorosa previsão que fazíeis todos os dias ao contemplar aquelas mãos infantis perfuradas depois na Cruz por pregos agudos; aquela cabeça que se reclinava dulcissimamente sobre Vosso peito, coroada de espinhos; aquele divino corpo que apertáveis contra o Vosso coração, despido, ensanguentado e estendido sobre os braços da Cruz naquele último momento que lhe víeis expirar e morrer.

* Peço-vos por Vossa dulcíssima passagem desta vida nos braços de Jesus e Maria, Vossa entrada no limbo dos Justos e ao fim nos céus.

* Suplico-Vos por Vosso gozo e Vossa glória, quando contemplastes a Ressurreição do Vosso Jesus, sua subida e entrada nos céus, seu trono de Rei imortal dos séculos.

* Demando-Vos por Vosso inefável júbilo, quando vistes sair do sepulcro a Vossa Santíssima Esposa ressuscitada, e ser assunta ao céu pelos anjos, coroada pelo Eterno e entronizada num sólio junto ao Vosso.

* Peço-Vos e rogo-Vos confiantemente pelos Vossos trabalhos, penalidades e sacrifícios na terra e por Vossos triunfos, glórias e feliz bem-aventurança nos céus, com Vosso Filho Jesus e Vossa esposa Santa Maria.

Ó meu bom patriarca São José! Eu, inspirado nos ensinamentos da Santa Igreja, de seus Doutores e Teólogos, e no sentido universal do povo cristão, sinto em mim uma força misteriosa, que me alenta e obriga a pedir-Vos e suplicar-Vos e esperar que me obtenhais de Deus a grande e extraordinária graça que vou por diante da Vossa imagem e do Vosso trono de bondade e poder nos céus:

(Aqui se faz o pedido)

Obtende-me também para os meus e para os que pediram que rogue por eles, tudo quanto desejam e lhes é conveniente. – Rogai por nós, ó glorioso patriarca São José. – Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS: Ó Deus, que em vossa inefável Providência escolhestes São José para esposo de Maria, Mãe do Vosso Filho, fazei que, venerando-o na terra como protetor, mereçamos tê-lo como intercessor nos céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

E quando a mãe precisa trabalhar fora?

Tempo de leitura: 4 minutos

Há algum tempo eu venho meditando sobre a grande graça que é poder estar em casa. E, ao mesmo tempo, sobre como hoje há um discurso quase unilateral a respeito da mulher, como se ela se santificasse apenas no lar. Isso não é verdade. Cada um de nós se santifica dentro da realidade tão particular em que Deus nos colocou. Eu pude escolher ficar em casa e eu sou tão feliz por isso, que é o que eu desejo a todas as mulheres. Mas, infelizmente, muitas adorariam ficar em casa e não podem, pois a realidade é mais dura do que apenas escolher.

Este texto é um testemunho belíssimo de uma vida entregue à vontade Divina. A santidade não está em cumprir regras e em sermos todos iguais, mas sim em, acolhendo as particularidades que a Providência nos dá, nos abandonarmos totalmente nas Mãos Daquele que sabe dispor tudo para o nosso Bem.


 

Pensei  em inúmeras formas de começar esse texto, mas ainda não sei qual seria a mais adequada, por isso, não será algo apenas sobre mães que trabalham fora, mas mais que isso, é um pouco da minha história.

É verdade que cresci em meio católico, mãe católica, Missas, etc., mas minha história de conversão verdadeira começa com a maternidade. Não podendo desconsiderar o terreno em que essa vocação foi germinada, iniciamos um pouco antes. Apesar de nos dar pouca catequese propriamente dita, minha mãe sempre foi uma mulher de muita oração e de um coração ancorado no Senhor. Eu não sei como eu teria enfrentado tantos problemas se estivesse no lugar dela. E aqui encontramos meu modelo. Com o coração no alto e os pés no chão, minha mãe nunca aceitou que não estar conosco em tempo integral fosse justificativa para não ser presente, menos ainda de não amar a Deus.

Há muitos anos minha vida é tocada pela providência divina. Há quem limite esse dom a seus aspectos materiais, mas a ação de Deus vai além disso. Quando me casei jamais pensei que hoje teria 5 filhos e que esperaria com o coração aberto e desejoso ter ainda mais, se Deus assim o quiser; Jamais pensei em me enamorar do “papel tradicional” de mulher; Jamais pensei em ter que renunciar a isso e o quanto isso poderia custar. A providência veio me contemplar com a melhor inspiração que pudesse ter: almejar o ideal.

Parece-me que cada filho que o Senhor me deu, veio me arrancar pedaços, seguranças, medos, juízos de valor deturpados; Veio modificar minha realidade, dilatar o amor e revelar aquilo que realmente importa; Veio lançar luz sobre a Verdade e me fazer deseja-la acima de qualquer outro bem. E então, junto à verdade, a renúncia. Encarar a realidade antiga com um novo olhar é libertador, mas também pode ser profundamente doloroso.  Tive que aprender a me dividir, a oferecer e o fazer com alegria. “Ninguém faz bem o que faz contra a vontade, mesmo que seja bom no que faz.” (Santo Agostinho)

A providência me alcançou um curso superior e depois, um trabalho. Mas e aí? Será que não era apenas um teste para a minha fé? Tire as conclusões que quiser, pois a dinâmica do seio familiar cabe ao casal. A nós, foi um grande sinal do amor de Deus. Resposta a orações que eu nem pensei que seriam atendidas, tamanha a improbabilidade. A providência nos concedeu um novo rumo: nova casa, nova cidade, mais bebês… Mais amor de Deus. Foi nesse tempo que a condição de trabalhar fora mais pesou;  Foi nessas condições que Deus forjou ainda mais a minha fé e me abriu os olhos para o modo como eu precisaria conduzir minha vida. Assim como a minha mãe: com os pés no chão e o olhar para o céu.

Aprendi que é preciso fazer valer a pena. Primeiro que, se acredito que foi a providência que me concedeu o que tenho hoje, seria um grande pecado desonrar meu emprego ou desdenhá-lo. Depois, se já passo parte do dia longe das minhas crianças, que sentido teria  essa renúncia se fosse por algo sem valor? Hoje trabalho com famílias vulneráveis e as tomei como missão. É preciso ser luz, é preciso disseminar a verdade e, se eu não estivesse onde estou hoje, muito provavelmente essas pessoas a quem eu assisto com meu trabalho, estariam sendo assistidas por pessoas despreparadas, ou pior, doutrinadas como tantos outros profissionais que vemos por aí. Já disse Santa Teresa que “é justo que muito custe o que muito vale”, então é também pelas minhas crianças que eu honro o trabalho que Deus me deu.

Ainda almejo poder cuidar da minha casa exclusivamente, mas me dedico de coração ao que tenho hoje por acreditar que realizar a vontade de Deus é também encontra-lo nas pequenas adversidades, nas contrariedades. Talvez, se eu não precisasse renunciar a isso, eu nunca conseguiria perceber o valor de viver assim, do modo ideal, o desempenho da minha maternidade. Os santos nos deixaram bons testemunhos e o caminho das pedras. Santa Teresa e Santa Teresinha foram chamadas ao mesmo carisma e viveram sua vocação de modos tão diferentes. Quantas Santas foram rainhas, quantas outras, donas de casa.

“O pedido mais importante que devemos fazer a Deus é a união da nossa vontade com a d’Ele.” (São Francisco de Sales)

Não desperdicemos nossa energia insistindo em nos colocar em formatos pré-determinados ou sendo medíocres em fazer aquilo que nos custa. Lembremos-nos do jovem rico que já cumpria todos os preceitos, mas se entristeceu ao ser constrangido por um único pedido feito por Jesus. Almejemos o ideal, não o convencional, mas aquele único que importa: responder ao chamado que o Senhor faz exclusivamente a nós.

Encerro com uma frase de São Josemaria Escrivá que ficou impressa no meu coração desde que descobri o preço a pagar, a minha renúncia: “Fazei tudo por amor, assim não há coisas pequenas: tudo é grande. A perseverança nas pequenas coisas, por amor, é heroísmo.”

 

« Older posts Newer posts »